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	<title>Revista Afro &#187; DVD / Cinema</title>
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	<description>Afro até no nome !</description>
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		<title>Elza Soares e Emicida se encontram e gravam juntos</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 20:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Unir grandes a novos nomes da música brasileira em uma mesma gravação é o objetivo do projeto &#8220;Compacto&#8221;, criado em 2011 pela Petrobras. Uma das parcerias que mais tem dado ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/elza-e-emicida.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4476" title="elza e emicida" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/elza-e-emicida-300x244.jpg" alt="" width="300" height="244" /></a>Unir grandes a novos nomes da música brasileira em uma mesma gravação é o objetivo do projeto &#8220;Compacto&#8221;, criado em 2011 pela Petrobras. Uma das parcerias que mais tem dado o que falar é Emicida, de 26 anos, e Elza Soares, de 81.</p>
<p>&#8220;Quero Ver Quarta-feira&#8221;, foi a música escolhida pelo dueto para a missão!</p>
<p>“É a primeira vez de nós dois, mas é a primeira de muitas” disse Elza durante a gravação do clipe. “Fico muito feliz, papi do ceú é bom comigo à beça.  Reclamo muito por causa da recuperação da coluna que tá meio bravo mas minha voz está intacta, o corpo tá bom, e me encontrar com o Emicida abre caminho pra muita gente. Música é musica em todo lugar”, disse a cantora.</p>
<p>“Eu não acredito que estou de frente com a Elza Soares” repetiu, umas 3 vezes,  o rapper  no vídeo que registrou os bastidores.</p>
<p>A música, cantada na versão original por Mart&#8217;nália emocionou Elza durante às gravações, que chorou bastante no vídeo. Segundo ela, o trecho que diz &#8220;Barracão/ Eu ainda vejo o mesmo barracão/ Mas o espírito, não.&#8221;, a fez lembrar de sua infância. &#8220;Eu me vi dentro da música, porque morei em barracão&#8221;, disse Elza.</p>
<p>No segundo dueto, a melancolia passa longe. Elza esquece a operação na coluna, que a faz circular em cadeira de rodas boa parte do tempo, e começa uma versão de &#8220;Nega do Cabelo Duro&#8221;, incrementada por improvisos de Emicida e samples divertidos do DJ Muralha.</p>
<p>&#8220;Elza é uma das páginas mais bonitas da nossa música&#8221;, diz o MC paulistano, riscando mentalmente um item de sua &#8220;lista de sonhos a realizar&#8221;. A carioca retribui. &#8220;Fiquei muito feliz. A carinha dele é tudo.&#8221;</p>
<p>Segura de si e cheia de planos, Elza cita, com orgulho, o título de voz do milênio, conferido pela BBC de Londres em 2000. Diz ainda que é gostoso trabalhar com essa &#8220;turma jovem, querendo viver muito&#8221;.</p>
<p>&#8220;E eu, como gosto de viver muito também&#8230; tá feito!&#8221; .</p>
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		<title>Tela negra em 2012</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 17:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estamos aprendendo a valorizar nossos heróis
O ano de 2012 promete fortes emoções nas telonas. Mais adapatações de quadrinhos, uma boa safra de filmes brasileiros, continuações, e um documentário sobre o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4471" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/como-água-anderson-silva.jpg"><img class="size-medium wp-image-4471" title="como-água-anderson-silva" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/como-água-anderson-silva-230x300.jpg" alt="" width="230" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Estamos aprendendo a valorizar nossos heróis</p></div>
<p>O ano de 2012 promete fortes emoções nas telonas. Mais adapatações de quadrinhos, uma boa safra de filmes brasileiros, continuações, e um documentário sobre o atleta mais comentado do país, Anderson Silva. Conheça algumas dessas estreias, que contam com atores negros nos papéis principais:</p>
<p><strong>FEVEREIRO:</strong><br />
<em>&gt; &#8220;Safe House&#8221;, com Denzel Washington</em><br />
“Safe House (2012)“ já é apontado com um dos favoritos ao título de &#8220;melhor ação do ano&#8221;. Estrelado por Denzel Washington, conta a história de um jovem agente da CIA, interpretado por Ryan Reynolds, que deve proteger e transferir um criminoso perigoso para um lugar seguro na África do Sul. Em seguida, seu esconderijo é atacado. É claro, o criminoso tem seus próprios planos. Dirigido por Daniel Espinosa, o filme tem estreia prevista para fevereiro.</p>
<p><strong>MARÇO:</strong><br />
<em>&gt; &#8220;Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios&#8221;</em><br />
