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	<title>Revista Afro &#187; Mundo Afro</title>
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	<description>Afro até no nome !</description>
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		<title>Zumbi dos Palmares, uma faculdade que valoriza o negro</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez nem todo mundo saiba, mas em São Paulo exite uma universidade dedicada aos negros. Sim, a Faculdade Zumbi dos Palmares tem uma proposta que defende a educação (acima de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/faculdade-zumbi-reitor.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4501" title="faculdade-zumbi-reitor" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/faculdade-zumbi-reitor.jpg" alt="" width="300" height="343" /></a>Talvez nem todo mundo saiba, mas em São Paulo exite uma universidade dedicada aos negros. Sim, a Faculdade Zumbi dos Palmares tem uma proposta que defende a educação (acima de tudo) e a &#8220;cidadania negra&#8221;.</p>
<p>Números levantados pela universidade demonstram que, em média, os negros estudam 2,2 anos a menos do que os brancos no Brasil, um país que possui a segunda maior população negra do mundo. São 77,9 milhões. Diante de números graves como esse, o projeto de uma faculdade dedicada a essa fatia da população foi criado em 2000, por acadêmicos, profissionais liberais, intelectuais e personalidades de diversas áreas do conhecimento.</p>
<p>Inaugurada em 20 de Novembro de 2003, as aulas começaram em fevereiro de 2004. Trata-se da primeira faculdade idealizada por negros, tendo como foco a cultura, a história e os valores da negritude (90% dos alunos são negros auto-declarados). É a primeira e única instituição de ensino superior voltada para a inclusão do negro, na América Latina. A faculdade tem, na matriz curricular de seus cursos, o compromisso com a implantação da lei 10.639/2003 que institui como obrigatório o ensino de História da África e Afrobrasileira em todos os níveis. Isso garante que os alunos dos diversos cursos tenham a consciência do seu protagonismo na história.</p>
<p>- Não adianta fazer demagogia, existe um histórico de problemas educacionais relacionados aos negros. Acho incrível a iniciativa de uma faculdade que valoriza a nossa cor, por isso escolhi estudar aqui &#8211; diz a aluna de direito Fernanda Silva, de 23 anos.</p>
<p>Além de Direito, por lá, os alunos podem cursar Administração, Tecnologia em Transportes e Pedagogia. Os alunos garntem que o campus da faculdade é um espaço aberto de discussões dos mais variados temas que levam a uma reflexão mais profunda sobre questões como cinema, livros, dança, teatro, etnia, raça, etc.</p>
<p><span>Em 2011, festejando o ano internacional do afro-descente, a faculdade abaixo o preço da mensalidade do curso de Pedagogia em quase metade.</span><span> O reitor José Vicente defende a liberdade pela educação.</p>
<p>- É este o princípio que norteia nossas iniciativas, que sustenta nossas certezas e nos move em direção ao futuro. É a partir de uma comunidade consciente e organizada que construiremos a verdadeira cidadania e, a partir desta, o desenvolvimento capaz de abraçar a todos os brasileiros. A formação desta sociedade não pode continuar excluindo a maior parcela da população brasileira e nem condenando os afrodescendentes brasileiros a ficar “pelo caminho”, fora das universidades e longe dos melhores postos de trabalho. Investir na formação de novos professores é nosso desafio.</span></p>
<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/faculdade-zumbi.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4502" title="faculdade-zumbi" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/02/faculdade-zumbi.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a>Em 2007, a instituição formou 126 alunos em Administração, na primeira formatura da Zumbi, que contou com o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, como patrono.<br />
Já em 2008 os formandos do curso de Administração, um total de 241 alunos, tiveram como patrono o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Glória Maria e Daiane dos Santos foram as paraninfas.</p>
<p>Em parceria com a ONG Afrobras, os alunos também garentem sua inserção no mercado de trabalho, através de empresas parceiras do Programa de Estágios. Os alunos também criaram projetos inovadores como a TV Zumbi e o Zumbi News, veículos que mostram novidades do mundo acadêmico, notícias importantes e matérias sobre consciência negra.</p>
<p>O vestibular está com inscrições abertas. Para mais informações, acesse: &lt;<a href="http://zumbidospalmares.edu.br/" target="_blank">zumbidospalmares.edu.br</a>&gt;</p>
