<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Revista Afro &#187; Entrevistas</title>
	<atom:link href="http://www.revistaafro.com.br/portal/secao/entrevistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.revistaafro.com.br/portal</link>
	<description>Afro até no nome !</description>
	<lastBuildDate>Sat, 04 Feb 2012 13:29:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Neguinho da Beija-Flor</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/neguinho-da-beija-flor/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/neguinho-da-beija-flor/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 13:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[beija-flor]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[enterprete]]></category>
		<category><![CDATA[escola de samba]]></category>
		<category><![CDATA[neguinho da beija flor]]></category>
		<category><![CDATA[nilopolis]]></category>
		<category><![CDATA[puxador]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=4507</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Olha a Beija-Flor aí gente&#8221;. O bordão mais conhecido do Carnaval é a marca registrada do músico, cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor. Nascido em Nova Iguaçu e batizado de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/neguinho-da-beija-flor.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4508" title="neguinho-da-beija-flor" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/neguinho-da-beija-flor-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a>&#8220;Olha a Beija-Flor aí gente&#8221;. O bordão mais conhecido do Carnaval é a marca registrada do músico, cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor. Nascido em Nova Iguaçu e batizado de Luiz Antônio Feliciano Marcondes, Neguinho se tornou conhecido pela devoção e carinho à escola de samba do coração, a Beija-Flor de Nilópolis.</p>
<p>Dono de voz potente e afinada, estreou como puxador de samba no bloco Leão de Iguaçu, em 1970, transferindo-se para a Beija-Flor de Nilópolis em 1975. Lá criou o famoso bordão, e continua no cargo até hoje.</p>
<p>Seu primeiro disco foi lançado em 1980, e recentemente, ele estourou nas paradas com o samba &#8220;Mulher, Mulher, Mulher&#8221;, composto em 1974, porém, lançado só em 2009.</p>
<p>Às vésperas da folia, ele conversou com a Revista Afro e contou sobre a sua expectativa, sobre os rituais antes do desfile, sobre os conselhos que recebeu do ex-presidente Lula (para quem não sabe, seu padrinho de casamento) sobre a política, e sobre o novo DVD. Confira a entrevista:<br />
<strong><br />
1) Como está a expectativa para o enredo deste ano?</strong><br />
Maravilhosa. A Beija-Flor é uma escola que sempre tem um bom desempenho. É sempre sucesso. É a escola que mais ensaia, e a comunidade que mais se dedica. A diretoria não mede esforços, financeiros e logísticos para colocar o melhor na avenida.</p>
<p><strong>2) Em 2009, você lançou &#8220;Mulher&#8221;. Esperava aquele sucesso todo?</strong><br />
É o tal negócio: o difícil é fazer o passo. Algumas pessoas ficavam reclamando, mas só diz &#8220;mulher, mulher, mulher&#8221; o tempo todo&#8230; Mas, a coisa pegou! É o que eu digo, o segredo está na simplicidade.</p>
<p><strong>3) Ano passado você se envolveu com a política. Pretende mesmo ingressar nessa área?</strong><br />
Ihhh, essa ideia já foi para o espaço! Eu pedi conselhos ao meu padrinho de casamento (o ex-presidente Lula) e ele disse: &#8220;Neguinho, sai dessa!&#8221;. Eu sou nascido e criado em Nova Iguaçu, e cresci numa realidade pobre, e acho que quis entrar na política para mudar isso.</p>
<p><strong>4) Como é a rotina pré-carnaval? Muitos shows?</strong><br />
Muitos! Muitos mesmo, graças a Deus. Amanhã mesmo eu vou para Manaus, depois Piauí, e assim vai. Miami, São Paulo, e por fim, Marquês de Sapucaí, é muito show.<br />
<strong><br />
<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/neguinho.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4509" title="neguinho" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/neguinho-300x229.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a>5) E na véspera do desfile? O que você faz? Como se prepara?</strong><br />
Muito repouso. Fico lá no meu canto, bem quietinho. E, claro, consulto também um especialista, um fonoaudiólogo. Mas o segredo é o repouso absoluto! No dia do desfile eu fico em casa vendo TV, quietinho, tomando sopa, chá, melzinho, falando pouco. Fico vendo as outras escolas e só saio de casa na hora da Beija-Flor. Se eu vou antes para o sambódromo, acabo não me concentrando. Não pode.</p>
<p><strong>6) Você gravou um DVD em janeiro na quadra da Beija-Flor. Como é esse trabalho?</strong><br />
Já saiu o DVD, se chama &#8220;Nos Braços da Comunidade&#8221;. É lindo, bem legal, um trabalho 100% autoral, com todas as músicas compostas por mim. E o meu irmão também participou, ficou lindo, muito bacana. A emoção de cantar na comunidade é diferente.<br />
<strong><br />
7) Ano passado, quando a Beija-Flor ganhou, rolaram muitas picuinhas, fofocas. Isso é normal no Carnaval? </strong><br />
Isso sempre vai existir. É coisa do Carnaval. Ano passado ficaram falando que era marmelada e tal. Mas e em 1989, quando perdemos em &#8220;Ratos e Urubus&#8221;, de Joãozinho Trinta? Também foi uma falação enorme. Quer dizer&#8230; É normal. Mas passou, tudo passa. Agora é outro Carnaval!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/neguinho-da-beija-flor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Preta Gil</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/preta-gil/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/preta-gil/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 19:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[DVD]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[lancamento]]></category>
		<category><![CDATA[Preta Gil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=4389</guid>
		<description><![CDATA[Tudo começou de forma simples e despretensiosa, na finada Cinemathequé, no Rio: um espetáculo em que Preta Gil cantava as músicas que lhe agradavam, sem distinções de gêneros ou autores. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/Preta-Gil-capa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4391" title="Preta-Gil-capa" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/Preta-Gil-capa.jpg" alt="" width="290" height="387" /></a>Tudo começou de forma simples e despretensiosa, na finada Cinemathequé, no Rio: um espetáculo em que Preta Gil cantava as músicas que lhe agradavam, sem distinções de gêneros ou autores. O repertório eclético, o estilo “preta” de ser – muita comunicação e brincadeiras com a platéia &#8211; ganharam o público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em pouco tempo, o local não comportava mais o que no início deveria ser um pocket-show, para no máximo 200 pessoas. O show mudou-se para um lugar maior, o Espaço Laranja, onde 700 pessoas poderiam curtir a “Noite Preta”. Mas o boca a boca continuou. Em pouco tempo as filas na porta, a procura antecipada por ingressos, a disputa por um lugar próximo ao palco por um grupo de fãs já estabelecido denunciava: a noite carioca via nascer um novo e grande sucesso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim surgiu a Noite Preta, que transformou Preta Gil em uma estrela, lançando seu jeito polêmico de ser ao estrelato. A cantora, que dispensa apresentações, é hoje uma das artistas que mais vende discos e que mais faz shows no país. Preta conversou com a Revista Afro sobre preconceito, a carreira, a Noite Preta e o novo CD. Confira:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como você vê o preconceito hoje no Brasil?</strong></p>
<p>A gente vive numa sociedade que ainda é machista, preconceituosa, e isso não é por mal, é por questão de criação. A gente vive num país que foi colonizado, passamos por uma ditadura, então, por educação, as pessoas tendem a não aceitar e não tolerar a diferença. Acho que esse momento que estamos vivendo, talvez até ocasionado por um episódio que aconteceu comigo, especificamente, ele tem um lado positivo, pois faz com que as pessoas coloquem a sua cara à tapa, mesmo que seja uma opinião contrária, de não aceitação, isso faz com que a gente fale ainda mais alto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Você sempre se pronunciou sobre o assunto. É bom deixar o debate vivo?</strong></p>
<p>Esses debates são válidos, mas é óbvio que vem muita violência no meio de tudo. As pessoas tem o direito de expressar sua opinião, mas sem violência. E a violência muitas vezes está em palavras, e elas também machucam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>De onde você acha que vem a sua relação com o público gay?</strong></p>
<p>Eu tenho essa personalidade esfuziante, sempre fui metida, exibida. Sempre usei minhas roupas da minha madrinha Gal, sempre gostei de um bom salto, sempre fui uma dragzinha. Não foi à toa, foi de uma maneira natural e espontâneo que o público GLS veio a mim, e se identificou. Acho que a gente fala a mesma língua, rolou uma identificação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>“Estéreo”, sua nova música, é uma composição de Ana Carolina. Como é essa parceria?</strong></p>
<p>A  Ana Carolina consegue captar muito bem o que eu sou, ela me conhece muito e acho que ela se permite captar coisas minhas, que talvez ela não escreva para ela. Foi ela que compôs “Sinais de fogo” também. Recentemente nos encontramos e ela veio comentar do sucesso da música dizendo, daqui a pouco vou ter que cantar no meu show. A música fala muito de mim, e de um lado mais ousado da Ana Carolina também.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dá para definir ter o seu pai e o seu filho fazendo contigo uma música, “Drão”, que está no DVD “Noite Preta Ao Vivo”?</strong></p>
<p>Isso foi bem emocionante, porque o meu pai fez essa música quando se separou da minha mãe, em 1980. É uma música linda do meu pai, um dos maiores sucessos dele, mas que era um grande problema para mim, porque me trazia muita melancolia. Depois, num determinado momento, voltando de um show no Canecão, eu fui escutando essa música no rádio. Ela me lembra muito o meu irmão Pedro, que faleceu em um acidente de carro. Acho que foi um toque para eu escutar essa música com mais atenção. Aí, fiquei com vontade de gravar e chamei o meu pai para cantar comigo no DVD. Ele adorou, ficou super feliz de participar do meu trabalho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Aliás, o DVD continua bombando, não é?</strong></p>