Inspirado na obra homônima do escritor Marçal Aquino, o filme conta a história de um triângulo amoroso que envolve Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo de passagem pelo interior da Amazônia, a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga) e seu marido, o pastor Ernani (Zecarlos Machado), que acredita ser possível consertar as contradições do mundo. Vencedora do prêmio de melhor atriz no último Festival do Rio, Camila Pitanga e &#8220;seus lindos lábios&#8221; são as estrelas do longa.</p>
<p><em>&gt; &#8220;Anderson Silva: Como Água&#8221;</em><br />
O documentário segue o campeão dos médios do UFC, Anderson Silva, enquanto ele se prepara para coroar sua corrida de quatro anos como rei invicto do esporte com um recorde de 12 vitórias seguidas no UFC. Com acesso íntimo a Silva e seu intenso treinamento, emerge um homem inspirador por trás do maior artista do MMA. O filme é dirigido pelo norte-americano Pablo Croce, que acompanhou de perto a rotina de Anderson Silva.</p>
<p><strong>ABRIL:</strong><br />
<em>&gt; &#8220;Os Vingadores&#8221;</em><br />
Samuel L. Jackson repete o papel de Nick Fury na adaptação da Marvel de &#8220;Os Vingadores&#8221;, que vai reunir todo o elenco de super-heróis, além de um cartel de estrelas hollywoodianas, como Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson,  Jeremy Renner, Stellan Skarsgard, Gwyneth Paltrow e Tom Hiddleston.</p>
<p><strong><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/Eu-Receberia....jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4472" title="Eu Receberia..." src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/Eu-Receberia...-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>MAIO:</strong><br />
<em>&gt; &#8220;MIB III&#8221;</em><br />
A dupla Will Smith e Tommy Lee Jones retornam como os implacáveis agentes Kay e Jay, capazes de tudo para erradicar extraterrestres do planeta Terra.</p>
<p><strong>JULHO:</strong><br />
<em>&gt; &#8220;Batman &#8211; The Dark Knight Rises&#8221;</em><br />
O esperado terceiro filme da saga dirigida por Christopher Nolan, terá Morgan Freeman como um dos aliados do super-herói.</p>
<p><strong>DEZEMBRO:</strong><br />
<em>&gt; &#8220;Marina e o Tempo&#8221;</em><br />
A comovente e aguardada história da ex-candidata à presidência e ex-ministra deve chegar às telonas em dezembro, com Lucy Ramos no papel principal. A direção será da experiente e sensível Sandra Werneck (de &#8220;Amores Possíveis&#8221;). No elenco, ainda devem confirmar participação Tiago Fragoso, Regina Casé e Wagner Moura.</p>
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		<title>&#8220;A Cor Púrpura&#8221; chega aos palcos brasileiros</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 18:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No filão das grandes adaptações de musicais da Broadway para os palcos do Rio e de São Paulo, mais um espetáculo entrou na lista das produções. Desta vez, &#8220;A Cor ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/vanessa-jackson-a-cor-purpura.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4447" title="vanessa jackson-a-cor-purpura" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/vanessa-jackson-a-cor-purpura.jpg" alt="" width="300" height="338" /></a>No filão das grandes adaptações de musicais da Broadway para os palcos do Rio e de São Paulo, mais um espetáculo entrou na lista das produções. Desta vez, &#8220;A Cor Púrpura&#8221;, o romance da premiada escritora negra Alice Walker que trata de questões como discriminação racial e sexual, já tem estreia prevista para março deste ano, e terá a cantora Vanessa Jackson como protagonista. A montagem já é considerada o maior espetáculo da Broadway produzido no Brasil.</p>
<p>Para a versão brasileira, foram investidos R$6 milhões e meio. O produtor musical Ricco Antony conta ter encontrado grande dificuldade para captar a verba de produção: &#8220;As pessoas diziam que um espetáculo só com negros não daria retorno de público.&#8221;</p>
<p>Para resolver o dilema, ele se associou ao modelo e ator Luciano Szafir, e juntos, criaram a produtora Produto Final. &#8220;A Cor Púrpura foi o primeiro filme que me emocionou muito, que me fez chorar. Não vi o musical na Broadway, apenas um DVD do qual gostei muito. Ricco me mostrou o projeto e imediatamente nos associamos&#8221;, conta Szafir.</p>
<p>Mas os problemas não acabaram por aí. Para conseguir levar o musical aos palcos brasileiros, o ator teve que entrar em contato com a apresentadora Oprah Winfrey para resolver imbróglios de direitos autorais. Oprah comprou os direitos de adaptação da história, após ter encabeçado o elenco de uma vitoriosa versão cinematográfica lançada em 1985, dirigida por Steven Spielberg, que contava também com Whoopi Goldberg e Danny Glover.</p>