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		<title>A cidade mais metal do mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 19:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há dois anos, a Austrália foi surpreendida com uma estranha notícia. Uma pequena comunidade aborígene isolada nas profundezas do Norte da Austrália, estava sendo assolada por conflitos sanguinários entre gangues ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/gangues-layermob.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4467" title="gangues-layermob" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/gangues-layermob.jpg" alt="" width="670" height="600" /></a>Há dois anos, a Austrália foi surpreendida com uma estranha notícia. Uma pequena comunidade aborígene isolada nas profundezas do Norte da Austrália, estava sendo assolada por conflitos sanguinários entre gangues locais. O governo australiano chegou a cogitar o envio de tropas do exército para cessar a discussão.</p>
<p>Mas, acredite ou não, o que realmente deixou os australianos perplexos é que a cidade, chamada Wadeye, estava dividida entre gangues cujos nomes homegeiam bandas de heavy metal, como Judas Priest, Evil Warriors, Slayer, Iron Maiden, entre muitas outras.</p>
<p>O fato curioso tem as suas justificativas. Mais da metade da população tem menos de 20 anos. Some isso ao fato de que até poucos anos atrás não existia ensino secundário na cidade (mesmo hoje, a frequência escolar é abaixo de um terço da população em idade escolar), o que gerou um monte de adolescentes entediados vagando pelas ruas sem nada para fazer.</p>
<p>A estranha solução encontrada pelos moradores foi alugar uma caminhonete com uma jaula na caçamba que roda a cidade recolhendo a molecada. Para convencer os alunos a estudar, construíram uma piscina na escola, e a regra era: &#8220;sem escola, sem piscina&#8221;. As coisas melhoraram por um tempo, até que a istituição ficou superlotada — as classes eram pequenas demais para lidar com a enxurrada de estudantes que queriam nadar. A nova solução? Desencorajar os adolescentes a frequentarem a escola. Bem-vindo a Wadeye.</p>
<p>Tudo na cidade (banco, parede, porta&#8230;) tem os nomes, marcas e lemas das gangues arranhados ou rabiscados. Em todos os bairros, ruas inteiras estão marcadas com enormes “Iron Maiden” e “Judas Priest” para deixar bem claro no pedaço de quem você está.</p>
<p>Como consequência, a violência nas ruas também é grande. O índice de agressão contra as mulheres é muito alto, e há casos de meninas de 24 anos que já são avós.</p>
<p>O porquê de tanta confusão? O líder da gangue Judas Priest diz, sem qualquer tipo de ironia, que aquela confusão gigantesca começou porque membros da gangue afirmaram que o Rob Halford era o melhor cantor de heavy metal de todos os tempos, e os outros discordaram.</p>
<p>Nos anos 30, quando foi fundada como uma missão católica, Wadeye chamava-se Port Keats. A cidade ainda mantém as tradições católicas, mas também pratica as crenças espirituais aborígenes. Para eles, Jesus é negro e a molecada usa camisetas satânicas de heavy metal e rosários pendurados no pescoço. Por lá, é comum, por exemplo, uma cena como esta: o batismo de um recém-nascido na igreja local. O heavy metal vindo da vizinhança abafa a bênção do padre, e o pai da criança usa uma camiseta do Anthrax, com os dizeres “Siga-me e morra!”.</p>
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		<title>Dados mostram que jovem negro morre mais do que jovem branco</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 11:32:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cada branco, de 15 a 24 anos, que morreu em 2008, morreram, proporcionalmente, mais de dois negros. Os dados são do Mapa da Violência divulgado este ano pela Universidade ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/jovem-negro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4457" title="jovem-negro" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/jovem-negro-300x215.jpg" alt="" width="300" height="215" /></a>A cada branco, de 15 a 24 anos, que morreu em 2008, morreram, proporcionalmente, mais de dois negros. Os dados são do Mapa da Violência divulgado este ano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<br />
O Mapa da Violência aponta ainda que este quadro só tende a se agravar, já que, de 2002 a 2008, caiu em 30% o número de mortes entre jovens brancos, enquanto entre jovens negros subiu 13%.<br />
“Os negros e as negras são percebidos em nosso país como suspeitos criminosos principais”, afirmou a representante da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), Anhamona Silva de Brito, que aponta o racismo como a causa principal da violência contra os negros. “Essa estigmatização autoriza a violência contra o negro, inclusive por parte do Estado.”<br />
O deputado Edson Santos (PT-RJ) afirmou que, para resolver o problema da violência contra o jovem negro, deve-se não apenas reforçar o aparato de segurança do Estado, mas promover ações que garantam os direitos e a cidadania do jovem negro.<br />