<p>Sim, foi gravado na The Week e lançado em 2010. É o maior barato, tem gente que ainda gosta de comprar CD e DVD, não é? Quando eu vejo aqueles fãs com o CD na mão, me dá muita emoção. É um produto tão desrespeitado no nosso país, temos que falar sobre isso. Esse DVD é um registro da minha caminhada como cantora, e da história da Noite Preta, uma história que me orgulha muito. Começamos bem pequenos, fazendo shows semanais num lugar que cabiam poucas pessoas, e hoje conquistamos o Brasil inteiro. Também estou finalizando meu terceiro disco de carreira, que comecei a gravar em setembro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Você abriu um concurso no seu site para novos compositores. De onde surgiu a ideia?</strong></p>
<p>Eu queria dar espaço para novos talentos e até 16 de janeiro, vamos receber e avaliar, escutar todas as propostas. Vamos gravar a música do vencedor no novo CD, que vai ficar lindo! Aguardem!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/preta-gil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Martinho da Vila</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/martinho-da-vila/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/martinho-da-vila/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 16:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[angola]]></category>
		<category><![CDATA[compositor]]></category>
		<category><![CDATA[kizomba]]></category>
		<category><![CDATA[Martinho da Vila]]></category>
		<category><![CDATA[sambista]]></category>
		<category><![CDATA[Vila Isabel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=4304</guid>
		<description><![CDATA[Ele dispensa apresentações. Com mais de 50 anos de carreira e incontáveis sucessos como &#8220;Devagar, devagarinho&#8221;, &#8220;Casa de Bambas&#8221;, &#8220;Mulheres&#8221; e outras centenas (sem exageros) de canções, Martinho da Vila ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/Martinho-da-Vila.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4305" title="Martinho-da-Vila" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/Martinho-da-Vila-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Ele dispensa apresentações. Com mais de 50 anos de carreira e incontáveis sucessos como &#8220;Devagar, devagarinho&#8221;, &#8220;Casa de Bambas&#8221;, &#8220;Mulheres&#8221; e outras centenas (sem exageros) de canções, Martinho da Vila é um dos artistas mais completos da MPB. Compositor de talento nato, ele nasceu para escrever. É autor de mais de 7 livros, além de músicas emblemáticas. O sucesso foi tanto que até na hora de ter filhos, Martinho acertou em cheio, e produziu talentos como Mart&#8217;nália. Todos, assim como o pai, são músicos. Recentemente, o projeto &#8220;Lambendo a cria&#8221;, unindo pai e filhos chegou ao mercado em CD e DVD. Emocionate.</p>
<p>Martinho também tem uma relação muito especial com a escola de samba carioca Vila Isabel, que foi parar até no seu nome. Cheio de histórias para contar, este ano, mais uma vez, ele aposta em um enredo sobre a sua querida Angola, país que mais lhe encanta. Sem mais delongas, confira a entrevista com este &#8220;midas&#8221; da música popular brasileira.</p>
<p><strong>&gt; Em 1988, você foi campeão do Carnaval carioca com o enredo &#8220;Kizomba &#8211; Festa de uma Raça&#8221;. Este ano, a VIla Isabel vai novamente falar de Angola, e com um samba seu, enredo novamente seu&#8230; Enfim, quais são as suas expectativas para esse ano?</strong></p>
<p>Eu sempre fui apaixonado pela África, e com certeza esse enredo veio do coração, assim como tudo o que eu já fiz na escola. Vamos torcer!</p>
<p><strong>&gt; Como funciona o &#8220;Kizomba&#8221;, que você criou nos anos 80?</strong></p>
<p>O grupo Kizomba conta com várias cabeças pensantes, como a senadora Benedita da Silva, Antônio Pitanga, Milton Gonçalves, Jorge Coutinho e muitos outros colaboradores. Mantemos as nossas atividades, promovendo eventos de arte e cultura negra, além de prestarmos assessoria a artistas e personalidades africanas que vêm ao Brasil. Já os encontros “Kizomba” terminaram em 1990. O primeiro aconteceu em 1984, embalado pelo sucesso do evento “Canto Livre de Angola” , realizado no ano anterior. Depois fizemos outro a cada dois anos.<br />
Decidi fazer as Kizombas porque senti que o povo brasileiro tem muita curiosidade e pouca informação sobre a mãe África. Além de não<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/Martinho-Da-Vila-revista-afro.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4306" title="Martinho-Da-Vila-revista-afro" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/Martinho-Da-Vila-revista-afro-234x300.jpg" alt="" width="234" height="300" /></a> ter muita informação sobra a cultura negra na diáspora. Para se te uma idéia, Angola, tão influente na formação cultural brasileira, só veio ao Brasil pela primeira vez quando realizamos o Primeiro Canto Livre, em janeiro de 1983. Sem falar que, até a realização da primeira Kizomba, o Brasil estava praticamente à parte das manifestações anti-apartheid.<br />
Já participaram cerca de 30 países, entre os quais estavam Angola, Moçambique, Nigéria, Congo, Guiana Francesa, Estados Unidos e África do Sul.</p>
<p><strong>&gt; Você fala com muito carinho da sua mãe, e já escreveu um livro sobre ela. O que ela representa para você?</strong></p>
<p>A minha mãe é uma pessoa incrível, tanto que eu fiz questão de escrever um livro para ela. O livro é uma das coisas que tenho mais orgulho de ter feito em toda a minha carreira. Foi um prazer imenso contar como a minha mãe era, quais eram as coisas que ela dizia, como se comportava. Ela é uma pessoa decisiva na minha vida.</p>
<p><strong>&gt; Como surgiu o &#8220;Concerto Negro&#8221;?</strong></p>
<p>A ideia do Concerto Negro nasceu em 1988, ano em que, junto com o maestro Leonardo Bruno, iniciei um projeto de integração clássico-popular. Daí, resolvemos dar continuidade ao concerto que mostra a participação do negro na música erudita. Ele já foi apresentado no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, na Sala Cecília Meireles, RJ, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Diamantina, MG e em setembro de 2000 o Concerto Negro foi apresentado no Teatro Municipal do RJ.</p>
<p><strong>&gt; Soube que você é vascaíno convicto. Isso procede?</strong></p>
<p>Claro, a história do Vasco não é só de grandes títulos. O Vasco combateu o racismo, lutou pela inclusão social. Não é só o futebol, o Vasco tem uma presença maior. Sem falar que é o maior clube brasileiro de todos os tempos.</p>
<p><strong>&gt; O seu último CD, &#8220;Lambendo a cria&#8221; foi um projeto feito em parceria com os seus filhos. Como foi esse processo e como é trabalhar com eles?</strong></p>
<p>Não queria fazer um disco convencional, queria algo mais particular. Assim, a gente poderia ser como é, e aí nasceu o disco. Sempre que os vejo no palco, fico emocionado, babando. Dou pitacos em tudo o que eles fazem, mas tento interferir o menos possível, mas acontece que em todos os trabalhos eles me chamam para opinar. (risos). Deles, o que mais escuto mesmo é a Mart´nália, ela é a maior!</p>
<p><strong>&gt; Como é o seu ritmo de trabalho?</strong></p>
<p>Quando estou compondo ou fazendo shows, não escuto nada porque acho que me influencia. Também não gosto de ver nenhum show, porque se for a algum espetáculo, fico observando e vendo o que pode dar certo, o que é bom e que eu poderia fazer. Então, acho melhor não ir.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/martinho-da-vila/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alexandre Henderson</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/sem-categoria/alexandre-henderson/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/sem-categoria/alexandre-henderson/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 14:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[alexandre henderson]]></category>
		<category><![CDATA[apresentador]]></category>
		<category><![CDATA[ator]]></category>
		<category><![CDATA[canal futura]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=4150</guid>
		<description><![CDATA[Apresentador, jornalista, ator e agora também escritor, Alexandre Henderson é um dos negros de maior destaque na televisão brasileira, no comando do Globo Ciência. A simplicidade e a humildade são ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/alexandre-henderson.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4151" title="alexandre-henderson" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/alexandre-henderson-220x300.jpg" alt="" width="220" height="300" /></a>Apresentador, jornalista, ator e agora também escritor, Alexandre Henderson é um dos negros de maior destaque na televisão brasileira, no comando do Globo Ciência. A simplicidade e a humildade são algumas de suas características mais evidentes, além, é claro, do talento. Com opiniões fortes e pensamento crítico, este carioca acredita que a Educação é a solução para os problemas sociais do nosso país. Conheça mais detalhes de sua vida e carreira na entrevista exclusiva concedida à Revista Afro:</p>
<p><strong>1. Você está há mais de cinco anos atuando em programas do Canal Futura. Como você vê o papel atual do negro na televisão brasileira?</strong></p>
<p>Em 2005, apresentei o &#8220;Nota Dez&#8221;, programa exibido no Canal Futura, pertencente à série &#8221; A cor da cultura&#8221; (<a href="http://www.acordacultura.org.br/" target="_blank">www.acordacultura.org.br</a>). Fiz teste com muitos candidatos e fiquei bastante honrado com a minha escolha. Era um projeto que abordava a importância de se trabalhar a questão racial na educação. Um verdadeiro mergulho às nossas matrizes africanas e um resgate da história do negro, que não se resume apenas ao recorte, a partir da vinda dos navios negreiros. Foi criado a partir da lei 10.639/2001. Pude constatar que a questão racial deveria  e merecia ser tratada com respeito e conhecimento por parte dos nossos educadores e escolas. A formação da auto-estima, indubitavelmente, começa na idade mais tenra e é obrigação da escola promover esse trabalho com o estudante e sua família.</p>
<p>O programa foi um sucesso e, fiquei muito feliz, porque a partir de 2010, se tornou política pública de educação, com a criação de materiais audiovisuais e didáticos.</p>
