Sucessos de Evaldo Braga retornam com a coletânea póstuma “Sempre”

Grandes sucessos como “A cruz que carrego”, “Só quero”, “Sorria, sorria”, “Eu não sou lixo” e “Meu Deus” retornam este mês na coletânea “Sempre”, recheada de 14 canções românticas de Evaldo Braga, que ilustram e relembram a brilhante e curta carreira deste cantor que, faleceu precocemente aos 28 anos de idade, em um acidente de carro.
Recheado de temas sobre as relações afetivas entre homem e mulher, as canções de “Sempre” mostram a potente voz do cantor, que, com sua suavidade, reforça ainda mais o fio condutor das mensagens das letras, fator que fortalece os apelos para que a canção se torne realmente popular.
Evaldo Braga começou sua carreira artística na segunda metade da década de 60, como divulgador de discos, emprego que conseguiu através do cantor Nilton César, que se tornou conhecido na música popular brasileira interpretando, entre outras músicas, “Professor apaixonado” e “A namorada que sonhei”.
Depois, já como compositor, a parceria com Reginaldo José Ulisses, “Areia no meu caminho”, foi registrada com sucesso em 1968, pelo cantor Edson Wander. Isso permitiu ao então novato Evaldo produzir suas primeiras canções, como “Mentira” e “Eu amo a sua filha, meu senhor”, na gravadora Polydor. Depois, começou a cantar em discos e virou lenda, sendo um dos personagens do livro “Eu não sou cachorro não”, de Paulo Cesar de Araújo.
O CD “Sempre”, além de ter clássicos eternizados na voz de Evaldo, conta ainda com uma música especial, uma espécie de mensagem que reflete a curta carreira do cantor. Trata-se de “A vida passando por mim”, da dupla Jovenil Santos e Paulo Debétio, este, também produtor do artista.
Debétio conta que “quando ele canta ´que o amanhã fosse o começo do meu fim´, inconscientemente, estava praticamente se despedindo da vida”. “Como o Evaldo não tinha família, seu motorista era o melhor amigo. Os dois bebiam juntos e, como ele não ouvia os amigos, creio que isso foi o único erro de sua vida e foi fatal”, afirma.