O novo filme de Steven Soderbergh, “Contágio”, mostra o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que em poucos dias, começa a se espalhar de forma intensa pelo mundo, contaminando a humanidade e pondo em risco a sua existência. Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando.
Com roteiro original de Scott Z. Burns (“O Ultimato Bourne” e “O Desinformante!”), o filme tem um elenco de estrelas, precedidas pelo ator Laurence Fishburne, que interpreta um funcionário do governo americano, um dos responsáveis pela erradicação do vírus. Laurence também precisa vencer suas predileções pessoais, e é punido por tentar priorizar a sua família quando a vacina é criada.
O ator declarou que foi uma ótima experiência ser dirigido por Steven Soderbergh e divir o espaço com um elenco tão bom. Completam
o time os atores Matt Damon, a sempre incrível Marion Cotillard, a talentosa Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Bryan Cranston, Jude aw e Jennifer Ehle.
- Quando eu li o roteiro, imediatamente quis participar. O filme faz a gente pensa o quão frágeis somos em relação a infecções. Normalmente não se pensa nesse tipo de coisa. Não passei a andar com frascos de anticépticos no bolso, porém, nos deixa mais atentos – diz.
Para ele, um dos grandes méritos do filme, é mostrar a conexão do mundo.
- O vírus se espalha muito rápido pelo mundo, isso me atraiu, pois mostra como estamos conectados e como somos dependentes um do outro, enquanto viajamos nesta bola pelo espaço – brinca.
Com uma narrativa lenta e incomum para um filme que se propõe a falar sobre a erradicação da humanidade, “Contágio” pode parecer falar superficialmente sobre o tema, porém, seu grande mérito é humanizar os personagens, e mostrar que, no fim, a vida é extremamente frágil e que estamos suscetíveis a qualquer tipo de ameaça.
O elenco tem grande força, e somente Matt Damon e Gwyneth Paltrow não sobressaem, com interpretações pálidas. Quando chega a sua reta final, Contágio perde boa parte de sua força ao se render aos esquemáticos desfechos hollywoodianos, algo praticamente imperdoável em um filme que consegue se manter tão fresco durante quase toda sua duração, porém, isso não compromete o resultado final, e o filme deixa aquela sensação de inquietude a que se pretendia.
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