Há dois anos, a Austrália foi surpreendida com uma estranha notícia. Uma pequena comunidade aborígene isolada nas profundezas do Norte da Austrália, estava sendo assolada por conflitos sanguinários entre gangues locais. O governo australiano chegou a cogitar o envio de tropas do exército para cessar a discussão.
Mas, acredite ou não, o que realmente deixou os australianos perplexos é que a cidade, chamada Wadeye, estava dividida entre gangues cujos nomes homegeiam bandas de heavy metal, como Judas Priest, Evil Warriors, Slayer, Iron Maiden, entre muitas outras.
O fato curioso tem as suas justificativas. Mais da metade da população tem menos de 20 anos. Some isso ao fato de que até poucos anos atrás não existia ensino secundário na cidade (mesmo hoje, a frequência escolar é abaixo de um terço da população em idade escolar), o que gerou um monte de adolescentes entediados vagando pelas ruas sem nada para fazer.
A estranha solução encontrada pelos moradores foi alugar uma caminhonete com uma jaula na caçamba que roda a cidade recolhendo a molecada. Para convencer os alunos a estudar, construíram uma piscina na escola, e a regra era: “sem escola, sem piscina”. As coisas melhoraram por um tempo, até que a istituição ficou superlotada — as classes eram pequenas demais para lidar com a enxurrada de estudantes que queriam nadar. A nova solução? Desencorajar os adolescentes a frequentarem a escola. Bem-vindo a Wadeye.
Tudo na cidade (banco, parede, porta…) tem os nomes, marcas e lemas das gangues arranhados ou rabiscados. Em todos os bairros, ruas inteiras estão marcadas com enormes “Iron Maiden” e “Judas Priest” para deixar bem claro no pedaço de quem você está.
Como consequência, a violência nas ruas também é grande. O índice de agressão contra as mulheres é muito alto, e há casos de meninas de 24 anos que já são avós.
O porquê de tanta confusão? O líder da gangue Judas Priest diz, sem qualquer tipo de ironia, que aquela confusão gigantesca começou porque membros da gangue afirmaram que o Rob Halford era o melhor cantor de heavy metal de todos os tempos, e os outros discordaram.
Nos anos 30, quando foi fundada como uma missão católica, Wadeye chamava-se Port Keats. A cidade ainda mantém as tradições católicas, mas também pratica as crenças espirituais aborígenes. Para eles, Jesus é negro e a molecada usa camisetas satânicas de heavy metal e rosários pendurados no pescoço. Por lá, é comum, por exemplo, uma cena como esta: o batismo de um recém-nascido na igreja local. O heavy metal vindo da vizinhança abafa a bênção do padre, e o pai da criança usa uma camiseta do Anthrax, com os dizeres “Siga-me e morra!”.
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