Segundo o deputado, a violência dos agentes policiais contra jovens negros, que sofrem com o estigma de serem sempre considerados suspeitos principais, é uma herança da sociedade escravocrata.<br />
Outra causa apontada para a violência contra os jovens negros é a desigualdade social. Segundo indicadores sociais, diferenças de analfabetismo, escolaridade e pobreza em relação a jovens brancos também são um dos motivos pelas taxas. Para Anhamona Silva de Brito, as políticas públicas para o combate à violência contra jovens negros devem envolver não apenas medidas de segurança pública, mas também ações educacionais, de saúde e de qualificação profissional, por exemplo.</p>
<p>A representante da Sepir anunciou que um grupo interministerial vai avaliar as causas e consequências da violência contra jovens negros e começará a trabalhar em 2012, sob a coordenação da Secretaria-Geral da Presidência da República.<br />
“Espero que políticas públicas casadas dos ministérios, por meio de um plano nacional, sejam resultado do trabalho do grupo”, afirmou. Segundo ela, a elaboração de um plano nacional de combate à violência contra jovens negros está prevista no Plano Plurianual (PPA) 2012/2015.<br />
A socióloga Helena Abramo, representante da Secretaria Nacional de Juventude afirmou que o combate à violência contra o jovem negro será prioridade na atual gestão do órgão. Segundo a socióloga, os problemas que mais afetam os jovens brasileiros são a violência e o desemprego, os quais atingem os jovens negros com ainda mais intensidade.<br />
A assessoria da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, informou que a secretaria promove periodicamente cursos de capacitação para os policiais federais, nos quais o tema do racismo e da igualdade racial é um dos focos.</p>
<p>Com informações da Agência Câmara</p>
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		<title>África do Sul luta para combater a Aids</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:09:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O continente africano continua sendo o que registra o maior número de casos de Aids no mundo. A doença se alastrou por anos em todos os países, devido à miséria ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/áfrica-do-sul-aids.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4424" title="áfrica-do-sul-aids" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/áfrica-do-sul-aids-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>O continente africano continua sendo o que registra o maior número de casos de Aids no mundo. A doença se alastrou por anos em todos os países, devido à miséria e pobreza das populações. A África do Sul, o país mais desenvolvido do território é recordista de casos. Dados divulgados recentemente pelo governo mostram que o problema está longe de ter um final feliz, porém, providências estão sendo tomadas.</p>
<p>Em toda a África do Sul, o HIV é responsável por quase metade de todas as mortes. Um último relatório divulgado pelo governo em 2011 mostra que das 591 mil pessoas que morreram no país em um ano, 258 mil sucumbiram a essa doença. A Aids tem sido muito mais mortífero do que foi o regime racista do apartheid, por exemplo.</p>
<p>Durban é a maior cidade da província de Kwazulu-Natal, a que tem maior número de pessoas com HIV dentro do país com mais portadores da doença no mundo. Um levantamento de 2008 indica que 15,8% da população da província está infectada, índice mais de 30 vezes maior que no Brasil. A expectativa de vida em Kwazulu-Natal não chega a 53 anos.</p>
<p>A cultura zulu é, por uma série de circunstâncias, uma facilitadora da doença. Nas áreas rurais, a estrutura social ainda é patriarcal. Os homens podem se relacionar com muitas mulheres. Ao mesmo tempo, os casos de violência contra as mulheres são frequentes. Fazendo sexo, consensualmente ou não, muitas delas acabam infectadas. Não somente na África do Sul, mas em todos os países africanos que adotam a cultura.</p>
<p>Apesar do quadro crítico, ainda há otimismo graças ao maior acesso aos coquetéis de medicamentos antirretrovirais, aos quais agora 1 milhão de pessoas têm acesso no país.</p>
<p>“Ainda assim, para cada pessoa que recebe tratamento com antirretrovirais, duas são infectadas. Isso é um desastre de saúde pública”, diz a professora Helen Rees, da Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, a uma rádio local.</p>
<p>Calcula-se que haja 5,6 milhões de soropositivos em um total de cerca de 50 milhões de habitantes na África do Sul e 2 milhões de crianças órfãs por causa da doença. Grande parte delas também está contaminada.</p>
<p>Hospitais locais, como o Hospital McCord estão desenvolvendo programas e tratamentos para cuidar dos pequenos pacientes, que hoje, não são mais preparados para a morte. “Aqui eles aprendem a como viver tendo HIV”, diz uma assistente-social.</p>