<p>De olho nos lucros, a magnata da TV vendeu os direitos por 75 mil dólares, além de 12% da bilheteria.</p>
<p>Ao lado de Ricco, da cenógrafa Clívia Cohen, da figurinista Jô Resende, da coreógrafa Mariana Matavelli e de Mariana Elisabetsky, a tradutora do texto, que fez a versão das músicas, Szafir vibrou com a qualidade dos atores pré-selecionados e discorda dos produtores que conseguem dinheiro público, através de incentivos fiscais, cobrando preços que giram em torno de 200 reais: &#8220;Nós cobraremos preços populares e pediremos que as pessoas tragam também uma lata de leite em pó para doarmos a obras sociais&#8221;, enfatiza.</p>
<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/corpúrpura_filme.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4448" title="corpúrpura_filme" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/corpúrpura_filme-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a>A protagonista Vanessa Jackson está vibrando: &#8220;Os produtores da Broadway vieram até São Paulo especialmente para a audição da peça e acompanharão de perto toda a montagem e desenvolvimento do trabalho. Iniciarei a peça como uma adolescente e terminarei como uma idosa. O filme fala muito de auto estima e aceitação&#8221;.</p>
<p>Na época do lançamento do filme, Spielberg afirmou que não se trata de uma história sobre negros, mas sim sobre pessoas: &#8220;Desde o início do projeto, decidi que não era um filme sobre uma raça, cor ou situação social, mas sobre a humanidade.&#8221;</p>
<p>Os preparativos para o musical já podem ser acompanhados no site: &lt;<a href="http://www.acorpurpura.com.br/" target="_blank">http://www.acorpurpura.com.<wbr>br/</wbr></a>&gt;.</p>
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		<title>Denzel Washington é o mais cotado para viver &#8220;The Equalizer&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A produtora hollywoodiana Sony Pictures anunciou em dezembro que está de olho no ator Denzel Washington para estrelar &#8220;The Equalizer&#8221;, filme baseado na famosa série dos anos 80, protagonizada por ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/Denzel.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4438" title="Denzel" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/Denzel-290x300.jpg" alt="" width="290" height="300" /></a>A produtora hollywoodiana Sony Pictures anunciou em dezembro que está de olho no ator Denzel Washington para estrelar &#8220;The Equalizer&#8221;, filme baseado na famosa série dos anos 80, protagonizada por Edward Woodward, e idealizada pelos produtores Michael Sloan e Richard Lindheim.</p>
<p>Desde 2010, o estúdio não havia revelado mais notícias sobre a adaptação, que vem sendo discutida há pelo menos cinco anos, decepcionando fãs ao redor do mundo. A Sony renovou a parceria com a produtora Escape Artists, mas Russell Crowe (Robin Hood), que estava escalado para produzir e estrelar o longa, não está mais envolvido. Washington seria o principal nome para substituí-lo.</p>
<p>&#8220;O projeto está sendo desenvolvido com Denzel Washington em mente para protagonizar e Alex Siskind na produção. Washington já trabalhou com a Escape em O Sequestro do Metrô&#8221;, revela o comunicado feito à imprensa pelo estúdio.</p>
<p>A série, que foi ao ar de 1985 a 1989, conta a história de Robert McCall (Woodward), veterano espião à paisana de uma agência parecida com a CIA, que quer aliviar sua consciência na busca pela redenção dos atos do passado que o comprometeram.</p>
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		<title>“Quebradeiras” estreia em circuito carioca</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 14:09:13 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/quebradeiras.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4359" title="quebradeiras" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/quebradeiras-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Com bastante atraso, chega aos cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro, o documentário&#8221;Quebradeiras&#8221;, realizado por Evaldo Morcazel, em 2009. Sem a utilização de diálogos e depoimentos, o que é tão comum nesse gênero de filme, o realizador traça um profundo retrato do cotidiano dasquebradeiras de coco de babaçu da região do Bico do Papagaio, que engloba trechos dos estados do Maranhão, Tocantins e Pará.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse cotidiano é marcado principalmente por muito trabalho, alguns momentos de diversão e também de religiosidade. As expressões e movimentos dessas mulheres tão fortes dispensam mesmo quaisquer declarações e falas, muitas vezes vazias. Tanto que uma das imagens mais bonitas é a da pequenez delas diante da natureza exuberante.</p>
