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Thalma de Freitas

Talento em dose dupla

Ela diz que nunca soube que é difícil cantar. Thalma de Freitas herdou o timbre e o jeito de falar de sua mãe, que tem uma voz muito bonita, e desde criança, ao lado de sua irmã, Tricia, cantava com o pai, o maestro Laércio de Freitas. “Quando cresci e comecei a pensar numa profissão, não queria ser cantora, mas atriz de musicais. Assim, eu poderia cantar, dançar (uma grande paixão) e atuar, que sempre vi como a mais nobre das artes”, conta.

Ao conhecer o portal REVISTA AFRO, Thalma diz que não consegue se convencer de que o povo negro brasileiro tenha uma cultura contemporânea diferenciada. “Mas gostei das dicas de beleza e as entrevistas do site, estão de parabéns”, complementa.

Aos 14 anos, Thalma matriculou-se no Teatro Escola Macunaíma, em São Paulo e lá começou a atuar. Estreou sua primeira peça, com 18 anos, em 1992. Logo depois, entrou para a Companhia dos Menestréis, de Oswaldo Montenegro. “Eu gostava mais do teatro, não me agradava ambientes de bares ou boates, onde eu via tantas cantoras passarem a madrugada”, lembra.

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Mas, privilegiada com tanto talento, Thalma acabou tornando-se atriz e cantora. Ela diz que não consegue separar sua carreira em duas ou mais. “No conjunto desta obra em progresso só vejo unidade”, diz ela. Em 1993, conheceu o diretor de teatro e TV, Jorge Fernando, fazendo a peça Hair, em São Paulo, que a convidou para o musical Nas Raias da Loucura, estrelado por Cláudia Raia, no qual trabalhou durante dois anos e acabou retornando ao Rio, sua cidade natal. Em 1996, ele a convidou para atuar na novela Vira-Lata.

Desde então, já foram 11 novelas, entre elas, Laços de Família, O Clone, Kubanacan, Começar de Novo e Bang Bang, e duas minisséries na Globo. Thalma também atuou nos filmes O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr., e em As Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo, pelo qual dividiu com Taís Araújo o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Festival de Cinema de Gramado, em 2004.

Atualmente, Thalma interpreta a Magaly, de Caras & Bocas, da TV Globo. A personagem é uma veterinária que tem o objetivo de cuidar da filha e ajudar na luta pela preservação da vida selvagem, tarefas complicadas de cumprir sozinha. “Minha alegria neste trabalho é fazer o papel de mãe da a Amanda Azevedo, atriz excelente que cresce a olhos vistos como pessoa e profissional”, elogia.

Durante este tempo que trabalha como atriz, Thalma continua cantando com os amigos. Já tentou uma carreira de cantora pop que, segundo ela, não deu certo porque não sabe ser apenas cantora. “Eu já estava envolvida com teatro e TV e entendi que trabalhando como atriz poderia cantar por prazer, fazer a música que eu gosto sem compromisso profissional, o que é uma liberdade rara”, revela. Talvez por isso, Thalma pôde construir uma trajetória musical com diversas parcerias bem-sucedidas, como com a Orquestra Imperial, o duo de voz e piano com seu pai, Paulão 7cordas, 3namassa, Instituto Racional, entre outras. Em 2004, a cantora lançou seu único CD solo, com canções clássicas como “Cordeiro de Nanã” (Mateus e Dadinho), que foi escolhida para compor a trilha sonora da novela Senhora do Destino.

Carioca, Thalma, que hoje está com 35 anos, cresceu em São Paulo. Seus pais, casados a 43 anos, ainda moram lá. Sua irmã, dois anos mais nova do que ela, tem dois filhos, Tomeh e Malika. Em 1997, ela voltou a morar no Rio. “Quando não estou em produção, tenho todo tempo para fazer minhas peripécias, gosto de viajar e trabalhar. Não consigo ter rotina”, entrega.

Como exercícios físicos, a atriz gosta de andar de bicicleta e adora alongamento. “Tenho preguiça de academia e não faço questão de corpo malhado”, diz. Vaidosa, ela diz que se preocupa, principalmente, com roupas, cabelo e intelecto. A hora do banho é a mais feliz pra mim, faço hidratação nos cabelos, esfoliação no corpo e lavo bem o rosto”, conta. Quanto à alimentação, diz que come basicamente alimentos deliciosos, o que deixa de fora todos os industrializados.

Solteira, Thalma tem como projeto de vida ser feliz. “E já está realizado, sempre lembro do Sr. Wilson das Neves dizendo: ‘Não queira nada, faça!’, e como ele tem razão!”, conclui.

Reportagem: Cida Farias
Fotos: Divulgação/CAROLINE BITTENCOURT

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