<p>As opiniões controversas do ex-presidente Thabo Mbeki, que governou de 1999 a 2008, sobre a Aids, também foram um fator para que o país chegasse a este estado. Ele questionava a ligação entre o vírus HIV e a doença Aids, além de não estar convencido da importância dos antirretrovirais.</p>
<p>Seu governo encorajou por muito tempo um modo de vida saudável, recomendando, por exemplo, o consumo de legumes, em vez do uso de medicamentos contra a doença. Os antirretrovirais não chegavam aos mais pobres e milhares morreram desnecessariamente.</p>
<p>O atual presidente da África do Sul, Jacob Zuma, deve apresentar no começo deste ano um novo plano estratégico de combate à Aids. Os números assustam, mas a esperança de controlar a doença também é grande.</p>
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		<title>Anderson Silva revela que foi vítima de racismo</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 15:42:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Campeão dos médios do UFC, Anderson Silva se consolidou como um dos lutadores mais conhecidos do mundo. Mas a vida do Aranha nem sempre foi assim. Em entrevista à revista ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/anderson-silva-racismo.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4415" title="anderson-silva-racismo" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/anderson-silva-racismo.jpg" alt="" width="298" height="316" /></a>Campeão dos médios do UFC, Anderson Silva se consolidou como um dos lutadores mais conhecidos do mundo. Mas a vida do Aranha nem sempre foi assim. Em entrevista à revista ESPN, ele contou que já foi vítima de preconceito na juventude e relembrou de quando ainda trabalhava em uma lanchonete de Curitiba.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Um cara perguntou se tinha alguém para atendê-lo. Respondi: ‘Estou aqui para lhe atender’. Ele falou que não queria ser atendido por um negro. Chamei o meu gerente, expliquei a situação e ele falou que o senhor seria atendido por mim ou não seria atendido por ninguém. O cara saiu bufando da lanchonete”, afirmou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anderson Silva também falou à revista sobre a época em que era criança e admitiu ter sido um menino levado. Além disso, comentou que ainda carrega essa personalidade no momento dos combates.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Sempre gostei de uma encrenca como todo o moleque arteiro. Era pequeno, magrelo e muito folgado, então sempre tomava um ‘pedala, Robinho’. Comecei a treinar e fiquei mais folgado ainda”, completou o Aranha.</p>
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		<title>Haroldo Costa é tema de exposição no Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 16:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem tem samba no pé, não pode perder a exposição “Haroldo Costa – Samba e outras coisas”, em cartaz no Teatro Sesi Centro, que homenageia o sambista, ator, diretor e ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/haroldo-costa.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4411" title="haroldo-costa" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/haroldo-costa-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Quem tem samba no pé, não pode perder a exposição “Haroldo Costa – Samba e outras coisas”, em cartaz no Teatro Sesi Centro, que homenageia o sambista, ator, diretor e comentarista. A mostra traz a história de um dos maiores nomes da música popular brasileira, com toda sua poesia, canção e musicalidade.<br />
O sambista, também jornalista e historiador, faz parte da trajetória musical brasileira, tendo atuado como comentarista em desfiles de escolas de samba por diversos carnavais.<br />
No evento, serão expostas fotografias inéditas do artista, especialmente as tiradas durante a década de 50, como as da turnê Brasiliana, e a primeira apresentação de &#8220;Orfeu da Conceição&#8221; no Theatro Municipal. A entrada é franca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>Quem foi Haroldo Costa</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Haroldo Costa nasceu no Rio de Janeiro, capital, em 21 de maio de1930. Filho de Luiz Costa e dona Eurides Costa. Ele é casado com Maria Luiza Marinho Costa. Estudou bastante, mas trabalhou cedo. Foi balconista de livraria. Na década de 50, entrou para  o Teatro Experimental do Negro. Atuou na peça &#8220;O Filho Pródigo&#8221;, de Lúcio Cardoso. Por cinco anos viajou pelo mundo, com a Companhia de Dança Brasiliana. Ele foi um dos fundadores, diretor artístico e bailarino dessa companhia. Em 1962, já no Brasil, protagonizou no teatro: &#8220;Orfeu do Carnaval&#8221;. Fez também o &#8220;O Auto da Compadecida&#8221;, de Ariano Suassuna.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 1958, aos 18 anos, roteirizou e dirigiu o filme: &#8220;Pista na Grama&#8221;. Fez ainda os filmes: &#8220;Cléo e Daniel&#8221;, &#8220;Deu no New York Times&#8221; e &#8220;Rua Alguém 555&#8243;. Em 1959 passou a trabalhar na TV Tupi do Rio de Janeiro, fazendo &#8220;Vesperal Trol&#8221;. Passou para a TV Continental, como diretor. Seguiu sua carreira como diretor de shows. Foi também comentarista dos desfiles de carnaval das redes Tupi, Excelsior e Manchete.<br />