<p>De forte influência do cineasta russo Serguei Eisenstein, a montagem, assinada por Marcelo Moraes, se vale da livre associação de imagens aparentemente desconexas, mas que, ao serem unidas, criam um terceiro sentido poético. É o caso, por exemplo, da imagem da dança dos cabelos de uma das quebradeiras num rio, unida a dança das folhas do coqueiro provocada pelo vento. A liberdade de um banho nu também é associada ao fruto do sustento e à amamentação. Não há aqui qualquer dose de erotismo e, talvez justamente por isso, aquelas mulheres maltratadas pela vida ganham uma beleza e uma sensualidade inesperadas.<br />
Esse aspecto é bastante reforçado pela edição de som, realizada por Miriam Biderman, Ricardo Reis e Ana Chiarin, que torna aquela realidade ainda mais dura e acentua os ruídos provocados pelo trabalho, associada à trilha sonora de Thiago Cury e Marcus Siqueira. Durante boa parte do tempo, as cantadoras interpretam cantigas populares e regionais, que remetem ao trabalho. Um dos momentos mais sublimes é aquele que associa os passos dos dançarinos de uma ciranda com os movimentos braçais das quebradeiras. Não é à toa que o som foi premiado no 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, assim como a direção e a fotografia. O documentário também venceu o 22º Rencontres de Cinémas d’Amérique Latine de Toulouse, na França.<br />
&#8220;Quebradeiras&#8221; confirma o talento de Evaldo Morcazel como um dos mais importantes documentaristas do cinema brasileiro. Capaz de encontrar beleza e poesia nas mais diferentes realidades, ele coloca em xeque códigos estabelecidos da linguagem cinematográfica, foge das convenções e obtém resultados singulares. Esse é o caso, por exemplo, dos sem-teto de São Paulo, retratados em &#8220;À Margem do Concreto&#8221;, de 2005; e de &#8220;O Cinema dos Meus Olhos&#8221;, a respeito da relação dos críticos e realizadores com o cinema. É bastante merecido, portanto, o fato de esse nem tão novo documentário ser dedicado ao professor, historiador e apaixonado pelo cinema brasileiro, Jean-Claude Bernardet.</p>
<div>
<div id=":xv" data-tooltip="Mostrar conteúdo cortado"><img src="https://mail.google.com/mail/ca/u/0/images/cleardot.gif" alt="" /></div>
</div>
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		<title>Os negros morrem antes nos filmes?</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 17:37:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Existe uma lenda de que os negros sempre são os primeiros a morrer nos filmes de ação ou nos filmes de terror em Hollywood. Alguns encaram o assunto como coincidência, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/willsmith.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4355" title="willsmith" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/willsmith.jpg" alt="" width="345" height="146" /></a>Existe uma lenda de que os negros sempre são os primeiros a morrer nos filmes de ação ou nos filmes de terror em Hollywood. Alguns encaram o assunto como coincidência, outros apontam que o motivo é puro e simplesmente o preconceito. Acredite se quiser, mas há teses de mestrado e doutorado sobre a questão em diversas universidades do país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Independentemente da interpretação de cada um, o humorista Victor Barão, do Scriptease TV, se inspirou no assunto, e criou uma lista de alguns filmes que comprovam a teoria, sob o título de “Negros morrem antes em filmes de Hollywood”. Se você é<strong> </strong><strong>negro</strong> e está em um filme de Hollywood,<strong>CUIDADO!</strong> Você pode ser a próxima vítima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Confira a lista, nas palavras de Victor:</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&gt; “Stealth – Ameaça Invisível”, de 2005: O filme é sobre um trio que pilota aviões secretos do exército americano. São três pessoas: a menina branca, o carinha branco e o Jamie Foxx. Um deles vai explodir um avião na parede. Quem você acha que vai ser? O negro, só podia ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&gt; “Mortal Kombat”, de 1995: Um clássico dos videogames, um grande filme. Começou o torneio, primeira luta do Liu Kang, um dos personagens principais, e ele dá o famoso chute no peito. O oponente não resisti e cai no chão. Ele suga a alma do negão, e o leva para as profundezas do inferno! Simples assim!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&gt; “O Ataque das Víboras”, de 1997 – Na primeira cena, está um casal em lua de mel, e eles esqueceram que são um casal negro, em um filme de Hollywood, que mole&#8230; Com sete minutos de filme, eles estão na noite de núpcias, e eis que então, ironicamente, aparece uma cobra gigante, e eles são trucidados&#8230; Sete minutos de filme&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&gt; “Do Fundo do Mar”, de 1999 – É um grupo, uma expedição, todos são brancos, menos o Samuel L. Jackson. Tubarões inteligentes estão à solta, e logo no começo&#8230; De repente, vem o tubarão e come o cara vivo! Na frente de todo mundo&#8230; E acabou o negro do filme.