A obra do sambista Jamelão chegará intacta às mídias digitais. É o que informou a coluna de Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, no começo do mês de agosto. O músico, que dedicou sua vida ao samba, terá um acervo digital intitulado como ‘Mestre Jamelão – Cem Anos’, ainda sem data de estreia na rede.
O mestre do samba morreu aos 95 anos em 2008, mas deixou um legado que merece ser guardado e visitado a qualquer momento. Foi cantor na Mangueira por 61 anos, e em 1951 virou a voz principal da escola de samba.
Sua primeira gravadora foi a Odeon, trabalhou para Compania Brasileira de Discs e na Continental. Ao todo, foram quase 70 álbuns com a voz de Jamelão, entre seus principais sucessos estão ‘Fechei a Porta’ (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), ‘Leviana’ (Zé Kéti), ‘Folha Morta’ (Ary Barroso), ‘Não Põe a Mão’ (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), ‘Matriz ou Filial’ (Lúcio Cardim), ‘Quem Samba Fica’ (com Tião Motorista).
Com sua obra digitalizada, Jamelão entrará para o time de artistas com um acervo na rede. Chico Buarque já aderiu à modernização e o acervo está no site do Instituto Antonio Carlos Jobim. A ação foi aprovada pelo próprio Chico e patrocinada pela Vale com o uso da Lei Rouanet e no valor de R$ 200 mil. Já a obra do mestre Jamelão, ainda não tem data para estar disponível na internet, mas esperamos que seja em breve!
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