<p>Em 2007, comecei a apresentar o Globo Ciência, exibido na TV Globo e Canal Futura, um dos mais antigos programas de divulgação científica do Brasil, com quase três décadas e que faço com muito afeto e dedicação. Não fui escolhido por ser negro, o resultado do &#8220;Nota dez&#8221; foi um divisor de águas para a minha escolha. Mostrei trabalho e muito empenho.  Mas acredito que o fato de ser um ator e jornalista negro à frente de um programa de educação e com muita credibilidade, ajuda a fortalecer a auto-imagem do negro. Fico feliz quando  as pessoas me param na rua e falam do orgulho que sentem ao assistirem a um negro falando de assuntos tão complexos com desenvoltura. Sinto que a minha missão mais do que entreter e informar, é também mostrar que podemos, também, nos fazer valer pelo nosso conhecimento. A televisão como veículo de comunicação mais importante no nosso país que adentra a casa de milhões de brasileiros pode ser um canal de promoção  de uma auto-referência positiva do negro. Passos grandes já foram dados, mas acredito muito na força do tempo. Creio que bons ventos virão no fortalecimento da nossa imagem. Sou muito positivo em relação a isso.</p>
<p><strong>2. Você é à favor ou contra às políticas de cotas raciais?</strong></p>
<p>Estudei na UFRJ, uma das mais prestigiadas universidades do país. Não entrei por cota, mas tive uma família que privilegiou uma educação de qualidade. Fui aluno do tradicional colégio Santo Inácio, no Rio de janeiro. Nunca fomos ricos, mas aqui em casa educação sempre  foi o principal lema. Contei muito com o apoio da minha mãe, uma grande mulher, dessas &#8220;candaces&#8221; negras que dão o sangue e o suor para que as coisas aconteçam. E tivemos também o apoio das minhas tias maternas. Aliás, fui criado sentindo de perto a força de mulheres negras aguerridas e isso foi crucial para eu entender o quanto a nossa luta tem que ser comprometida.</p>
<p>No Santo Inácio era o único negro da turma. O colégio foi importante para a minha vida. Quando se está num ambiente<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/alexandre-henderson-novela.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4152" title="alexandre-henderson-novela" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/alexandre-henderson-novela-206x300.jpg" alt="" width="206" height="300" /></a> predominantemente branco e muito elitizado, desde novo, você tem que aprender a fortalecer, mesmo que na marra, a sua auto-estima. Você aprende a entender o código de vivência dos que, no futuro, estarão nos comandos das Instituições e das empresas e leva o aprendizado para a vida.  Não sofri na escola, muito pelo contrário, mostrei minha garra em vencer e me esmerava ao máximo para ser um aluno exemplar, participativo e conseguia muitas vezes sensibilizar meus colegas de turma, em relação a história do negro e a dívida do nosso país.</p>
<p>Na faculdade também convivi com poucos alunos afro-descendentes. Fato muito comum nos cursos mais disputados das universidades públicas. Quanto à cota, eu a defendo num momento inicial, como UTI, uma vez que a educação de base  pública não garante, hoje, disputa leal com alunos das escolas privadas de ponta, onde os estudantes são &#8221; adestrados&#8221; com frequentes simulados e têm uma carga horária rigorosíssima que lhes garante acesso a um espectro muito maior de informações. Mas defendo também um investimento do Brasil em educação de base. Educação de qualidade. Fui à Alemanha, recentemente, no Estado de Baden Württemberg, um dos mais industrializados do país e, em conversa com a Ministra de Ciência, Pesquisa e Artes, Theresia Bauer, ouvi da mesma que &#8220;a melhor forma de se investir na economia, é se investir nos cérebros&#8221;. Essa frase me marcou e mostra que educação têm que ser a base de desenvolvimento de qualquer país. Sem educação não há exercício pleno de cidadania. O Brasil precisa rever o acesso a igualdade de tratamentos e oportunidades. A Constituição Federal tem que se fazer valer na prática. É preciso haver mais negros e negras nas universidades públicas e é preciso haver mais negros e negras nas esferas de poder nas grandes empresas, instituições e governo. E negros e negras comprometidas com o desejo de reverter as desproporções desse país.</p>
<p><strong>3. O seu currículo inclui formação em Jornalismo pela UFRJ, além de trabalhos como ator e modelo. O que te deixa mais realizado?</strong></p>
<p>Acho que a vida deve ser vivida a cada dia. Paralelo ao meu ofício de ator, fiz a minha faculdade de jornalismo. Fui dirigido por Sérgio Britto, em &#8221; Ai Ai Brasil&#8221;, Diogo Vilella em &#8221; Jornada de um poema&#8221;, dividindo palco com a veterana e querida Glória Menezes. Em cinema fui dirigido por Cacá Diegues em &#8220;Orfeu&#8221; e em TV passei pela batuta de diretores como Ignácio Coqueiro e  o saudoso Herval Rossano. E em publicidade tive a oportunidade de fazer diversas campanhas nacionais e internacionais. Trabalhei como modelo também. Fiz trabalhos que me deram uma grande alegria.</p>
<p>Fiquei conhecido mesmo como apresentador, por fazer trabalhos que mostraram a minha cara na TV e com veiculação há um bom tempo. E sou muito feliz em apresentar um programa que é respeitado no meio artístico, jornalístico e  acadêmico.</p>
<p>Faço a minha parte, me empenhando ao máximo e  estudando bastante, porque os temas, muitas vezes são complexos e a minha função é tornar tudo palatável ao grande público.</p>
<p>Acho que na vida  temos que agarrar as oportunidades que vão aparecendo. Sou muito grato ao Futura e à Rede Globo pela oportunidade de mostrar meu trabalho no Globo Ciência. As sementes estão sendo plantadas, não tenho dúvidas em relação a isso. Tenho só  que acreditar no poder do trabalho e na força de Deus.</p>
<p><strong>4. Como você vê a Educação hoje no país?</strong></p>
<p>Acho que o Brasil tem projetos bem bacanas ligados a educação de norte a sul. Ações estão sendo feitas, mesmo que, muitas vezes, não apareçam na mídia. Mas acho que a educação de base( ensino fundamental e médio) merecem mais atenção por parte do Governo e da sociedade. É preciso criar nesse país uma cultura de educação sólida e integral. A sociedade tem que cobrar isso. Eu acredito que é a educação de extrema qualidade que poderá ser o principal fator de transformação do nosso país. Não dá mais para se pensar a  educação, somente objetivando melhorias de índices. Urge o desenvolvimento de escolas que realmente preparem seus alunos oriundos das camadas mais pobres da sociedade para competirem de igual para igual com alunos mais abastados. Se vivemos em uma sociedade competitiva, em que os acessos se dão através de concursos ou outros meios seletivos, que se faça pelo menos a possibilidade de haver igualdade entre os participantes desses processos. O que não se pode haver mais é a invisibilização do problema da desigualdade de acessos e do desequilíbrio social. As discussões sobre o tema têm que partir para o plano da ação.</p>
<p><strong>5. Você tem planos de voltar a atuar?</strong></p>
<p>Ano que vem farei um filme do diretor Renato Cândido, chamado &#8221; Larissa&#8221;. A trama discute a questão do acesso e enfrentamentos dos negros ao mercado corporativo. Fiquei honrado com o convite. E a oportunidade de através do meu presonagem contar uma narrativa que mostra o negro em ascenção.</p>
<p><strong>6. Alguma vez você já se sentiu preterido por ser negro?</strong></p>
<p>Claro que nossos enfrentamentos são grandes. Quando um negro dá o primeiro grito ao nascer, em que se abre os pulmões, a semântica é &#8221; vai à luta, coragem, meu irmão, porque não dá para perder a viagem!!&#8221;.</p>
<p>Mas acredito  que nossos sonhos, também,  podem ser grandiosos. E isso é o que me move. Estar a frente de um programa há mais de cinco anos e sendo reconhecido por um trabalho de qualidade é a realização de um desses grandiosos sonhos. É preciso, desde cedo, nos libertarmos do discurso da vitimização. A história foi cruel, o passado dos nossos ancestrais e muitos antepassados não foi fácil, mas nossos olhos precisam estar voltados para o estado da esperança no hoje e no amanhã.</p>
<p><strong>7. Você recebeu o prêmio Raça Negra em 2009 de melhor apresentador, além de uma homenagem da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, por seu trabalho. Apresentar um programa sobre ciência foi um desafio na sua carreira?</strong></p>
<p>Com certeza. Não é fácil lidar diariamante com temas tão complexos e traduzí-los. Tenho que informar, mas cabe a mim  entreter também, tornar o tema atraente, fazer a conexão do conteúdo com o dia-a-dia das pessoas. Claro que a educação básica que tive de qualidade  me ajudou muito, porque tive uma  formação bacana em ciências exatas e biológicas. É um trabalho que exige dedicação e estudo diário. E o interessante é a possibilidade de adentrar em várias áreas do conhecimento e aprender a cada dia.</p>
<p><strong>8. Você também é apaixonado por ciência?</strong></p>
<p>Aprendi que a ciência está presente em tudo. Quando nascemos, nos nossos sentidos, quando preparamos um alimento, quando partimos, com todos os processos bio-químicos envolvidos e por aí vai&#8230;  E o programa me permitiu olhar a ciência como algo que está em nossos cotidianos. Basta olharmos em nossa volta a quantidade de produtos e tecnologias provenientes de estudos científicos. Acredito também no poder qua a ciência tem na geração de melhoria de qualidade de vida das pessoas.</p>
<p><strong>9. Li que você também tem com planos de escrever um livro. Fale mais sobre esse projeto e em que estágio ele se encontra.</strong></p>
<p>Estou lançando pela editora Uirapuru, especializada em livros infanto-juvenis a obra &#8220;O menino, a goiabeira e a porta-bandeira&#8221;, que mostra o quanto a arte e educação podem mudar os rumos de jovens de comunidades. Tudo contado a partir do olhar positivo de um menino negro que é o versador de tudo o que aprende na vida e na escola. Um Cartolinha da favela.  Estou super feliz. O projeto já está na fase de finalização das ilustrações e brevemente haverá o lançamento do livro. Foi feito com muito amor e torço para que emocione os leitores.</p>
<p><strong>10. Como você vê o trabalho de pesquisas científicas no país? Estamos atrasados ou equiparados com outras nações?</strong></p>
