Neguinho: o vôo do beija-flor
O Brasil assistiu a luta desse guerreiro contra um câncer no intestino. A descoberta da doença, o tratamento e a quimioterapia foram momentos difíceis para o cantor e compositor Neguinho da Beija Flor. Totalmente recuperado, ele atribui a vitória sobre a doença ao apoio da família e ao samba. O mais difícil para Neguinho, foi ter que ficar afastado dos ensaios, como ele mesmo define nos versos da canção sua escola, sua vida, seu amor.
Sempre muito sorridente o iguaçuano Luis Antônio Feliciano Marcondes iniciou sua vida na música aos 10 anos, puxando um samba de Jamelão. A Beija Flor de Nilópolis passou a fazer parte de sua vida e de seu nome em 1975, quando deixou a Leão de Nova Iguaçu onde iniciou sua carreira de intérprete e puxador de samba para vestir a camisa azul e branco.
Sua consagração definitiva se deu com o sucesso “Campeão”, considerada hino das torcidas cariocas. (“Domingo eu vou ao Maracanã /vou torcer pro time que sou fã). E com o bordão, “olha a Beija Flor aí gente!” que na sua voz potente e afinada, virou o grito oficial da escola do coração e dispensa apresentações.
O ano de 2009 trouxe muitas alegrias para o compositor. Ele se casou em plena Avenida Marques de Sapucaí em declaração de amor à noiva Elaine; completou 60 anos e recebeu homenagens de vários artistas, na comemoração desta data, considerada por ele um divisor de águas em sua vida. “Nasci de novo”, conta ele. Além disso, está com disco novo com o sucesso “Mulher, mulher, mulher” e se prepara para o carnaval de 2010, cujo enredo é a Capital Brasília – 50 anos
“Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade,
a capital da esperança”. O carnaval está aí e os ensaios técnicos já começaram. É só conferir.


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