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&gt; “Eu Sou a Lenda”, de 2007 – Esse é com o Will Smith. Dizem que ele não morre nos filmes&#8230; Não morre? O mundo foi contagiado por uma doença bizarra, todo mundo morreu ou virou zumbi. Caos total, Will Smith sozinho, querendo sobreviver. Ele encontra uma mulher com o filho, e adivinha qual dos três vai explodir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&gt; “X-Men – Primeira Classe”, de 2011 – Quem assitiu o filme, deve ter reparado numa coisa bem interessante. A primeira classe dos X-Men é formada por um grupo de jovens, brancos, e um deles, é negro. E eis que ele vira pedra, depois uma bola de fogo, e morre! Era o único mutante negro!!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“E aí Hendrix?” estreia nos cinemas</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A emocionante trajetória do maior guitarrista de todos os tempos é contada por meio de curiosidades, relatadas por contemporâneos do ídolo e artistas brasileiros como Pitty, Frejat, Pepeu Gomes, Robertinho ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/hendrix.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4346" title="hendrix" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/hendrix.jpg" alt="" width="230" height="249" /></a>A emocionante trajetória do maior guitarrista de todos os tempos é contada por meio de curiosidades, relatadas por contemporâneos do ídolo e artistas brasileiros como Pitty, Frejat, Pepeu Gomes, Robertinho de Recife, Davi Moraes e George Israel no documentário “E Aí, Hendrix?”, rodado em 2010, e que chega aos cinemas em dezembro.<br />
O longa aborda as famosas apresentações nos Festivais de Monterey (1967) e Woodstock (1969) e outros acontecimentos da vida do artista, desde sua chegada a Londres, em 1966, até o dia da morte prematura, aos 27 anos, em setembro de 1970.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Hendrix mudou Londres ou Londres mudou Hendrix?”, teoriza o historiador Bruce Cherry. Para ele, ambos se modificaram. Segundo George Israel, do Kid Abelha, James Marshall Hendrix “aconteceu” na Inglaterra. Tornou-se Jimi Hendrix e marcou a história do rock como um dos músicos mais criativos e influentes do século XX.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Reino Unido, lançou os sucessos “Hey Joe” e “Stone Free”, além de ter protagonizado uma das cenas mais impactantes do universo da música: queimou a própria guitarra em cima do palco durante show no Astoria Theatre, em Londres, em 1967 – antes de ser imortalizado pelas famosas apresentações nos Festivais de Monterey (1967) e Woodstock (1969), nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Momentos emblemáticos são narrados por Chris Welch, autor da biografia de Hendrix e jornalista da revista Melody Maker; John McCoy, produtor que assinou o primeiro contrato de show com Jimi na Inglaterra; Mouse O’Brian, roadie do cantor; e Keith Altham, repórter que fez a última entrevista com o músico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O longa-metragem conta ainda com a participação da cantora Pitty nas filmagens feitas em Londres, quando, ao lado de Jeff Dexter, amigo e produtor de Hendrix, a roqueira baiana inaugurou uma placa comemorativa em homenagem ao ídolo no hotel Hyde Park Inverness, primeiro lar de Jimi ao chegar na cidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tributo foi realizado durante o Hendrix Commemorative Experience, festival que marcou os 40 anos da morte do guitarrista e serviu de inspiração para o filme. Para destacar a perenidade do trabalho de Hendrix, os diretores resgatam imagens da década de 1960 e oferecem trechos de shows de John Campbell, considerado a reencarnação do músico, e sua banda Are You Experienced?, uma homenagem ao primeiro disco de Hendrix.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outros artistas brasileiros também marcam presença no documentário com declarações sobre a influência de Hendrix em suas carreiras e na história da música. Para Pepeu Gomes, a obra do astro foi decisiva para a escolha de sua profissão. “Eu toco guitarra por causa de Jimi Hendrix. Ele tem tudo a ver com a parte rock and roll dos Novos Baianos. Hendrix foi a minha Berklee”, afirma. De acordo com Frejat, o roqueiro se transformou no ícone mais representativo de sua geração: “O que ele fez virou referência”.</p>