<p>Viajo o país, conversando com estudantes e pesquisadores de universidades, centros de referência , escolas técnicas que fazem pesquisas de norte a sul do nosso país. Desde as que contam com laboratórios mais modernos e equiparados, até as que são feitas de maneira de modo mais rudimentar, sem grandes aparatos. O Brasil hoje figura entre as sete maiores nações do mundo, mas investe em pesquisas cifras abaixo de 2% do PIB. A Alemanha, por exemplo, investe mais do que 5% do PIB em pesquisas. Acredito e tenho fé de que o crescimento da economia brasileira vai exigir do governo maior atenção a educação e por conseguinte à pesquisa científica. Desenvolvimento econômico e industrial de um país se faz também com cultura de educação e incentivo à pesquisa de base e aplicada. O que não se pode negar é o patrimônio humano que temos em nosso país.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/sem-categoria/alexandre-henderson/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Thaíde</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/thaide/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/thaide/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 14:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[a liga]]></category>
		<category><![CDATA[altair goncalves]]></category>
		<category><![CDATA[apresentador]]></category>
		<category><![CDATA[b.boy]]></category>
		<category><![CDATA[break]]></category>
		<category><![CDATA[cantor]]></category>
		<category><![CDATA[cena]]></category>
		<category><![CDATA[criolo]]></category>
		<category><![CDATA[flora matos]]></category>
		<category><![CDATA[hip hop]]></category>
		<category><![CDATA[projota]]></category>
		<category><![CDATA[rap]]></category>
		<category><![CDATA[respeitado]]></category>
		<category><![CDATA[taide]]></category>
		<category><![CDATA[thaide]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=4008</guid>
		<description><![CDATA[Uma das mais ilustres figuras da cena Hip Hop brasileira, Thaíde é dos poucos artistas que pode se orgulhar de dizer que sua trajetória se confunde com a história do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/thaide.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4009" title="thaide" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/thaide-258x300.jpg" alt="" width="258" height="300" /></a>Uma das mais ilustres figuras da cena Hip Hop brasileira, Thaíde é dos poucos artistas que pode se orgulhar de dizer que sua trajetória se confunde com a história do movimento do rap e hip hop no país. Altair Gonçalves omeçou como b.boy na estação São Bento do metrô no início dos anos 80 à frente de uma das primeiras equipes de break do país, ainda na fase embrionária da cultura de rua no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Da infância difícil e muito pobre na zona sul de São Paulo, ele conquistou respeito e admiração por onde passou, ganhou espaço na televisão brasileira e hoje faz sucesso também como repórter do programa A Liga, exibido na Band. Thaíde também já exercitou o seu lado ator em três filmes para o cinema e na série da TV Globo, “Antônia”.<strong></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> Você sempre defendeu a profissionalização do rap nacional. Como você vê o rap hoje no Brasil?</p>
<p><strong>Thaíde</strong><strong>:</strong> Acho que a profissionalização está acontecendo de forma lenta, porém precisa. Tem muita gente inexperiente que está aprendendo com quem é mais experiente e vice-versa. Tem que perder o medo de conversar, existe um receio muito grande de um falar com o outro, de um ajudar o outro, mas um dia todo mundo vai embora, então porque vou guardar informação, seria egoísmo e idiotice. Acredito que a molecada de hoje está lendo mais, acessando a internet, buscando informações, e se profissionalizando. Tem muita gente cantando, fazendo passos de dança, e precisamos desse entretenimento urbano em todo o país, com todos os ritmos e estilos.<strong></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> Você sempre foi um artista de rap que se mostrou e mostrou o seu som para a mídia. Mas existem artistas que não querem tirar o hip hop do gueto. O que você acha disso?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Eu penso o seguinte: enquanto você tá fazendo seu som e mostrando só pra sua comunidade, todos teus camaradas vão falar que é um som da hora. O desafio é você meter as caras e mostrar teu som pra quem você não conhece. Só aí você vai saber ou não se é bom e só dessa forma você vai conseguir crescer profissionalmente. E a mídia é uma roldana importante para fazer tua mídia girar. Só assim você vai ter um termômetro se é bom ou não. Além disso, tem sim como o rap ser veiculado na mídia e não ser comercial. Dá pra fazer um som de qualidade e de uma forma que a mídia consiga veicular tuas canções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> No programa A Liga, da Band, você já fez muita coisa. O que mais mexeu com você?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: O momento mais difícil eu achei que fosse o da exumação. Depois, o da cracolândia. Mas o mais difícil até agora foi o do salário mínimo! Tive que voltar para aquele passado da vida difícil, tendo de se virar da maneira que pode. Parecia que eu estava pedindo esmola e a ideia do programa era que não me reconhecessem. Teve um momento que eu pedi uma ajuda para uma pessoa e ela me deu esmola. Aquilo me emocionou!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> Como foi a sua infância?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Nasci na Cidade Ademar, na Vila Constância, em São Paulo. E é o seguinte: a gente tinha uma vida muito difícil, mas isso é uma coisa natural para quem vive na favela, infelizmente, principalmente naquela época, que não tinha tanta oportunidade. As pessoas tinham que fazer suas oportunidades. Hoje, você tem trabalhos e profissões alternativas, tem como buscar, é bem diferente daquela época. Eu ia nas casas das pessoas para conseguir o que a gente chamava de &#8220;auxílio&#8221;, por isso que sempre digo que a zona sul de São Paulo é uma região que eu conheço muito bem. Eu passei a infância procurando esse &#8220;auxílio&#8221;.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>: </strong>Como você vê a imagem do negro na TV brasileira?<strong></strong></p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Ah, é muito bom quando vemos um negro na TV, é bem diferente do que a gente estava acostumado a ver. A necessidade de aparecer bem é tão grande que falta o espaço para a gente aparecer do jeito que tem de ser, então, acho que consigo fazer muito mais que isso. Só aparecer já não é o suficiente, devíamos ter o nosso espaço, o nosso programa de TV, o nosso programa de rádio e não fazer como se fosse um combate. O nosso direito é um direito de cidadania. Só que tem de trabalhar para isso e se preparar mais. E, nessa, eu me incluo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> O que você pensa sobre a legalização da maconha?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Eu sou favorável sim à legalização! Iria mudar muita coisa, enfraqueceria muita que coisa que precisa ser enfraquecida e,<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/thaide-hip-hop.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4010" title="Fotos para material publicitario Coolnex" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/thaide-hip-hop.jpg" alt="" width="407" height="305" /></a> intelectualmente falando, as pessoas iriam ter consciência de suas responsabilidades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> Você ainda sofre preconceito?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Isso é como se fosse uma doença crônica, o ser humano não melhora dentro de si. Quando você olha para uma pessoa diferente porque ela tem uma condição financeira melhor, isso mostra que você é pior que aquela pessoa. Eu sempre sofri e sei que vou continuar sofrendo preconceito. A gente sempre atacou essas pessoas e não adiantou nada. A questão é usar a inteligencia e dizer que não precisa fazer nada disso. Precisa ter é força de vontade e inteligência, porque talento e força de vontade são coisas que Deus nos deu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> O mercado de distribuição musical, no rap, é feito de uma forma muito informal. Muitos MCs disponibilizam gratuitamente suas rimas na internet. Você acha que esse é o futuro da música?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Sem dúvida, isso acontece há muito tempo. Trocávamos fitas K7 e, quando chegou o CD, fazíamos o famoso CD-R. Hoje é tudo na base do pen-drive. O que acontece é que fazendo esse tipo de divulgação informal, o artista consegue ficar mais conhecido e, consequentemente, realizar mais shows. Sou totalmente a favor da música gratuita. Na minha opinião, a música é um serviço que o artista oferece e, consequentemente ele ganhará dinheiro na venda de shows, na venda de merchandising e nos direitos autorais, quando ele recebe. Além disso, ele pode vender seu CD e DVD no shows por preços baixos, como dez ‘pilas’, por exemplo. Os fãs compram, sim. E tem mais: hoje, um artista não precisa lançar CD para estourar nas paradas. Basta ele gravar uma ou mais músicas e jogar na net.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> Qual a sua opinião sobre a nova geração do rap brasileiro?</p>
<p><strong>Thaíde</strong>: Criolo Doido lançou um CD em que ele canta Bossa Nova e explora a música de maneira muito respeitosa. Isso eu dou valor! Uma pessoa que, independentemente do estilo que faz, tem a música com respeito. Criolo é uma das melhores coisa que se tem hoje em dia. Tem o Projota, um garoto que tem o dom da rima que também é muito bom, a Flora Matos, e muitos outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Revista Afro</strong><strong>:</strong> É verdade que você é colecionador de vinil?</p>
<p><strong>Thaíde</strong><strong>:</strong> Eu sou colecionador, gosto muito. Das músicas mais estranhas até as mais simples. Tenho muito vinil, só vinil podre, não tenho vinilzinho bonitinho (são poucos), a maioria está com as capas comidas por traça, embolorado, mas são os meus vinis. Não ponha as mãos neles!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/thaide/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hélio de la Peña</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/helio-de-la-pena/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/helio-de-la-pena/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 14:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[casseta e planeta]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[helio de la pena]]></category>
