Doenças que atingem os negros

7

A população negra brasileira apresenta uma especificidade genética que a distingue do resto do mundo. Devido à miscigenação de negros procedentes de várias regiões africanas com características genéticas e culturais peculiares e, posteriormente, pela miscigenação entre negros e brancos ocorridas no país, certos tipos de doenças são mais propícios a serem desenvolvidos por quem possui a pele negra.

Portanto, redobre o cuidado, vá ao médico e fique atento aos sintomas. Conheça algumas destas doenças:

ANEMIA FALCIFORME: A anemia falciforme é um tipo de anemia hereditária, e a mais universal no Brasil. Tem origem desconhecida, mas provavelmente desenvolveu-se na África, milhões de anos atrás.

No Brasil, estima-se que 3 de cada 100 pessoas são portadoras de traço de anemia falciforme e 1 em cada 500 negros brasileiros nasce com uma da doença, pois ela é genética e hereditária, causada por anormalidade de hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue, responsáveis pela retirada do oxigênio dos pulmões, transportando-o para os tecidos.

Esses glóbulos vermelhos perdem a forma discóide, enrijecem-se e deformam-se, tomando a forma de “foice”. Os glóbulos deformados, alongados, nem sempre conseguem passar através de pequenos vasos, bloqueando e impedindo a circulação do sangue nas áreas ao volta. O ideal é procurar um médico para realizar exames periódicos, que podem detectar cedo o problema.

PRÉ-ECLÂMPSIA: Desenvolvida por mulheres grávidas, a pré-eclâmpsia é um problema grave, marcado pela elevação da pressão arterial, que pode acontecer a qualquer momento da segunda metade da gravidez, ou seja, a partir de 20 semanas, mas é mais comum a partir de 27 semanas.

Os especialistas acreditam que seja causada por deficiências na placenta, o órgão que nutre o bebê dentro do útero. A pré-eclâmpsia é bastante comum, e afeta em sua forma leve até 10% das grávidas. A pré-eclâmpsia grave é mais rara, atingindo 0,5% das gestantes.

Os sintomas são inchaço repentino no rosto, nas mãos ou nos pés; dor de cabeça persistente; perturbações na visão, como vista embaçada ou luzes piscando; dor forte na barriga, abaixo das costelas; e mal-estar geral.

As mulheres negras têm mais probabilidades de adquirir a doença, pois é um mal causado por pressão arterial, e a população negra desenvolve maior incidência de problemas cardiovasculares.

DOENÇAS CARDÍACAS: Pessoas negras com casos de doenças cardiovasculares na família têm uma maior propensão para desenvolverem doenças que afetam o sistema cardiovascular.

DEFICIÊNCIA DE GLICOSE 6-FOSFATO DESIDROGENASE: Nos Estados Unidos, a incidência de G6PD é maior entre a população negra, com uma frequência de heterozigotos (requisito de portador com um gene normal e outro irregular) de 24%, e muro de 10% a 14% dos homens desse grupo são afetados.

HEMORRAGIA SUBARACNÓIDE: Representa 5% de todos os acidentes vasculares cerebrais e atinge 30.000 casos/ano nos Estados Unidos. Aneurismas na base do cérebro são responsáveis por 80% dos casos, sendo um dos fatores de riscos envolvidos, os portadores de anemia falciforme.

Share.

About Author

7 Comentários

  1. Altair Lira on

    Só tive acesso à reportagem agora e a considero positiva mas com alguns erros que acredito que não podemos reproduzir, principalmente pelas novas fontes de informação que refutam uma série de afirmações do texto.
    1- Não se deve afirmar que “certos tipos de doenças são mais propícios a serem desenvolvidos por quem possui a pele negra” O que consideremos é a PREVALÊNCIA de um determinado grupo de doenças sobre um grupo em relação a outro. Determinados grupos populacionais podem ser mais predisposto à determinadas doenças principalmente por questões genéticas e não de pele.

    É correto usar o termo DOENÇA FALCIFORME ao invés de ANEMIA FALCIFORME. Explico. O termo doença falciforme é mais abrangente, abarcando um conjunto de doenças relacionadas à hemoglobina S e suas variantes. SS é a representação da ANEMIA FALCIFORME, mas temos também SC, SC, S-Alfa, S-Beta…., tão prevalentes quanto a SS.

    A sua origem não é desconhecida nem exclusiva do continente Africano. A mutação genética que a criou, também aconteceu em áreas da Ásia e da Europa. Estima-se que nascem por ano, 1 a cada 1000 (mil) nascidos vivos com doença falciforme.

    A doença falciforme é detectada através do teste do pezinho. Em pessoas que não fizeram o teste do pezinho recomenda-se o eletroforese de hemoglobina.
    Mais informações:
    http://www.cehmob.org.br/wp-content/uploads/2014/08/manual_eventos_agudos_doenca_falciforme.pdf

    obrigado

Leave A Reply