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	<title>Revista Afro &#187; Social</title>
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	<description>Afro até no nome !</description>
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		<title>Veríssimo encenado por jovens negros</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 11:04:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/Miguel-Ribeiro-espetáculo-Tabajaras.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4331" title="Miguel Ribeiro - espetáculo Tabajaras" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/12/Miguel-Ribeiro-espetáculo-Tabajaras-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Cerca de 70 jovens de 15 a 21 anos da comunidade carioca do Tabajaras estão em cartaz pelo Rio de Janeiro com o espetáculo &#8220;A vida é uma comédia&#8221;, com esquetes cômicos baseados em textos de Luis Fernando Verissimo. O grupo é responsável por toda a produção: interpretação, cenografia, iluminação, e por aí vai!</p>
<p>Um dos protagonistas da peça é o ator Miguel Ribeiro, de 18 anos, que já trabalhou com o tráfico de drogas na favela em que morou dos 12 aos 16 anos. Até então, não havia espaço para a comédia na sua vida.</p>
<p>— Comecei a portar arma com 12 anos e entrei para a boca de fumo aos 14. Não queria ser bandido, mas achava os fuzis bonitos e gostava de trocar tiro. Chegava a ganhar R$ 400 por dia, e isso ia me iludindo. Quase morri três vezes e vi um amigo ser morto aos 15 anos. Quando completei 16, percebi que aquilo não era vida para mim, entreguei minhas armas e saí. Os bandidos entenderam que eu era um cara sonhador e aceitaram. Meu maior sonho é brilhar na TV, e o teatro está me ajudando a focar nos meus objetivos — conta Miguel, que tem como ídolo o comediante Eddie Murphy.</p>
<p>Ele deu os primeiros passos no palco de um teatro graças ao projeto Passageiro do Futuro, que em 10 anos formou artisticamente cerca de mil jovens em comunidades de Rio das Pedras, Vila Kennedy, Água Santa, Vila Aliança, Bangu, Del Castilho e Andaraí. Antes de montar a peça, os participantes frequentam oficinas de sonorização, iluminação, maquiagem, figurino, cenografia, expressão corporal e interpretação. Depois que a temporada do espetáculo é encerrada, a ideia é que eles entrem no mercado de trabalho.</p>
<p>— O Miguel é um talento a ser lapidado. Continuamos monitorando os alunos mesmo quando as peças acabam. Com as redes sociais, ficou muito mais fácil contactá-los para avisar de oportunidades, como cursos gratuitos e novas produções. A ideia não é apenas tirar jovens do tráfico, mas democratizar o acesso à cultura. Mesmo que não tenham envolvimento com o tráfico, cada um tem seu drama — explica Juliana Teixeira, idealizadora e coordenadora do projeto.</p>
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		<title>Agência de redes para a juventude</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 13:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/Agencia-de-redes-juventude.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4156" title="Agencia-de-redes-juventude" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/11/Agencia-de-redes-juventude-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>O projeto &#8220;Agência de redes para a juventude&#8221;, que abrange cinco comunidades do Rio de Janeiro, oferece aos jovens da periferia oficinas artísticas e conexões com o intuito de que eles criem projetos para beneficiar seu próprio território.</p>
<p>— Há oficinas para 300 jovens de comunidades cariocas. No final, vamos selecionar trabalhos que serão postos em prática — conta Marcus Vinicius Faustini, autor do projeto da agência.</p>
<p>Os trabalhos criados por jovens da comunidade do Borel já estão em fase de seleção. E nos próximos meses começa o processo de execução. Durante esse período, eles vão postar as novidades em 300 blogs.</p>
<p>Faustini trouxe da infância a inspiração para o projeto. Criado em um conjunto habitacional em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, ele rejeita o clichê de que os meninos e meninas de comunidades são carentes.</p>
<p>— Acredito nos jovens como potências e protagonistas de suas próprias ideias — destaca.</p>
<p>O projeto engloba cinco comunidades do Rio: Batan, Borel, Cantagalo, Chapéu Mangueira, Cidade de Deus e Providência. Na primeira etapa, já encerrada, o objetivo consistia em estimular a criatividade dos participantes. Dois projetos de cada região foram selecionados e cada um deles vai contar com uma verba de R$ 10 mil para a execução.</p>
<p>No estágio atual, os vencedores têm aulas em período integral aos sábados e estão aprendendo a mexer com planilhas de orçamento e previsões de custo, entre outros aspectos necessários para a apresentação de um projeto. Vencida esta etapa, a intenção é que os planos saiam do papel até o fim do ano.</p>
<p>— As ideias já existiam nos jovens, o que eles precisavam era de um programa que viabilizasse a execução desses pensamentos — afirma Diego Santos, produtor do &#8220;Agência de redes para a juventude&#8221; no Borel.</p>