		<category><![CDATA[pirat]]></category>
		<category><![CDATA[redator]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=3798</guid>
		<description><![CDATA[Conhecido por seu trabalho como humorista do Casseta &#38; Planeta!, que permaneceu por 18 anos no ar, o carioca Hélio de La Peña é muito mais do que apenas engraçadinho. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/hélio-de-la-pena.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3799" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/hélio-de-la-pena-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a>Conhecido por seu trabalho como humorista do Casseta &amp; Planeta!, que permaneceu por 18 anos no ar, o carioca Hélio de La Peña é muito mais do que apenas engraçadinho. Engenheiro de produção por formação, Hélio também trabalhou com redator da TV Pirata, é autor de três livros e esbanja simpatia.</p>
<p>Hoje, Hélio também carrega a imagem de um bom pai. Desde que escreveu “O Livro do Papai”, lançado em 2003, o humorista participa de eventos e concede entrevistas afirmando que um de seus mais importantes papéis na vida foi ter filhos.</p>
<p>Impagável, Hélio conversou com a Revista Afro, e falou sobre o retorno do Casseta, sobre a onda do humor certinho, sobre os filhos, sobre o seu blog, projetos sociais e muitos outros assuntos. Confira:</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Revista Afro:</em></strong><em> Além do blog no jornal O Globo, como andam os seus projetos na TV?</em></p>
<p><strong>Hélio:</strong> Além do meu blog <a href="http://www.heliodelapena.com.br/" target="_blank">www.heliodelapena.com.br</a>, tenho feito muita coisa, escrevo em outros blogs (Blog Alvinegro e Blog da Brastemp), em revistas, estou preparando um outro clipe com o galo frito, nos moldes do Justin Biba pra lançar na web. Durante o mês de agosto e comandei um quadro no Fantástico chamado &#8220;É pai, É pedra&#8230;&#8221; sobre pais de primeira viagem. Criei, fiz o roteiro e contei com a atuação do Bruno Mazzeo e da Gabriela Duarte. Mas o fundamental no momento é a reformulação do Casseta &amp; Planeta. Estamos preparando nossa volta para 2012.<br />
<strong><em>R:</em></strong><em> Você escreve muito bem e já lançou três livros, o último no ano passado. Tem planos de lançar um próximo?</em></p>
<p><strong>H:</strong> Olha, no momento não estou escrevendo nenhum livro, mas no futuro quero embarcar nessa viagem mais uma vez. É preciso ter uma boa ideia e tempo pra curtir com calma o desafio. Agora, além do Casseta e dos roteiros do Fantástico, tenho me dedicado a textos curtos de uso mais imediato, mas quero fazer algo de fôlego.</p>
<p><strong><em><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/heilo-de-la-pena-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3800" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/heilo-de-la-pena-2.jpg" alt="" width="190" height="285" /></a>R:</em></strong><em> Você participa de projetos com a Cufa. Qual é a importância de desenvolver projetos sociais para os jovens?</em><br />
<strong>H:</strong> Importantíssimo. O jovem olha com certa desconfiança para quem chega de fora com o discurso de que quer ajudá-lo. A Cufa e o AfroReggae contam com grande credibilidade entre os jovens das comunidades e, por isso, são excelentes veículos pra essas ações.</p>
<p><strong><em>R:</em></strong><em> Ao longo dos anos de exibição do Casseta, muitos produtos foram lançados como livros, filmes, DVDs&#8230; Você acha que o humor também pode ser considerado empreendedor?</em><br />
<strong>H:</strong> Não sei se o humor é empreendedor, mas muitos humoristas, certamente. O exemplo está nos diversos produtos que vêm sendo lançados: shows, DVDs, canais no Youtube, programas em tevês abertas e a cabo&#8230; Tem muita gente usando o humor pra se lançar na vida artística e isso é ótimo para o público e para quem produz.</p>
<p><strong><em>R:</em></strong><em> Quando o Casseta terminou, foi divulgado que vocês estavam arquitetando uma nova atração para a Rede Globo. Como anda esse projeto?</em></p>
<p><strong>H:</strong> Estamos trabalhando duro nesse novo projeto. O grupo segue unido, agora vamos assumir também a direção do programa, que terá um formato diferente do que vínhamos apresentando até o ano passado.</p>
<p><strong><em>R:</em></strong><em> O que você acha de toda essa onda do &#8220;politicamente correto&#8221; que ronda o humor no Brasil? A melhor saída é reprimir, ter bom senso, ou não há regras para o humor?</em><br />
<strong>H:</strong> Essa onda do &#8220;politicamente correto&#8221; é cercada de exageros, mas parte de um princípio democrático: se eu tenho direito de falar o que quiser, você tem que ter o direito de dar sua opinião sobre o que eu falo. Quando se parte pra proibir as pessoas de se manifestar, aí já não posso concordar. O humorista pode querer agradar e divertir a plateia &#8211; aí ele deve tomar cuidado. Pode estar cagando na cabeça ou simplesmente querendo provocar, incomodar, criar um mal estar &#8211; nesse caso, ele se amarra quando rola uma cacetada de críticas.</p>
<p><strong><em>R:</em></strong><em> Você é uma figura muito associado à imagem de um bom pai, até mesmo por causa do livro. Como é o Hélio de la Peña pai?</em><br />
<strong>H:</strong> A associação é legítima porque me amarro em ser pai. Curto meus filhos, gosto de brincar de conversar com eles, mas também não fujo ao compromisso de educá-los, nem que para isso eu tenha que ser meio mala.</p>
<p><strong><em>R:</em></strong><em> Qual foi a experiência ou uma das mais inusitadas que aconteceu com você em todos esses anos de carreira?</em><br />
<strong>H:</strong> Desde que comecei a escrever na tevê, em 1988 (fui redator do TV Pirata), muita coisa aconteceu, difícil destacar um episódio. Mas lembro quando a seleção foi pentacampeã, fomos gravar caracterizados de jogadores na orla do Rio, passeando num carro de bombeiros. O povo veio pra rua comemorar o penta, como se nós fôssemos os verdadeiros campeões. Foi muito divertido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/helio-de-la-pena/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nando Cunha</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/nando-cunha/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/nando-cunha/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 21:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[ator]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[grande otelo]]></category>
		<category><![CDATA[nando cunha]]></category>
		<category><![CDATA[negro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=3623</guid>
		<description><![CDATA[Desde que ganhou seu primeiro papel de destaque na TV, o engraçado Soldado Brasil de &#8220;Desejo Proibido&#8221;, Nando Cunha vem chamando a atenção do público. Nando Cunha tem 17 anos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/Nando-Cunha.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3624" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/Nando-Cunha.jpg" alt="" width="400" height="256" /></a>Desde que ganhou seu primeiro papel de destaque na TV, o engraçado Soldado Brasil de &#8220;Desejo Proibido&#8221;, Nando Cunha vem chamando a atenção do público. Nando Cunha tem 17 anos de carreira, muitas peças no teatro e várias participações na TV. Seu último trabalho na telinha, &#8220;Araguaia&#8221; mudou um pouco sua imagem de ator de humor.</p>
<p>Dono de uma personalidade forte, e tijucano assumido, Nando já passou muitos perrengues para chegar ao estrelato, o que o tornou um cara humilde e muito atencioso com os fãs, além de extremamente dedicado ao trabalho.</p>
<p>Confira a entrevista exclusiva que o ator concedeu à Revista Afro, contando curiosidades sobre sua carreira como a ligação que recebeu de Sérgio Brito e achou que era trote, a luta contra o preconceito e os próximos projetos na TV:</p>
<p><strong>O personagem Pimpinela, de “Araguaia”, teve bastante repercussão, e veio logo após a interpretação de Grande Otelo, na minissérie “Dalva &amp; Herivelto”. Você considera esses dois papéis como os destaques da sua carreira?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Na verdade, meu primeiro grande papel foi o Soldado Brasil da novela “Desejo Proibido”, também do autor Walter Negrão. Esse trabalho me lançou e também teve um destaque muito grande junto ao público, assim como o Samuca, que faço desde a primeira temporada de “Força Tarefa”. Fizeram uma pesquisa e o público pediu para que o personagem tivesse uma maior participação no seriado, que volta em outubro com uma nova pegada e elenco novo.</p>
<p>Não tenho como dizer qual foi o de maior destaque, talvez o soldado por ser o primeiro e ter me lançado (Ah! Não esquecendo do Jonny Bala da Escolinha do Barulho, meu primeiro trabalho na TV), minha grande preocupação é que um trabalho não fique igual ao outro, e graças a Deus, acho que estou conseguindo dar essa qualidade aos personagens, fazendo com que eles sejam completamente distintos um do outro. Espero conseguir convites para outros grandes personagens como esses que tive a honra e a responsabilidade de representar.<br />
<strong>Você é tijucano apaixonado. Qual a sua história com o bairro?</strong></p>
<p><strong>Nando:</strong> Moro na Tijuca há mais de 20 anos, curto muito esse lugar, aqui eu tenho tudo perto, é ponto de saída para qualquer lugar da cidade, estou próximo das melhores rodas de samba e quadra de samba, como Salgueiro, Vila Isabel, Unidos da Tijuca, entre outras. Meus amigos são daqui, meus pais e irmãos estão todos aqui, então, acho que da Tijuca não saio, mudo só de rua, mas não troco o bairro. Na Tijuca aprendi muita coisa, passei aqui minha fase de mudança de adolescente para adulto, tenho ótimas lembranças deste lugar, e isso não me impede de frequentar a Zona Sul e o Subúrbio, onde tenho mais afinidade por Madureira e adjacências (risos).</p>
<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/nando-cunha-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3625" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/nando-cunha-2.jpg" alt="" width="400" height="600" /></a><br />