Na TV Manchete apresentou os programas &#8220;Na Passarela do Samba&#8221;, &#8220;Botequim do Samba&#8221;, &#8220;Feras do Carnaval&#8221;, &#8220;Esquentando os Tamborins&#8221;, &#8220;Jornal do Carnaval&#8221;, &#8220;Debates de Carnaval&#8221;. Especializou-se em samba, tanto que até hoje é contratado pela Rede Globo de Televisão, para comentar o carnaval.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Haroldo Costa é também escritor. Tem sete livros publicados: &#8220;Fala Crioulo&#8221;, &#8220;100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro&#8221;, &#8220;Salgueiro: Academia do Samba&#8221;, &#8220;Na Cadência do Samba&#8221;, &#8220;Salgueiro: 50 Anos de Glória&#8221;, &#8220;As Escolas de Lan&#8221; e &#8220;Ernesto Nazareth: Pianeiro do Brasil&#8221;.<br />
Haroldo Costa foi ainda ator de filmes e peças de teatro como: &#8220;Pluft, o Fantasminha&#8221;; &#8220;Rifa-se uma Mulher&#8221;; &#8220;Meu Pai&#8221;; &#8220;Casa de Areia&#8221;. E fez participações em emissoras de TV. Fez na Manchete: &#8220;Kananga do Japão&#8221;; &#8220;Pantanal&#8221;. Na Rede Globo: &#8220;Você Decide&#8221;, &#8220;Chiquinha Gonzaga&#8221;; &#8220;A Diarista&#8221;. E na Rede Bandeirantes: &#8220;Idade da Loba&#8221;. Em 2005 Haroldo Costa interpretou ele mesmo em &#8220;Samba on Your Feet&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após recesso, a exposição volta em 10 de janeiro e permanece em cartaz até o dia 27. Horário de funcionamento: de terça a sábado, das 11h às 21h.</p>
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		<title>Racismo marcou presença no futebol em 2011</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 15:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/racismo-no-futebol1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4407" title="racismo no futebol" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/01/racismo-no-futebol1-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a>O ano de 2011 foi marcado por diversos casos de racismo no futebol, tanto dentro, quanto fora do país. A prática não é nenhuma novidade dentro do esporte, mas, este ano, os casos foram tantos que a CBF chegou a nomear a última rodada do campeonato brasileiro como a rodada anti-racismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A discussão foi grande também no futebol europeu. Um dos casos é o do lateral esquerdo Edimar, que sofreu insultos da torcida adversária durante jogo do Campeonato Grego entre a sua equipe, o Xanthi Skoda, e o PAS Giannina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Único jogador negro do Xanthi, Edimar ouviu imitações de macaco vindas da torcida rival a cada vez que pegava na bola durante a partida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Isso nunca tinha acontecido comigo. É muito frustrante, sou uma pessoa como outra qualquer. Toda hora que eu pegava na bola eles imitavam o barulho de um macaco&#8221;, afirmou o lateral em entrevista ao <strong>UOL Esporte.</strong><strong></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Apesar disso, o presidente da Fifa </strong>Joseph Blatter também deu o que falar causou revolta em diversos jogadores mundo afora ao dizer que não existe racismo no futebol. Segundo ele, os jogadores alvos de atos racistas deveriam relevar os insultos em campo. Dias mais tarde, o cartola se desculpou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os jornais ingleses também estamparam suas manchetes em 2011 com casos de racismo no futebol. Duas estrelas da Premier League, o inglês Perry do Chelsea e o uruguaio Suarez do Liverpool, são acusadas de insultos racistas contra adversários negros. Racismo na Inglaterra é crime, e por isso a polícia está investigando os casos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O carioca Vasco da Gama, primeiro time a aceitar negros no Rio de Janeiro também fez a sua parte e inaugurou uma campanha social contra o preconceito e o racismo no futebol. O rei Pelé também deu os seus pitacos, e afirmou que não há racismo no futebol, apenas casos isolados. Muitos discordam.</p>