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		<title>Tela negra campeã de bilheteria</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 09:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando o assunto é campeão de bilheteria, não há outro nome senão Will Smith. O ator americano protagonizou quatro dos 100 filmes mais rentáveis de todos os tempos no mundo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/ghost.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4283" title="ghost" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/ghost-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Quando o assunto é campeão de bilheteria, não há outro nome senão Will Smith. O ator americano protagonizou quatro dos 100 filmes mais rentáveis de todos os tempos no mundo inteiro. Claro, há coadjuvantes de luxo, como Morgan Freeman e Samuel L. Jackson que também estão em muitas destas produções, porém, sem papéis de destaque.</p>
<p>Além dos já citados, completa a lista a poderosa Whoopi Goldberg, que com sua interpretação impressionante e ganhadora do Oscar de uma vidente em &#8220;Ghost &#8211; Do outro lado da vida&#8221; também arrebatou posições neste ranking.</p>
<p>Confira a lista com os filmes de maior bilheteria na história que tem negros em papeis principais ou em papeis de destaque:</p>
<p>1 &#8211; Independence Day &#8211; 1996 &#8211; 20th Century Fox &#8211; O filme de 1996 que mostra uma catástrofe assolando a Terra aparece na posição 31 do ranking dos mais vistos com 817 milhões em dólares arrecadados. Will Smith é o protagonista do filme de ação, uma de suas especialidades. Orçamento: 75 milhões.</p>
<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/hancock.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4284" title="hancock" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/hancock-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>2 &#8211; Hancock &#8211; 2008 &#8211; Columbia Pictures &#8211; No filme de 2008, Will Smith é John Hancock, um alcoólatra que possui poderes sobre-humanos, incluindo vôo supersônico, força ilimitada, imortalidade e corpo à prova de ferimentos. Hancock vive em Los Angeles como um mendigo, dormindo em bancos de praça, e é um super-herói mal humorado e desastrado. Cheira permanentemente a cachaça e não preza pelo cuidado quando entra em ação, deixando prejuízos de milhões de dólares a cada ação desastrada e discutindo até mesmo com crianças. Arrecadou mais de 624 milhões de dólares e está na posição 55 dos 100 mais vistos da história. Orçamento: 150 milhões.</p>
<p>3 &#8211; MIB &#8211; Homens de Preto &#8211; 1997 &#8211; Columbia/Sony Pictures &#8211; Mais uma vez Will Smith e filmes de ação se transformam em lucro. A parceria com Tommy Lee Jones, como dois agentes em busca de erradicar ovnis bizarros, transformou a carreira de Will Smith, que já vinha de um grande sucesso em 1996. O filme também se tornou um dos ícones da cultura POP, e atingiu a posição 66 do ranking dos mais vistos pelo mundo. Orçamento: 90 milhões. Lucro: 589 milhões em bilheteria.</p>
<p>4 &#8211; Eu sou a lenda &#8211; 2007 &#8211; Warner Bros. &#8211; O mundo acabou, todos morreram, e só sobrou ele! Adivinhem quem? Sim, Will Smith! Em mais um grande sucesso de sua carreira, o longa que mostra o planeta terra desabitado arrecadou 585 milhões de dólares e a posição 68 do ranking dos filmes mais rentáveis do mundo. Orçamento: 150 milhões.<br />
<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/todopoderoso.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4285" title="todopoderoso" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/todopoderoso-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" /></a><br />
5 &#8211; Ghost &#8211; Do Outro Lado da Vida &#8211; 1990 &#8211; Paramount Pictures &#8211; Impossível não associar este filme a dois grandes atores: o saudoso Patrick Swayze, e a engraçada em certos momentos e arrebatadora Whoopi Goldberg, que interpreta uma vidente cheia de tiques. O sucesso e eterno companheiro das sessões da tarde, arrecadou mais de 505 milhões (isto lá em 1990!), alcançando a posição 87 do ranking e rendeu um Oscar para Whoopi. Orçamento: 21 milhões.</p>
<p>6 &#8211; Todo Poderoso &#8211; 2003 &#8211; Universal Studios &#8211; Esta comédia despretensiosa, protagonizada por Jim Carrey, tem em um de seus grandes méritos a interpretação de Morgan Freeman como Deus. Orçado em 81 milhões, arrecadou mais de 484 doletas!</p>
<p>Ranking completo em: &lt;<a href="http://www.filmsite.org/boxoffice.html" target="_blank">http://www.filmsite.org/<wbr>boxoffice.html</wbr></a>&gt;.</p>