<strong>Quais são seus próximos projetos?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Tenho vários projetos engatilhados. Estou ensaiando uma peça pra estrear dia 31/08 no Teatro Café Pequeno, no Rio, uma comédia chamada “Assassinato no Motel”, de Maria Valentim, com direção de Fernando Ceylão, e com Priscila Assum, Charles Paraventi, Márcio Kieling, entre outros no elenco. Tenho outra peça com dois negros no elenco, o pai e um filho fazendo um inventário de suas vidas no palco, ela se chama “O Inventário”, de Maurício Witzack, um amigo de Brasília, essa estamos na fase de elaboração de projetos e será dirigida pelo Luiz Antônio Pillar. Pretendo ter um grande ator negro para fazer o pai e eu farei o filho. Hoje em dia temos que colocar nosso bloco na rua, pois o mercado variou muito, então, nós é que temos que colocar a mão na massa, e não esperar o telefone tocar, já está ruim para a nossa raça e se a gente não correr atrás estamos perdidos, como já dizia o grande Mandela: &#8220;sou capitão da minha alma, e dono do meu destino&#8230;&#8221;.<br />
<strong>O que te deixa mais realizado, teatro, TV ou cinema?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Não tenho nenhuma predileção, acho que um bom ator deve estar preparado para trabalhar em qualquer área que for solicitado, vivemos num mundo globalizado, por isso não temos que ter predileção por uma coisa ou outra, é estar preparado para guerra, pronto pro jogo o tempo todo, e saber as diferenças de cada linguagem: cinema, TV e teatro, pois são completamente distintos. Minha única experiência em cinema foi um curta chamado “O Homem”, de Rene Sampaio (o mesmo de “Faroeste Caboclo”), e no Festival Cine PE 2007 e no FAM, fui agraciado com o prêmio de melhor ator, e uma participação no longa “Querô”, de Carlos Cortez. Gostaria de estar fazendo mais cinema, mas não pinta convite nem de teste, e também não tenho empresário, corro atrás sozinho: eu e Deus.<br />
<strong>Você já se sentiu preterido em algum momento de sua vida (pessoal ou profissional) por ser negro?</strong></p>
<p><strong>Nando:</strong> Já, muitas vezes. Ouço várias vezes dos produtores: &#8220;não temos nada no seu perfil&#8221;, e a gente sabe que quando falam isso é por conta da cor. Penso que isso acabaria quando os autores e diretores tivessem mais coragem na hora de nos escalar para os papéis. Posso fazer qualquer papel, vai depender do autor ou do diretor me ver como ator e não a minha cor da pele ou raça. Já vi atriz branca fazendo negra no teatro e na TV, por que a gente não pode? Posso ser quem eu quiser, Hamlet, Arandir (de “Beijo no Asfalto”), Ricardo III, Batman, Coringa, ou seja, quem eu quiser, pois sou ATOR, independentemente de minha raça. Outro dia na rua, uma mulher me parou e disse: te conheço de algum lugar; eu disse a ela que deveria ser da TV; ela respondeu: já sei, de que grupo você é mesmo? Respondi que não era de nenhum grupo e saí fora. As pessoas ainda acham que negro só ascende se for de grupo de pagode ou jogador de futebol. Uma pena isso, somos muito mais.<br />
<strong>Você desfilou pelo Império Serrano para o personagem de Dalva e Herivelto. Pretende desfilar novamente? Como foi a experiência da passarela do samba?</strong></p>
<p><strong>Nando:</strong> Tenho uma identificação muito grande com a Império Serrano, lá descobri o Jongo da Serrinha, fiz amigos, vou às feijoadas tradicionais do Império, as pessoas são maravilhosas, e lá ainda tem o negro presente nas escolas de samba. O samba sempre foi um fator de resistência para nós, negros, e isso no Império e em algumas escolas do subúrbio ainda está enraizado. Gosto de desfilar, não tem experiência melhor, a energia da passarela, a concentração é tudo! Sou muito ligado ao samba, no Carnaval não viajo para nada, fico no Rio, mas depois que acaba dou uma relaxada e vou curtir meus livros, óperas, peças, músicas, ou seja, tenho gosto eclético para depois juntar tudo num liquidificador cultural diverso e plural<strong>. </strong></p>
<p><strong>Quais são seus atores e ídolos? Se espelha em algum deles?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Gosto do Milton Gonçalves, com quem trabalho no “Força Tarefa”; Grande Otelo que foi e será sempre minha referência por tudo que fez, numa época em que ser negro era muito mais difícil, e ainda sim conquistou tudo que conquistou. E adoroooo Dona Laura Cardoso com quem tive o prazer de dividir a cena em “Araguaia”. Um amor de pessoa, simples e generosa. Na história da TV, ela e Sr. Lima Duarte (outro monstro que me ensinou muito), criaram a linguagem de atuar na televisão, foram os primeiros.</p>
<p><strong>Como nasceu a vontade de ser ator?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Acho que foi por osmose (risos). Sempre fui muito hiperativo e brincalhão, tanto em casa como na escola, e todo mundo dizia que eu deveria ser ator. E eu querendo fazer outra coisa, até porque achava teatro muito distante da minha realidade e uma arte muito elitizada, fiz Publicidade e Letras, até que alguém me indicou para um teste, daí não parei mais. Aprendi fazendo, nos palcos, com os diretores e atores com que trabalhei. Não desisti mesmo quando o mundo me dizia o contrário, insisti e hoje estou aqui tentando mostrar o meu trabalho que faço com muito carinho, cuidado, e um prazer enorme.<br />
<strong>Qual foi a situação mais inusitada que aconteceu com você na carreira profissional?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Várias, a primeira foi numa gravação na qual eu era figurante de “Noivas de Copacabana”, tinha que passar de frente para a câmera. O diretor deu ação e depois disse: “corta, o rapaz de amarelo não pode olhar para a câmera” (o rapaz de amarelo era eu). Rodamos de novo, o diretor deu o ação e “CORTA! O rapaz de amarelo não pode olhar para a câmera”, disse ele impaciente. Rodamos de novo e&#8230; “CORTAAAA! Quem trouxe o rapaz de amarelo?”. E nunca mais fui figurante na minha vida! Outra também no começo de carreira foi quando recebi um telefonema do diretor Sérgio Brito para um teste e eu pensei que fosse trote. Mandei tomar naquele lugar e desliguei. Me liga depois a secretária dele, pois ele realmente queria falar comigo. Morrendo de vergonha pedi desculpa, fui fazer o teste, passei, e foi uma das experiências mais importantes da minha carreira.<br />
<strong>Que recado daria para jovens que buscam a carreira de ator?</strong></p>
<p><strong>Nando: </strong>Nosso mercado hoje está muito defasado. Todo mundo quer ser ator, e com um pouco de esforço, mesmo quem não é, até consegue. Eu não posso receitar e nem cuidar da saúde de alguém, mas um médico pode ser ator se ele quiser, se eu tentar entrar na carreira dele, sem estudar para isso, vou ser preso por falsidade ideológica, mas ator qualquer um pode ser. O recado que dou para os jovens que querem se aventurar nessa difícil arte é estudar muito, é querer muito estar ali, ter prazer de fazer, e o mais importante, gostar do faz. Ir ao teatro, ver o trabalho dos outros atores, ouvir boas músicas, ler bons livros e ralar muito porque não é fácil, todo dia estamos tendo que nos pôr à prova, mesmo fazendo bons trabalhos ou ganhando prêmio. Para a gente é sempre mais difícil. Se o cidadão comum precisa matar um leão por dia, nós temos que matar 10 para ser convincente, o resto é sorte e Deus. Beijos no coração de todos e axé!<strong> </strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/nando-cunha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Marina Silva</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/marina-silva/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/marina-silva/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 19:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[candidata]]></category>
		<category><![CDATA[cargo]]></category>
		<category><![CDATA[codigo florestal]]></category>
		<category><![CDATA[deputada]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[marina silva]]></category>
		<category><![CDATA[presidente]]></category>
		<category><![CDATA[senadora]]></category>
		<category><![CDATA[siskis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=3460</guid>
		<description><![CDATA[Em quase 30 anos de vida pública, Marina Silva ganhou reconhecimento dentro e fora do país pela defesa da ética, da valorização dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. Uma ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/marina-silva-21.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3462" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/marina-silva-21-201x300.jpg" alt="" width="201" height="300" /></a>Em quase 30 anos de vida pública, Marina Silva ganhou reconhecimento dentro e fora do país pela defesa da ética, da valorização dos recursos naturais e do desenvolvimento sustentável. Uma reputação construída em mandatos de vereadora, deputada estadual e senadora – eleita sempre com votações recordes – e no período em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, entre janeiro de 2003 e maio de 2008.</p>
<p>Nos cinco anos e quatro meses no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ser vista também como gestora competente. Na pasta, uma de suas conquistas foi o Plano de Ação para Prevenção e o Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, que contou com o esforço integrado de 14 ministérios. Graças ao projeto, o ritmo de desmatamento da Amazônia caiu 57% em apenas três anos, passando de 27 mil km² para 11 mil km² ao ano. Mais de 1.500 empresas ilegais foram desmanteladas, com a prisão de 700 pessoas. A apreensão de madeira somou um milhão de metros cúbicos.</p>
<p>Iniciativas como essa aumentaram sua projeção internacional. No final de 2007, o jornal britânico “The Guardian” incluiu a então ministra entre as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Na noite do último dia 06 de junho, a ex-senadora, e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esteve no Shopping Leblon, Rio de Janeiro, para o lançamento do livro: “O efeito Marina”, um relato pessoal de Alfredo Sirkis sobre a campanha de candidatura à presidência do ano passado. Sirkis autografou exemplares do livro e na ocasião, Marina conversou com a “Revista Afro” sobre o livro, a aprovação no novo código florestal brasileiro, e a gestão de Dilma Rousseff.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>&gt;</strong><strong> Qual foi a importância da sua campanha nas eleições para presidente no ano passado e para a democracia brasileira?</strong></p>