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		<title>Ateus negros se unem contra a discriminação</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 10:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ronnelle Adams saiu do armário para sua mãe duas vezes, primeiro sobre sua homossexualidade, e em seguida, sobre o seu ateísmo. &#8220;Minha mãe é muito devota&#8221;, disse Adams, 30 anos, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/mark-hatcher-negro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4371" title="mark hatcher-negro" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/mark-hatcher-negro-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>Ronnelle Adams saiu do armário para sua mãe duas vezes, primeiro sobre sua homossexualidade, e em seguida, sobre o seu ateísmo. &#8220;Minha mãe é muito devota&#8221;, disse Adams, 30 anos, morador de Washington, que publicou o livro infantil ateu Dores e Rezar, mas que na escola havia pensado em se tornar um pastor batista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Ela começou a me contar sobre seus problemas com a homossexualidade, que eram, naturalmente, relacionados com a Bíblia&#8221;, disse. &#8220;&#8216;Eu não me importo o que a Bíblia diz sobre isso&#8217;, eu disse a ela, e ela perguntou por quê. &#8216;Eu não acredito mais nessas coisas&#8217;. Houve um silêncio. Ela estava perturbada. Ela me disse que estava mais preocupada com isso do que com o fato de eu ser gay.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso foi em 2000 e Adams não encontrou outros ateus negros em Washington até 2009, quando encontrou um grupo no Facebook chamado Black Atheists, que imediatamente chamou a sua atenção. &#8220;Eu pensei, &#8217;100 ateus negros? Uau!&#8217;&#8221;, disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos dois anos seguintes, o Black Atheists (Negros Ateus, em tradução literal) cresceu para 879 membros, confessionários no YouTube atraíram milhares de pessoas, blogs como o &#8220;Godless and Black&#8221; ganharam seguidores e centenas mais se juntaram a grupos do Facebook como Black Atheist Alliance (Aliança de ateus negros) (524 membros) para compartilhar suas lutas com a sua &#8220;exposição&#8221; sobre o seu ateísmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sentindo-se isolados de amigos e de suas famílias religiosas, e excluídos do que significa ser afro-americano, esses indivíduos se voltam para esses sites para procurar conselhos e compreensão, com alguns deles chegando a marcar encontros. E tendo se beneficiado do incentivo online, organizações como a African Americans for Humanism (Afro-americanos para o humanismo) e a Center for Inquiry-Harlem têm estado presentes nos encontros de grupos, e outras como a Black Atheists of America (Ateus Negros da América) e a Black NonBelievers (Negros que não creem) foram fundadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em geral, os afro-americanos são extremamente religiosos, mesmo dentro de um país conhecido por seu alto grau de fé, como os Estados Unidos. De acordo com a Pesquisa do Panorama Religioso dos EUA do Pew Forum, realizada em 2008, 88% dos afro-americanos acreditam em Deus com absoluta certeza, em comparação com 71% da população total, com mais da metade dos seguidores atuantes em serviços religiosos pelo menos uma vez por semana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enquanto alguns membros do clero negro lamentam a perda de paroquianos para mega-igrejas como a de Rick Warren, muitas vezes é dado como certo que os afro-americanos participem do serviço religioso. O Islã e outras religiões são representadas na comunidade negra, mas com o pressuposto de que os afro-americanos são religiosos vem a expectativa de que eles sejam cristãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Esse é o ponto de partida, quando eles perguntam qual igreja você frequenta&#8221;, disse Linda Chavers, 29, uma estudante graduada de Harvard. A questão vem à tona entre os jovens profissionais negros com seus colegas, casualmente, em um bate-papo entre as aulas e o namoro. &#8220;No começo, eles acham que é porque eu não encontrei uma religião, e dizem, &#8216;Oh, eu sei de algumas igrejas interessantes&#8217;, e eu não sei uma boa maneira de dizer que eu simplesmente não estou interessada &#8220;, disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo entre aqueles afro-americanos que não têm qualquer tipo de filiação religiosa, mais de dois terços dizem que a religião desempenha um papel importante em suas vidas, de acordo com o Pew. E alguns afro-americanos não crentes frequentam a igreja apenas por tradição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os fóruns de discussão desses grupos no Facebook muitas vezes se tornam sessões de terapia, e como administrador do Black Atheist Alliance , Mark Hatcher se considera um conselheiro. &#8220;Meu conselho geralmente é que eles saibam que você entende a sua religião e no que acreditam, mas você tem que tomar uma posição&#8221;, disse.</p>
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		<title>Negros ocupam teatros do Rio de Janeiro com musicais</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 15:03:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Galanga
Os negros invadiram os palcos cariocas. Ao longo do mês de dezembro e no início de janeiro, três espetáculos, todos musicais, estão dando o que falar.