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		<title>Banda Black Rio lança novo CD</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 12:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Banda Black Rio, um dos grupos de soul brasileiros mais longevos, acaba de lançar o seu novo CD: &#8220;SuperNovaSambaFunk&#8221;. Após 10 anos de hiato musical, o disco sai pelo ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/banda-Black-Rio.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4257" title="banda-Black-Rio" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/banda-Black-Rio-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A Banda Black Rio, um dos grupos de soul brasileiros mais longevos, acaba de lançar o seu novo CD: &#8220;SuperNovaSambaFunk&#8221;. Após 10 anos de hiato musical, o disco sai pelo selo Cosa Nostra, do Racionais MC’s, e será lançado na Europa e no Japão pela gravadora Far Out, que traz em seu catálogo trabalhos de artistas como Azymuth, Marcos Valle, Milton Nascimento e Arthur Verocai.</p>
<p>O álbum, lançado no exterior no começo de julho, reúne 16 músicas inéditas da Banda Black Rio. Na versão que irá para as ruas no Brasil, o disco conta com 34 faixas, incluindo “Águas Sábias”, com participação de Chico César, e “Mente do Vilão”, que reúne Mano Brown, Don Pixote e Dú Bronk’s.</p>
<p>Destaque para as instrumentais &#8220;Nove no Samba&#8221; e &#8220;Samba Nova&#8221;, que trazem o espírito de uma Black Rio setentista com tendências futuristas do funk samba. Já &#8220;Irerê&#8221; resulta de uma mescla de jongo e candomblé, homenageando os orixás em uma poesia que soa como um mantra nas vozes de Gilberto Gil e William Magalhães, que dividem a canção. “Foi um prazer gravar para o disco da Black Rio. O bacana é que ele já estava cantando bonito. Não precisava da minha voz”, disse Gil, elogiando o trabalho de Magalhães, que integrou a banda do ícone baiano por vários anos.</p>
<p>A Black Rio surgiu durante a segunda metade da década de 70. Havia um movimento natural que surgia: musicalmente ligava o soul ao samba, mas não foi um movimento restrito à música. Tinha uma variedade de nomes: Black Power, Soul Power, e o mais famoso, Black Rio. Os nomes estão em inglês porque a idéia era fundir as línguas, quebrar o individualismo, abrir espaços, e confrontar os puristas.</p>
<p>A cena desses eventos se passava no Rio de Janeiro, mas não na Zona Sul, da classe média alta, distrito branco que gerou a bossa-nova, mas na cidade que os cartões postais escondem, a Zona Norte, os morros, as favelas e as escolas de samba. Lá, o movimento Black Rio se estabeleceu, nos bailes dos fins de semana, que se tornaram muito frequentados, muitas vezes até aconteciam nas quadras das escolas de samba. Quem ia para esses bailes? Muitas pessoas, essencialmente negros que, influenciados pelo Civil Rights Activism da América do Norte, absorviam e transformavam essa nova postura para a nossa realidade brasileira.</p>
<p>A gravadora Warner havia acabado de se estabelecer no Brasil, e queria criar uma banda que fosse a pioneira deste movimento; então<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/sambanovafunk.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-4258" title="sambanovafunk" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/sambanovafunk-300x270.jpg" alt="" width="300" height="270" /></a> eles contactaram Oberdan Magalhães, um renomado saxofonista, que aceitou o desafio formando a Banda Black Rio. Nascido e criado em Madureira (Zona Norte do Rio de Janeiro) era primo de Silas de Oliveira (grande compositor de vários sambas enredo e um dos fundadores da Escola de Samba do Império Serrano) e afilhado de Mano Décio da Viola (outro grande nome do samba) tinha, portanto, a tradição do samba na família além de outros conhecimentos musicais também.</p>
<p>Quando veio, na ocasião, o telefonema da Warner, Oberdan chamou seus colegas que, nesta época, estavam tocando em lugares diversos. Oberdan, então, elaborou um trabalho musical que não somente era dançante como também misturava os grooves do samba e do funk com a musicalidade do jazz, com referência à gafieira.</p>
<p>A banda, então, gravou três discos: o instrumental “Maria Fumaça” (1976), “Gafieira Universal” (1978) e “Saci Pererê” (1980) além de ter sido convidada a participar de outros discos como o de Luiz Melodia e Caetano Veloso, este último gravado ao vivo chamado “Bicho Baile Show”.</p>
<p>A banda continuou fazendo shows no início da década de 80. Teve, porém, uma repentina interrupção devido a morte de Oberdan em um acidente de carro em 1984. Devido a esta interrupção, a banda ficou fora de atividade e só voltou depois de 15 anos através do filho de Oberdan, William Magalhães, pianista, tecladista, arranjador e produtor que trabalhou com vários artistas como, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Ed Motta, Marina Lima, Cláudio Zolli, Cassiano, Sandra de Sá, Milton Nascimento, entre outros.</p>