<p>Marina: A minha campanha foi uma vitória da democracia, uma vitória da sociedade brasileira, e está aí para quebrar paradigmas. Diziam que ia ser plebiscito, mas na verdade, foi uma eleição na qual o cidadão mostrou que ele não queria uma polarização entre PT e PSDB. Ele queria uma discussão daquilo que interessa para o Brasil.</p>
<p><strong>&gt; O que a senhora acha dos primeiros meses de governo da eleita Dilma Rousseff e da aprovação do novo código florestal?</strong></p>
<p>Marina: Eu não quero e nem vou ficar torcendo para que o governo se dê mal. Não pode haver uma campanha para que a presidente vete o que lhe foi encaminhado pela Câmara, mas é preciso que exista uma celebração de um código bem aprovado no Congresso. A presidente tem feito coisas boas como o afastamento do presidente do Irã, mas a licença para a construção da Usina de Belo Monte e o desmonte ecológico e ambiental é algo que merece mais atenção.</p>
<p><strong>&gt; O que a senhora achou do livro?</strong></p>
<p>Marina: O que eu tenho a dizer é exatamente o que digo no prefácio: <em>Ao ler “O efeito Marina”, um relato pessoal de Alfredo Sirkis sobre o processo eleitoral de 2010, pude reviver cada momento desse mag­nífico período que partilhamos com milhares de militantes verdes, colaboradores, simpatizantes e marineiros de todo o país. Foi uma ex­periência fantástica, enriquecedora, mas nem por isso fácil. Enfren­tamos máquinas político-partidárias poderosas, que há tempos esta­vam anunciadas como as únicas na disputa, ao mesmo tempo em que nos deparávamos com as anomalias da legislação eleitoral brasileira. Foi um desafio complexo.</em></p>
<p><strong>&gt; O que você acha que as pessoas podem fazer pelo meio ambiente?<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/marina-silva.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3463" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/marina-silva-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><br />
</strong></p>
<p>Marina: Acredito que cada um pode fazer a sua parte e defender o meio ambiente em seu próprio ambiente.<br />
<em> </em><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p>“O efeito Marina” mostra notas da campanha histórica de Marina Silva à Presidência da República em 2010. Alfredo Sirkis, deputado federal pelo Rio de Janeiro e vencedor do Prêmio Jabuti pela obra “Os carbonários”, mostra o surgimento do fenômeno no qual a candidata se transformou. O livro, lançado pela Editora Nova Fronteira, traz os relatos de Sirkis, um dos coordenadores da campanha, traçados no calor da ocasião, entre 2009 e 2010, acrescidos de entrevistas, notícias de jornais, anotações e observações atuais, iluminando os bastidores dos acontecimentos daquele período.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/marina-silva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sheron Menezzes</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/sharon-menezzes/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/sharon-menezzes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 16:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[afro]]></category>
		<category><![CDATA[ativista]]></category>
		<category><![CDATA[atriz]]></category>
		<category><![CDATA[caras e bocas]]></category>
		<category><![CDATA[danca]]></category>
		<category><![CDATA[duas caras]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[famosos]]></category>
		<category><![CDATA[menezes]]></category>
		<category><![CDATA[menezzes]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[sharon]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=3330</guid>
		<description><![CDATA[Garra e determinação
Quem vê hoje o talento e a beleza de Sheron Menezzes nas novelas da Globo não imagina a determinaçãoque a atriz precisou ter para conquistar o seu espaço. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/sheron-menezes.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-3331" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/sheron-menezes.jpeg" alt="" width="348" height="464" /></a>Garra e determinação</div>
<p>Quem vê hoje o talento e a beleza de Sheron Menezzes nas novelas da Globo não imagina a determinaçãoque a atriz precisou ter para conquistar o seu espaço. Aos 13 anos, ela já dividia seu tempo entre osestudos, a profissão de modelo e o curso de teatro. Aos 18, mudou-se, sozinha, de sua terra natal, PortoAlegre, para o Rio de Janeiro em busca de reliazar o sonho de atuar. Porém, durante quase dois anos detestes só ouviu “nãos”. Foi difícil, mas, graças à educação que recebeu da mãe Vera Lúcia, uma militanteda causa negra no Rio Grande do Sul, Sheron não desistiu.”Nunca duvidei da minha capacidade, masadmito que, se não fosse pela minha mãe, não teria chegado onde cheguei”, reconhece.<br />
E quando, finalmente, a atriz teve a chance de conseguir um papel em 2002, poderia ter se desanimado,mas o otimismo herdado da mãe contribuiu para que as portas se abrissem. A personagem Júlia,de “Esperança”, filha bastarda do Barão do Café, marido falecido de Francisca Mão de Ferro (LúciaVeríssimo), e que vivia na fazenda como empregada da família, estava destinada a uma atriz na casados 35 anos. Mas o diretor Luiz Fernando Carvalho se impressionou tanto com o seu teste que sugeriuao autor, Benedito Ruy Barbosa, a mudança de idade da personagem. Dessa forma, Júlia passou a tera mesma idade de Sheron: 18 anos. &#8220;O melhor é que, de repente, a personagem ganhou história, casa,familiares. Era praticamente um susto por capítulo!&#8221;, lembra.<br />
A personagem agradou ao público e rendeu a Sheron três prêmios e um convite do diretor Luiz AntonioPilar para atuar no teatro. Em seguida, veio a escalação para “Celebridade”, a belíssima copeira da casade Maria Clara Diniz (vivida por Malu Mader), que mantinha um caso amoroso com o vilão Marcos(interpretado por Márcio Garcia). Em 2004, porém, em vez de escrava ou doméstica, Sheron ganhouo papel da pescadora Rosário na novela “Como uma onda”, de Walter Negrão. A personagem eranamorada de Floriano, personagem de Cauã Reymond, que sonhava em se casar virgem. &#8220;Nunca fui deficar chorando pelos cantos. Precisamos mostrar que existem negros<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/Sheron-Menezes-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3332" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/Sheron-Menezes-2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a> advogados, médicos&#8230; e não ficarguardando ressentimentos, porque isso só alimenta o racismo”, acredita.<br />
Dona de si, Sheron aprendeu a se valorizar também com a mãe. “Ela me ensinou a nunca achar quesou inferior a alguém, seja por causa da cor, da escolaridade ou da situação social”, diz ela, que sempreassumiu seu cabelo black power, por exemplo. “Não sei quem colocou na nossa cabeça que cabelo liso émais sofisticado. Assumo minha beleza do jeito que é. Adoro o meu leãozão”, brinca.<br />
Fios lisos, ela só usou mesmo para interpretar a patricinha Solange Ferreira, de “Duas Caras”, filha dolíder comunitário Juvenal Antena (vivido por Antônio Fagundes). De início, pai e filha mantinham umarelação complicada, devido ao fato de Juvenal ter descoberto a existência da filha apenas após 20 anos.Porém, as diferenças iniciais deram lugar à alegria e ao carinho mútuo entre os dois. Recentemente, em2009 e 2010, a atriz viveu a doce e ingênua Milena, na novela “Caras &amp; Bocas” .<br />
Mas, foi com um dos seus hobbies prediletos, a dança, que Sheron também se destacou na TV,participando da “Dança dos Famosos”, no “Domingão do Faustão”, no ano passado. “Dançar é umaterapia completa”, recomenda. O gingado da gaúcha agradou tanto que ela chegou à etapa final dadisputa. Mesmo conquistando o segundo lugar, a atriz mostrou na competição que garra e determinaçãocontinuam sendo as marcas registradas da sua trajetória.</p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black"> </span><span style="font-family: Arial">Acompanhe trechos da entrevista que a atriz concedeu à Revista Afro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span><strong><span style="font-size: 10.0pt;color: black">&gt; Quais são seus próximos projetos para TV, teatro ou cinema?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Estou em turnê com a peça “Açaí e Dedos”, e começo a gravar no mês que vem a próxima novela das sete, que será de Miguel Falabella</span><span style="color: black"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span><strong><span style="font-size: 10.0pt;color: black">&gt; O que mais te deixa realizada como atriz?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Estar trabalhando no que eu gosto, de verdade</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span><strong><span style="font-size: 10.0pt;color: black">&gt; Como você faz para cuidar da pele e dos cabelos?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Para o cabelo, faço tratamento uma vez por semana no salão de beleza. Já para a pele, cuido muito para não pegar sol direto sem proteção e nunca durmo com a maquiagem no rosto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span><strong><span style="font-size: 10.0pt;color: black">&gt; Você foi um dos maiores destaques da Dança dos Famosos. Já dançava antes? Como isso repercutiu na sua vida?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Não tenho nenhuma técnica, aprendi a dançar o<span> </span><em>zouk<span> </span></em>indo aos bailes e me apaixonei pelo ritmo, mas é a única coisa que sei dançar de verdade. Mas acho que quando você gosta de dançar e o ritmo está em você, tudo fica mais fácil. Infelizmente depois da “Dança dos Famosos”, não tive tempo de voltar a dançar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span><strong><span style="font-size: 10.0pt;color: black">&gt; Além do talento e beleza, você também é conhecida por participações em projetos sociais. Acha que usar a sua figura de artista é importante para divulgar esses projetos?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Acho muito importante o artista usar da sua imagem para dar credibilidade a projetos em que acredita. As pessoas confiam em nós, é mais do que uma obrigação, se acreditamos e estamos realmente dentro do projeto, mostrar que vale a pena, porque tem muito projeto falso por aí, e ninguém gosta de ser enganado, não é?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span><strong><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Em algum momento da sua vida profissional já se sentiu preterida por ser negra?