&#160;
“Galanga, Chico Rei” e “Missa ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4364" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/galanga.jpg"><img class="size-medium wp-image-4364" title="galanga" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/galanga-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Galanga</p></div>
<p>Os negros invadiram os palcos cariocas. Ao longo do mês de dezembro e no início de janeiro, três espetáculos, todos musicais, estão dando o que falar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Galanga, Chico Rei” e “Missa dos Quilombos” contam histórias da resistência negra. A primeira peça mostra a vida de um rei do Congo, que se torna herói no Brasil. Já o segundo – com canções de Milton Nascimento -, mostra a dura realidade dos negros nos quilombos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fechando com chave de ouro, o mais comentado musical da cidade, “Tim Maia” segue a todo vapor no Teatro Oi Casagrande.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Conheça mais detalhes sobre cada um dos espetáculos:</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Galanga, Chico Rei</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Com texto e músicas de Paulo César Pinheiro, o diretor João das Neves traz o musical “Galanga, Chico Rei” para traçar a história de vida de Chico, rei de uma tribo do Congo que é trazido como escravo para o Brasil e torna-se herói.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ritmo apresentado no palco é a congada – bailado dramático tradicional em vários estados, principalmente em Minas Gerais – que é acompanhado pelos figurantes através de cantos, danças, cortejos, cavalgados, levantamento de mastros e muita música. Através da música, a encenação também aborda a história tradicional do Brasil sob a identidade afro-brasileira e a trajetória de Chico do Congo às terras brasileiras. Para compor a cenografia, o palco toma forma de um quartel de congadeiro, local onde são realizadas festas e cerimônias, apresentando o congado e suas coreografias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor de “Galanga, Chico Rei”, Paulo César Pinheiro conta que o espetáculo propiciou um aprofundamento histórico para ele e para o público. “Do famoso Chico Rei, nossa história oficial não conta muita coisa. Não existem documentos a seu respeito. Há romances que são inventados, mas a história de Chico Rei é verdadeira na medida em que ela representa coisas acontecidas com muitos negros escravos”, diz. “Este espetáculo resgata o mito pela figura do Pai Grande que conta a história de Chico Rei aos jovens congadeiros, evocando e valorizando a tradição oral para a reconstrução de nossa história”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No musical, é possível conferir sete canções exclusivas de Paulo César Pinheiro, além de três que não são inéditas, nas quais realizou parceria com Sergio Santos. Todas são encenadas pelos atores Maurício Tizumba, Alysson Salvador, Bia Nogueira, Denilson Tourinho, Evandro Passos, Everton Coroné, Felipe Gomes, Kátia Araccelle, Lucas Costa, Maíra Baldaia e Rodrigo Jerônimo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Missa dos quilombos</strong></p>
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<p>Visto por mais de 65 mil espectadores, sucesso de crítica, Missa dos Quilombos é um manifesto abolicionista de todas as escravidões e é um convite ao respeito à diversidade das manifestações religiosas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com músicas de Milton Nascimento, textos de Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra e direção geral de Luiz Fernando Lobo, Missa dos Quilombos traz a história dos negros no Brasil misturando o rito católico com as expressões da cultura afro-brasileira. Com direção musical de Túlio Mourão e direção de percussão de Robertinho Silva, o musical conta com 31 artistas em cena e canta os novos Quilombos, as novas formas de resistência, as novas utopias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/tim-maia-teatro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4365" title="tim-maia-teatro" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/tim-maia-teatro-300x146.jpg" alt="" width="300" height="146" /></a>Tim Maia – Vale Tudo</strong><br />
