Militante do Movimento Negro Unificado (MNU), o pernambucano Jorge Riba é um daqueles tipos que faz de tudo um pouco. Cantor, músico, poeta e marceneiro (sim, ele também corta madeira), Riba acaba de lançar o CD “Meu Recado” e de, definitivamente, conquistar seu espaço no mundo do samba, com um som genuinamente brasileiro, que envolve maracatu, e ritmos afro-brasileiros.
Jorge Riba é praticante do candomblé desde os 7 anos de idade, e tem orgulho em dizer que é “filho de Ogun”. Foi por causa disso que surgiu a intimidade com os instrumentos de percussão, marca registrada de seu trabalho. Autodidata, aos poucos foi se aperfeiçoando em diversos instrumentos e compondo as primeiras canções antes de completar os 20 anos.
Jorge Riba considera que sua introdução no mundo artístico se deu simultaneamente à compreensão da força de sua negritude.
- Aconteceu aos 16 anos, quando li “O Quilombismo”, de Abdias do Nascimento. Ambas as portas se abriram simultaneamente. Entendi que o fazer arte, para mim, não poderia ser apartado de minha atuação política – confessa.
E toda essa força e negritude são expressadas no novo trabalho, com faixas que apresentam uma grande diversificação de estilos. O samba, samba de roda, samba-reggae, afoxé, e até bossa nova. “Meu Recado” é o primeiro CD independente de Riba, e foi indicado ao 22º Prêmio da Música Brasileira.
O artista também é sócio-fundador do Movimento dos Compositores de Samba de Pernambuco e da Mesa de Samba Autoral, iniciativa que se preocupa com a preservação dessa manifestação musical.
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