<p>Em 1999 a banda estava montada novamente e então gravaram o disco entitulado “Movimento” em 2001 pelo selo Regata e foi premiada como melhor banda pop rock em 2002 pelo prêmio Caras – antigo prêmio Sharp. Este disco foi lançado em Londres pelo selo Mr. Bongo em dezembro de 2002 com algumas faixas remixadas por grandes nomes da música Londrina, como Fase Action, entre outros. O título deste CD na Inglaterra é “Rebirth”, que traduz precisamente este momento de renascimento.</p>
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		<title>Você conhece &#8220;Nollywood&#8221;?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 15:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com certeza você já ouvir falar em Hollywood, a indústria americana de cinema. E aposto, também já ouviu rumores sobre Bollywood, a poderosa indústria de cinema na Índia. Mas e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/nollywood.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4235" title="nollywood" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/nollywood-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Com certeza você já ouvir falar em Hollywood, a indústria americana de cinema. E aposto, também já ouviu rumores sobre Bollywood, a poderosa indústria de cinema na Índia. Mas e Nollywood? Esta palavra é familiar? Pois se não, está na hora de você conhecer a indústria de filmes da Nigéria.</p>
<p>De seus estúdios saem 45 filmes por semana – três vezes a produção de Hollywood, a indústria de cinema americana que originou o trocadilho do nome. Isso faz da Nigéria a maior produtora de filmes do mundo, à frente também de Bollywood, a indústria indiana.</p>
<p>O sucesso de Nollywood chama a atenção antes de tudo pelo contraste. A região africana é cenário de pobreza extrema. Uma criança nigeriana nasce com poucas chances de viver além dos 46 anos, e metade da população ganha menos de US$ 1 por dia. Mesmo assim, cerca de 90% das pessoas dizem assistir a pelo menos um filme por semana. Isso é possível por causa do formato peculiar com que as obras são distribuídas.</p>
<p>Esqueça poltronas e ar-condicionado. As salas de cinema na Nigéria são um espaço com 20 cadeiras, um grande aparelho de TV e um DVD. Os filmes são exibidos em troca de alguns centavos ou vendidos em camelôs. Resultado: um negócio de US$ 540 milhões. Na Nigéria existe uma sala simples de cinema para cada grupo de 750 habitantes. No Brasil, há uma para cada 90 mil habitantes.</p>
<p>Além da distribuição, há diferenças também na produção dos filmes. Eles costumam ser feitos com orçamento que não ultrapassa os U$ 40 mil, e a toque de caixa. Com dinheiro contado, é preciso usar pelo menor tempo possível equipamentos alugados e locações. Os roteiros são filmados com câmeras digitais e as histórias invariavelmente retratam tradições, feitiçaria e corrupção.</p>
<p>“Eles fazem sucesso porque tratam de temas que têm a ver com a realidade da população”, disse o italiano Franco Sacchi, diretor de um documentário sobre a indústria cinematográfica nigeriana à revista Época este ano. O resultado não é uma obra-prima da sétima arte. Mas o suficiente para alçar diversos atores à categoria de superstars – e Angelina Jolie, à de solene desconhecida.</p>
<p>O mercado totalmente independente do governo, onde o financiamento às vezes é feito com empréstimos pessoais e informais e que gira por si próprio &#8211; as fitas e DVDs têm anúncios de outros filmes na capa e às vezes até mesmo pequenos trailers de outras produções antes do filme começar.</p>
<p>Uma produção média de Nollywood é realizada em apenas 10 dias e custa aproximadamente US$ 15 mil. Os primeiros filmes de<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/Nollywood_Babylon.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4236" title="Nollywood_Babylon" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/Nollywood_Babylon-300x150.jpg" alt="" width="300" height="150" /></a> Nollywood eram todos filmados em vídeo analógico, VHS ou Betacam, mas com o avanço e o barateamento da tecnologia digital atualmente todas as produções são feitas com câmeras digitais, principalmente no formato Mini-DV. Geralmente são os próprios produtores que se encarregam da distribuição das fitas e DVDs, garantindo um retorno financeiro fácil e rápido, com uma margem de lucro não muito ambiciosa, mas volume muito grande.</p>
<p>Com esse esquema de produção, em apenas 15 anos a indústria cresceu do zero para um mercado de cerca de US$ 250 milhões por ano que emprega milhares de pessoas. Estima-se que cerca de 300 diretores estejam em atividade, produzindo um total de aproximadamente dois mil filmes por ano.</p>
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