<p>Para o ano que vem, os planos são ousados. Agora ocupando uma superintendência da Secretaria estadual de Cultura, Faustini quer expandir os limites do projeto para além do terceiro setor e pretende transformá-lo em política pública.</p>
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		<title>Jovem negro deverá ser prioridade do ProJovem</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 11:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/jovem-negro.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4089" title="jovem negro" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/jovem-negro-300x215.jpg" alt="" width="300" height="215" /></a>A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC) afirmou, este mês, que o ProJovem Urbano deverá priorizar o jovem negro. O programa, destinado aos jovens de 18 a 29 anos, combina a formação no ensino fundamental com iniciação profissional. Atualmente, os critérios do ProJovem estão sendo revistos pelo MEC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com a assessora de imprensa do órgão, Misiara Oliveira, a qualificação profissional, prevista no programa, também deverá ser aperfeiçoada. Segundo ela, a secretaria considera essa uma das grandes fragilidades atuais do ProJovem. Além disso, também está sendo discutida a ampliação do programa para municípios com 100 mil habitantes. Atualmente, o ProJovem prevê parcerias com prefeituras de municípios com mais de 200 mil habitantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conforme os critérios atuais do programa, o aluno inserido no ProJovem Urbano recebe um auxílio mensal de R$ 100, que é pago mediante a entrega dos trabalhos escolares e frequência de 75% às aulas. Ela ressaltou ainda que principal desafio do ProJovem Urbano é garantir a elevação da escolaridade de jovens excluídos do processo educacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ProJovem Urbano nasceu vinculado à Política Nacional de Juventude e destina-se a promover a inclusão social dos jovens brasileiros de 18 a 29 anos que, apesar de alfabetizados, não concluíram o ensino fundamental. O programa busca a reinserção deles na escola e no mundo do trabalho. Para isso, além do auxílio mensal de R$ 100, oferece formação no ensino fundamental, cursos de iniciação profissional, aulas de informática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O programa está atualmente em fase de avaliação e será retomado em 2012, mas, entre 2008 e 2010, o ProJovem foi executado pela Secretaria Nacional da Juventude, que é vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com estados e municípios.</p>
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		<title>Andréia Ferreira e os Anjos do Gueto</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 21:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Ela nasceu na favela, perdeu os pais aos 14 anos, foi abusada pelo irmão e teve o marido assassinado. Separada de seu filho, foi parar na Febem por um crime ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/andreia-mf-revista-afro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3997" title="andreia-mf-revista-afro" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/andreia-mf-revista-afro.jpg" alt="" width="300" height="281" /></a> Ela nasceu na favela, perdeu os pais aos 14 anos, foi abusada pelo irmão e teve o marido assassinado. Separada de seu filho, foi parar na Febem por um crime que não cometeu. E foi na responsabilidade de ser mãe que Andrelina Amélia Ferreira &#8211; mais conhecida como Andréia MF &#8211; teve forças para mudar a sua vida e dar a volta por cima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com os filhos, ela criou o grupo de rap Mãe &amp; Filhos e desenvolve o projeto social Anjos do Gueto, que atende, sem a ajuda do Estado, mais de 32 crianças e 43 famílias. Andréia, 38 anos, nasceu na periferia da Zona Sul de São Paulo e, como muitas adolescentes, foi criada sem a presença da mãe. &#8220;Eu não tenho muito que lembrar da minha mãe, a não ser que ela era uma mulher que saía de manhã e voltava à noite&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após enfrentar muitas dificuldades, ela conheceu o segundo marido, com quem ficou casada por nove anos e teve dois filhos, Leandro e Evandro. &#8220;Costumo dizer que o Leandro me ensinou a viver, a falar eu não quero a violência&#8221;. Porém, depois de um ia de trabalho como faxineira, Andréia chegou em casa e se deparou com o limite de uma situação que já estava vivendo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Peguei meu marido usando drogas na cama e o meu filho com o rosto vermelho por ter apanhado. Foi quando eu disse: chegou a hora de guerrear!&#8221;. Ela não pensou duas vezes e, novamente foi para a rua, fugiu com os dois filhos largando tudo pra trás. &#8220;Naquele momento os bens materiais não importavam. Minha riqueza era os meus filhos&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Novamente em situação de risco &#8211; mas agora ao lado dos filhos &#8211; ela encontrou forças para mudar. &#8220;O Leandro foi o homem da casa, com sete anos começou a olhar bicicleta no supermercado. Um dia ele sentou do meu lado e falou que queria ser promotor. Meu filho teve de tudo para ser um garoto perdido, sem alimento, sem condições, só tinha o amor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O amor é a base disso tudo aqui&#8221;, explica, referindo-se a sua casa, família e ao projeto que hoje desenvolve em sua comunidade tirando<a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/andreia-mf.