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black">Não, jamais!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;color: black"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: black">Ping pong com Sheron Menezzes:</span></strong></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">NOME COMPLETO:</span></strong><span><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black"> </span></span><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">Sheron Mancilha<span> <span> </span></span><span class="il"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: #222222;background: #DBF0FA">Menezes</span></span></span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">ALTURA: 1,67</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">PESO: 51 Kg</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">MANEQUIM: 36</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">DATA DE ANIVERSÁRIO: 26/11</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">NATURAL DE Porto Alegre / RS</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">SIGNO: Sagitário</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">LIVRO: O caçador de pipas, Cem anos de solidão e Casa dos Espíritos.</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">FILME: Cinema Paradiso</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">PERFUME: Gosto de perfumes com notas florais para o dia a dia.</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">UMA MANIA: Não durmo sem um copo d’água do lado.</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">SEGREDO DE BELEZA: Tomar muita água e jamais dormir com maquiagem</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">PRATO PREFERIDO: a macarronada do pai</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">BEBIDA PREFERIDA: água e suco de frutas</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">APELIDO: Tita</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">FÉ: Deus</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">PAIXÃO: Minha família</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">UM PRESENTE: Cachorro &#8220;Billy&#8221;</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">UM BOM CONSELHO RECEBIDO: &#8220;Nunca desista de seus sonhos&#8221; (da mãe Vera)</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">ROUPA BÁSICA: Jeans ou vestidos leves</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">EQUILÍBRIO: Florais</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">HOBBIES: Ir ao teatro, assistir a filmes, dançar muuuuito zouk.</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">UM SONHO: Atuar em uma produção hollywoodiana&#8230;</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">PETS: Meus cães, Frida e Fidel, e meu gatinho Tripé.</span></p>
<p style="margin: 0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align: justify"><span style="font-size: 10.0pt;font-family: Arial;color: black">MÚSICA: Depende do momento&#8230;</span></p>
<p>Por: Cida Farias e Mario Camelo</p>
<p>Fotos: Divulgação</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/sharon-menezzes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Roberta Rodrigues</title>
		<link>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/roberta-rodrigues/</link>
		<comments>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/roberta-rodrigues/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 May 2011 14:12:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[atriz]]></category>
		<category><![CDATA[cantora]]></category>
		<category><![CDATA[fabiola]]></category>
		<category><![CDATA[gabino]]></category>
		<category><![CDATA[insensato coracao]]></category>
		<category><![CDATA[melanina carioca]]></category>
		<category><![CDATA[negra]]></category>
		<category><![CDATA[nos no morro]]></category>
		<category><![CDATA[roberta rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[tv globo]]></category>
		<category><![CDATA[vidigal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.revistaafro.com.br/portal/?p=3050</guid>
		<description><![CDATA[Multitalento do Vidigal

A possibilidade de unir seus dois talentos foi o que mais atraiu Roberta Rodrigues para interpretar a personagem Fabíola, de Insensato Coração. Bonita, a cozinheira do bar do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p lang="en-US"><strong>Multitalento do Vidigal</strong></p>
<p lang="en-US">
<p>A possibilidade de unir seus dois talentos foi o que mais atraiu Roberta Rodrigues para interpretar a personagem Fabíola, de <em>Insensato Coração</em>. Bonita, a cozinheira do bar do Gabino (Guilherme Piva) é a perfeita mulher brasileira e ainda canta divinamente bem. “O envolvimento dela com a música me possibilita passar sentimento através da voz”, comemora.</p>
<div style="float: right; margin: 0 0 40px 10px;">

Anexo faltante
Anexo faltante

</div>
<p>Moradora da comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio, desde pequena, Roberta descobriu o gosto pela música e pela interpretação no grupo teatral Nós do Morro ainda adolescente. “Além de ter aprendido a cantar nos musicais, ali descobri minha personalidade de artista”, conta a atriz que está em sua sétima novela na TV Globo e já contabiliza participações em nove séries da emissora.</p>
<p>Assim que ingressou no grupo Nós do Morro, Roberta foi escolhida para o papel de Berenice, no filme <em>Cidade de Deus</em>, de 2002. &#8220;O cinema eterniza o artista e foi onde eu fiz meus amigos de verdade&#8221;, afirma ela, que já atuou em diversos longas e curtas. “Preciso estar sempre empreendendo algum projeto. O trabalho, na minha vida, nada mais é que um lazer profissional. Faço várias coisas ao mesmo tempo”, conta.</p>
<p>Prova disso é que a atriz também comanda a banda Melanina Carioca, formada por atores do Nós do Morro, há cerca de um ano e meio. Trata-se de um grupo de MPB, que mistura o teatro com a música. . “Estou em uma ótima fase com a banda. A gente vai lançar em breve a música nas rádios. E o público está gostando&#8221;, vibra a atriz que mescla canções autorais e alguns covers nos shows.</p>
<p>Para unir o ritmo de gravações com a banda, Roberta estuda os textos com muita antecedência. &#8220;Posso ter feito show na noite anterior, mas não deixo a energia da personagem baixar. Fico cansada, mas adoro a equipe da novela, me sinto em casa&#8221;, revela. Roberta também não se deixa dominar pela ansiedade de que Fabíola estoure em popularidade. Mesmo torcendo pelo destaque do papel, para ela o sucesso está além de uma grande repercussão. &#8220;Quando pessoas que eu admiro elogiam o meu trabalho, isso já é a minha recompensa. Para mim, a personagem já aconteceu e valeu a pena&#8221;, assegura.</p>
<p>Com 15 anos de carreira, a atriz de 28 garante que nunca vai deixar de ser criança. Ela diz que dessa forma consegue lidar melhor com os problemas. E foi assim, sem pretensão alguma, que Roberta chegou à televisão. O autor Manoel Carlos assistiu a sua atuação em <em>Cidade de Deus</em> e a convidou para fazer a espevitada Zilda na novela <em>Mulheres Apaixonadas</em>, em 2003. “Fazer uma novela logo depois desse filme, no qual tive minha atuação de maior destaque, foi o máximo”, diz.</p>
<p>Para manter a boa forma, a atriz conta com um personal trainner de boxe e também fez nado sincronizado por 10 anos. Mas, o bacana mesmo é que, como mora no morro, adora subir e descer as ladeiras a pé. Já para dar vida à cozinheira Fabíola, Roberta tem o apoio da diretora do Nós do Morro, Fátima Domingues, e da fonoaudióloga e coach Leila Mendes. Determinação e talento, portanto, não faltam a essa menina, que vai longe! Conheça o currículo dela a seguir:</p>
<p><em>Integrante do Grupo </em><strong>Nós do Morro</strong></p>
<p><strong>CINEMA:</strong></p>
<p>LONGA-METRANGENS:</p>
<p>“Desenrola” (2011)<br />
Direção: Rosane Svartman</p>
<p>“Noel – Poeta da Vila” – (2006)<br />
Direção: Ricardo Van Steen</p>
<p>“Mulheres do Brasil” (2006)<br />
Direção: Malu de Martino<br />
Personagem: Telma</p>
<p>“O Diabo a Quatro” (2004)<br />
Direção: Alice de Andrade<br />
Personagem: Natasha</p>
<p>“Garrincha – Estrela Solitária” (2003)<br />
Direção: Milton Alencar<br />
Personagem: Nair</p>
<p>“Cidade de Deus”- (2002)<br />
Direção: Fernando Meirelles<br />
Personagem: Berenice</p>
<p>CURTA-METRAGENS:</p>
<p>“Desejo”<br />
Direção: Anne Pinheiro Guimarães<br />
Personagem: Silvana</p>
<p><strong>TV:</strong></p>
<p>NOVELAS<br />
Insensato Coração – Rede Globo<br />
Personagem: Fabíola</p>
<p>“Três Irmãs” – Rede Globo (2008)<br />
Personagem: Neidinha</p>
<p>“Paraíso Tropical” – Rede Globo (2007)<br />
Personagem: Eloísa</p>
<p>“Páginas da Vida” – Rede Globo (2006)<br />
Personagem: Paula de Souza Paixão</p>
<p>“A Lua Me Disse”- TV Globo (2005)<br />
Personagem: Zenóbia</p>
<p>“Cabocla” – TV Globo (2004)<br />
Personagem: Julieta</p>
<p>“Mulheres Apaixonadas ” &#8211; Rede Globo (2003)<br />
Personagem: Zilda</p>
<p>SÉRIES, MINISSÉRIES E ESPECIAIS</p>
<p>“Filhos do Carnaval” – série produzida pela O2 e exibida pela HBO (2008) – em fase de produção<br />
Segunda Temporada<br />
Personagem: Rosana</p>
<p>“Casos e Acasos” – Rede Globo (2008)<br />
Participação Especial<br />
Personagem: Emília e Julia</p>
<p>“Dicas de um Sedutor” (2007)<br />
Participação Especial<br />
Personagem: Lurdinha</p>
<p>“Filhos do Carnaval” – série produzida pela O2 e exibida pela HBO (2006)<br />
Primeira Temporada<br />
Personagem: Rosana</p>
<p>“Sob Nova Direção” (2006)<br />
Participação Especial<br />
Direção: Dadá</p>
<p>“Tecendo o Saber” – Canal Futura e Rede Globo (2006)<br />
Projeto educacional televisivo da Instituto Paulo Freire<br />
Personagem: Valdete</p>
<p>“JK” – minissérie da TV Globo (2006)<br />
Personagem: Adosinda<br />
“Cidade dos Homens” – Rede Globo (2002)<br />
Personagem: Poderosa</p>
<p><strong>TEATRO:</strong></p>
<p>“Dois Cavalheiros de Verona” – (2008)<br />
Grupo de Teatro Nós do Morro – Temporada em Londres em out/08.</p>
<p><strong>OUTROS:</strong></p>
<p>“Garota de Ipanema” (2008)<br />
Videoclipe da banda BR6, que pretende lançar nos EUA um CD com músicas de Gershwin e Tom Jobim.</p>
<p>Por Cida Farias</p>
<p>Fotos: Divulgação</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.revistaafro.com.br/portal/entrevistas/roberta-rodrigues/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