O musical dirigido por João Fonseca conta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. Tim Maia, conhecido pela irreverência, o bom humor e, infelizmente, também pelos problemas com o abuso do uso de drogas e álcool, apontado como principal motivo para a morte prematura, aos 55 anos, em 1998.<br />
O espetáculo estrelado por Tiago Abravanel, de apenas 23 anos, relata a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas &#8211; uma delas teve como integrante o atual &#8220;Rei&#8221; Roberto Carlos &#8211; e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90.<br />
Ao longo da peça, o público poderá cantar junto hits como &#8220;Vale tudo&#8221;, &#8220;Não quero dinheiro&#8221;, &#8220;Chocolate&#8221;, entre outras faixas conhecidas não apenas do Leme ao Pontal, mas também do Oiapoque ao Chuí.</p>
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		<title>Papai Noel também pode ser negro !</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 08:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Barba branca, pele clara rosada, a roupa vermelha e uma barriga saliente. A imagem “clássica” do bom velhinho já está mais do que presente nos shoppings, lojas e ruas durante ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/papai-noel-negro-marco-antônio-rocha1.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4342" title="papai-noel-negro-marco-antônio-rocha" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/papai-noel-negro-marco-antônio-rocha1.jpg" alt="" width="270" height="169" /></a>Barba branca, pele clara rosada, a roupa vermelha e uma barriga saliente. A imagem “clássica” do bom velhinho já está mais do que presente nos shoppings, lojas e ruas durante o período natalino. Mas algumas pessoas que fogem da descrição ideal do Papai Noel também vestem a roupa vermelha e o gorro para animar as crianças.</p>
<p>A figura é inspirada em São Nicolau, um bispo que gostava muito de crianças. Ele costumava ajudar pessoas pobres e deixar saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas no século IV. O estereótipo de São Nicolau era branco, gordinho e usava bigode e barba.</p>
<p>Em um país de diversidade racial como o Brasil, o Papai Noel também é interpretado por pessoas que não são parecidas a descrição. O despachante fiscal Marco Antônio Rocha, de 55 anos, veste a roupa do bom velhinho há oito anos para trabalhar em um banco na Avenida Paulista, no Centro. Negro, ele usa uma barba grisalha para compor o personagem.</p>
<p>- As crianças perguntam por que a barba não é branca e respondo que sou o mais novo -, diz, rindo. Ele conta que as crianças adoram tirar fotos com o Papai Noel negro, justamente porque é novidade. “É o que chama mais atenção da criançada”, afirma.</p></div>
<div></div>
<div>Mas estar fora do padrão não é fácil.</div>
<div></div>
<div>- Os papais noéis diferentes passam por dificuldade para se enquadrar no mercado dos shoppings. Hoje, até aqueles com barba artificial são rejeitados. O público espera o Papai Noel tradicional. E ele é branco -, diz Sílvio Ribeiro, dono de um curso de papais noéis em São Paulo.</div>
<div></div>
<div>As crianças, porém, também se encantam pelo diferente. Deyves Hadward Júnior, de 32 anos, ficou paraplégico aos 27 anos e se veste como o bom velhinho pelo primeiro ano. Hadward conta que os pequenos adoram tirar fotos com ele por causa do tamanho. “Olha, eu também sou pequenininho”, diz para as crianças mais tímidas.</div>
<div></div>
<div>O surfista – sim, ele ainda pega onda – conta a satisfação que tem ao trabalhar com crianças. “No primeiro dia, fui chorando embora. O abraço delas fala tudo”, afirma. Para o surfista, elas não têm preconceito em relação à figura do velhinho. “Não importa, desde que seja Papai Noel”, afirma.</div>
<div></div>
<div>Já o professor de artes Daniel Bocchi, de 29 anos, assumiu sua magreza e se tornou um dos papais noéis mais esguios de São Paulo. “Eu não coloco enchimento porque Papai Noel muito gordo não passa pela chaminé”, brinca. Com 1,92m e 92 kg, o cinto do professor precisou de um furo extra para fechar na cintura.</div>
<div></div>
<div>Ele defende que as pessoas precisam deixar de imaginar que o bom velhinho tem uma imagem padrão. “Papai Noel não é o gordinho de olho azul e barbinha branca. Eu amo isso aqui. O meu sonho era ser Papai Noel”, conta.</div>
<div></div>
<div>Negro, magro ou paraplégico, interpretar o Papai Noel é uma emoção para todos eles. “O maior prazer é ver a alegria das crianças”, diz Marco Antônio Rocha.</div>
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