Seu Jorge: superação pela arte
Jorge Mário da Silva, o mais velho dos irmãos Charles, Vitório e Rogério, nasceu em 1970 em Belford Roxo, no Rio de Janeiro e teve uma infância tranqüila, freqüentando a escola e ajudando a mãe a tomar conta dos irmãos.
Começou a trabalhar com apenas dez anos em uma borracharia, primeira de várias ocupações como contínuo, marceneiro e office-boy, entre outras. As variadas profissões nunca ofuscaram o seu verdadeiro desejo de se tornar músico. Desde adolescente, frequentava as rodas de samba cariocas acompanhando o pai e os bailes funk da periferia, e cedo começou a se profissionalizar cantando na noite.
A mudança da sua vida foi marcada pela morte de seu irmão Vitório em uma chacina que provoca com isso a desunião de sua família, fazendo com que Jorge ficasse sem teto para morar durante aproximadamente três anos. A situação começa a melhorar quando o clarinetista Paulo Moura convida o cantor para participar de um musical, o primeiro dos 20 que viria a atuar e cantar com o Teatro da UERJ, onde se apaixona definitivamente pela arte e pela música.
Em 1998, inspira-se na mistura de Chico Science e cria a sua própria: um misto de samba, reggae, funk e rap, originando a banda Farofa Carioca com uma mistura de ritmos negros de várias partes do mundo, como samba, reggae, jongo, funk e rap.
A partir daí, Seu Jorge tem sua carreira engrenada e passa a participar de vários projetos, como um disco de tributo a Tim Maia e a participação em estúdio e na turnê da banda brasileira Planet Hemp, em 2000.
Um ano depois, o cantor desliga-se da banda e parte para o desafio de uma carreira solo. Lança seu primeiro CD, “Samba Esporte Fino”, com os hits “Carolina” e “Te Queria”. Seu Jorge é primo do sambista Dudu Nobre. Ganhou o apelido do amigo Marcelo Yuka.
Agora, sua discografia cresce com o tempo. O último lançamento foi “América Brasil” (2007), somando também DVDs, participações em programas e coletâneas com outros artistas. Além disso, fez participações em filmes que foram um marco na história do cinema brasileiro, como Central do Brasil (2002) e o mais recente Beyond Ipanema (2009).


Eu achei muito bacana essa matéria falando de seu Jorge,até porque eu também sou negro e sou de Belford Roxo,meus pais até moram um pouco proximo do gogó da ema,lugar que seu Jorge morou,só que infelismente não o conheci,conheci até um produtor teatral proximo dele sizinho,mas ele mesmo não.A importância desta matéria para mim é importante porque nos dá inspiração para agente não desistir,porque se você é negro pobre, você tem que ter consiência, que dificilmente alquém vai sair do seu palacete para oferecer ajuda a uma pessoa com esse curricunlo.E eu vejo em seu Jorge uma pessoa guerreira que sai atrás de seus objetivos não ficou como um coitado pedindo ajuda como muitos,e isso eu já ví em algumas entrevista de seu jorge de não ficar jogando a culpa no sistema ou na sociedade,apesar deles terem todas as culpas e deveriam repara-las conserteza,más não para servir de consolo ou desistimulo para quem passa por discriminação e humilhação seu Jorge é um exemplo de guerreiro,por isso que ele é quase são!!!
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