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Zezé Motta, mulher de fibra.

Maria José Motta de Oliveira, ou melhor a Zezé Motta (Campos dos Goitacases, 27 de junho de 1944) é uma atriz e cantora brasileira. Participou de filmes como Vai trabalhar, vagabundo (1973), Ouro Sangrento, Anjos da Noite, Tieta do Agreste, Xica da Silva (1976) e que a consagrou internacionalmente, e Orfeu. Em 1994 gravou a canção o ciclo da vida, abertura do filme o rei leão (1994). Atuou na telenovela Xica da Silva em 1996, vinte anos depois de protagonizar o filme, e onde fez a mãe de Xica, no início, e Xica na maturidade, no final.

Na televisão, participou também das telenovelas Corpo a corpo e A próxima vítima, Porto dos Milagres, Renascer, Xica da Silva, entre outras, e nas minisséries Memorial de Maria Moura e Chiquinha Gonzaga, ambas na Rede Globo. É considerada uma das mais importantes atrizes negras do Brasil. Atualmente acabou de fazer a novela Luz do Sol na Rede Record e se prepara para seu retorno a Rede Globo como a avó negra de Daisy, Maria Perpétua, em Malhação, no início de dezembro.

Desde a década de 60, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o fim da década de 80, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80 (Rede Globo), foi um destes marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e a inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone Bittencourt de Oliveira, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Também fez parte do elenco do Telecurso 2000, programa educativo da Rede Globo.

Como se não bastasse essa super profissional de personalidade impar, é uma grande defensora , sobre o papel dos negros na telematrurgia. Se o Brasil tivesse só mais uma Zezé Motta o espaço do negro na televisão seria bem diferente .

Mulher de fibra e guerreira.

Mulher de fibra e guerreira.

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2 comentários »

  • Poeta Peixoto disse:

    Eu acompanho ao trabalho da Zeze desde a minha adolecencia em Resende onde eu nasci. Quer saber, eu a amo de paixão e estou muito feliz por ter a presença dela em nosso Corujão da Poesia no Leblon. Confesso, se ela estiver solteira é a minha felicidade apesar de ser 13 anos mais novo. Ontem ela estava bela num evento em Ipanema onde Chico Alencar imprenssava as suas mãos para a calçada da fama na Toca do Vinicio. Ela é linda atuando em teatro, no cinema, na televisão, e principalmente cantando. Parabens Zeze Mota e por favor, se estiver solteira case-se comigo.

  • Rodrigo disse:

    Olá!

    Em 1o lugar, me sinto lisongeado por poder escrever/expressar o que sinto por esta GRANDE pessoa! Sim – uma mulher guerreira, lutadora, que imagino até ter passado por situações de perigo ao enfrentar, ‘quebrar barreiras” – neste país tão lindo (geograficamente e culturamente), mas que ainda há TANTOS problemas que parecem longe de se resolver…Quanto à Sra (merece ser bem referida!) Zezé Mota: sempre a admirei; destacou-se em grandes/bons papéis – e um dos meus maiores sonhos é encontrá-la pessoalente (já sonhei que falava com ela umas 3 vezes!).
    Ah, e a tal imagem/foto dela que aparece no site – super bonita; até vou “salvá-la” para ver mais vezes…

    Saudações “tietes”,
    Rodrigo O. Rosa (Porto Alegre*).

    * Também sou do Rio, mas moro na sul há muitos anos – quando morava lá, nunca a vi pessoalmente; diria que vi/tive que “lidar” com ‘pessoas longe de serem como ela’!

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