Um dos mais respeitados e o primeiro negro a ganhar um Oscar de melhor ator, Sidney Poitier tem sucessos de grandes quilates em seu currículo de atuações. Quebrou as barreiras preconceituosas da grande indústria, e hoje é um dos atores mais admirados e premiados de Hollywood.
Filho de uma família de Cat Island, nas Bahamas, Poitier nasceu em Miami, em uma visita de seus pais àquela cidade. Sua infância foi marcada pela pobreza, já que seu pai era um agricultor de poucas posses. Aos 15 anos, foi enviado para Miami, a fim de viver com seu irmão mais velho e evitar o crescimento de uma tendência para a delinquência.
Uma vez lá, experimentou o preconceito racial, principalmente por ter vindo de uma sociedade predominantemente negra. Em contrapartida, cresceu nele uma determinação para lutar e criar oportunidades para os negros.
Aos 18 anos, decidiu ir para Nova York, onde teve que se submeter a subempregos e a dormir em terminais de ônibus. Após uma breve passagem pelo Exército, onde foi locado em um hospital para veteranos, passou a realizar trabalhos domésticos no bairro nova-iorquino Harlem.
Decidido a entrar para o mundo do teatro, somente depois de seis meses de seguidas tentativas, conseguiu uma pequena ponta numa produção da Broadway, “Lysistrata”. Sua atuação recebeu excelentes críticas dos profissionais da imprensa.
No final de 1949, teve que escolher entre um papel principal de uma peça da Broadway e um convite de Darryl F. Zanuck para atuar no filme de Joseph L. Mankiewicz, “O Ódio é Cego”. Optando pelo cinema, sua atuação como um médico negro a tratar de racistas brancos, o levou a interpretar personagens mais interessantes.
Sete anos depois, começou a receber convites para atuar em papéis principais. Um dos filmes, “Acorrentados” lhe valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Em 1963, por sua atuação em “Uma Voz nas Sombras”, de Ralph Nelson, Poitier foi finalmente agraciado com a famosa estatueta, tornando-se o primeiro ator negro a possuí-la.
Em 2002, a Academia Cinematográfica de Hollywood lhe conferiu um prêmio por sua obra, sempre representando a indústria do
cinema com dignidade, estilo e inteligência.
Além de suas atividades nos palcos e no cinema, Poitier marcou presença nos movimentos pela defesa dos direitos civis. Embora tenha reduzido a frequência de atuação no cinema nos últimos anos, ele permanece como um dos mais respeitáveis e queridos atores do cinema americano do século XX. Fluente em russo, foi agraciado com o grau de doutorado honorífico pela Universidade Shippensburg, da Pensilvânia.
Sidney Poitier casou-se em 1950 com Juanita Hardy, com quem teve quatro filhos e de quem se divorciou em 1965. Em janeiro de 1976, voltou a se casar, desta vez com Joanna Shimkus, com quem tem duas filhas, Anika e Sydney Tamiia Poitier.
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