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3999" title="andreia-mf" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/10/andreia-mf-300x194.jpg" alt="" width="300" height="194" /></a> as crianças das ruas. É o lado bom depois de tanto sofrimento! Andréia é um exemplo, uma mulher que teve tão pouco e consegue ajudar as outras pessoas. &#8220;O Brasil é um país rico, onde as pessoas gastam muito dinheiro com viagens em Brasília e outras coisas, enquanto tem criança passando fome na favela. Eu acho uma glória uma pessoa montar oficinas de cultura e ensinar as crianças a pescarem!&#8221;, comenta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com toda essa visão crítica e a vivência da rua, quando viu sua vida minimamente estruturada ela começou a ajudar grupos de rap e logo passou a escrever algumas letras. Subir ao palco foi um passo. Com o grupo Mente Feminina chegou a abrir shows e até ganhou um festival, mas a dificuldade fez que as componentes do grupo a abandonassem. Sem parceria, pensou que seu sonho na música tivesse acabado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Foi quando em um show de rap seu filho pegou o microfone e deixou a plateia admirada com a sua voz. Novamente, a música ganhava força no caminho de Andréia. Até que o rapper Edi Rock, dos Racionais Mc&#8217;s, disse: &#8220;Por que você não continua usando a sigla MF, mas agora como Mãe e Filhos?&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E assim o grupo nasceu e foram várias apresentações pela baixada santista, chegaram até a abrir o show dos Racionais, sempre com letras conscientes, mostrando que a relação entre mãe e filhos pode existir de várias formas. Num ensaio de um grupo de rap, por exemplo. Junto ao renascimento do grupo musical, surgiu também o Projeto Social Anjos do Gueto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Além da ajuda material, Andréia transforma cada criança em um multiplicador, que acompanha outras crianças da comunidade e ajuda a resolver os problemas, além de alertar quando alguma não está frequentando a escola. Em relação à música, ela se diz fã de Elis Regina e tem uma grande identificação com a rapper carioca Gizza &#8211; ainda não conseguiu gravar, porém, o mais importante para ela já está se realizando: ajudar a comunidade! E só quem sofreu na pele pode se sensibilizar. &#8220;Denunciei um caso de pedofilia de novo aqui. Criança é meu dever e eu sei o que é isso&#8221;, afirma a guerreira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andréia e seus dois filhos fazem do rap mais do que música, mais que um estilo de vida, fazem do Hip-Hop um exemplo de amor e resgate para a sociedade brasileira.</p>
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		<title>A imagem dos negros nos livros didáticos</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 17:28:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A escritora e doutora em educação, Ana Célia da Silva, analisou 15 publicações do ensino fundamental de diversas épocas, e chegou a algumas conclusões sobre a imagem do negro nos ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/09/livro_preconceito.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3968" title="livro_preconceito" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/09/livro_preconceito.jpg" alt="" width="300" height="240" /></a>A escritora e doutora em educação, Ana Célia da Silva, analisou 15 publicações do ensino fundamental de diversas épocas, e chegou a algumas conclusões sobre a imagem do negro nos livros didáticos. Antes de tudo, a escritora afirma perceber que, em apenas cinco delas, o negro foi retratado sem sinais de preconceito. “Na década de 80, os negros eram retratados de forma estereotipada e desumanizada. Na década seguinte, houve uma mudança significativa nessa representação, porém, ainda há preconceito”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir dos anos 90, os personagens têm status de classe média e são apresentados em atividades de lazer, interagindo com crianças de outras etnias, com nome próprio, sem aspecto caricatural, frequentando a escola, ou já adultos em profissões diversificadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Os personagens têm roupas, fardas, se abraçam, não são citados como filhos da empregada”, contou a educadora. Nos outros 10 livros, apesar de algumas mudanças, os negros estão estereotipados, há pouca interação e não vão muito à escola.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A convivência com afrodescendentes, o conhecimento sobre a cultura africana e a aprovação de leis como a 10.639 foram apontados como fatores determinantes para a mudança, segundo os ilustradores entrevistados. “Mas as críticas sobre o livro didático, a mídia, a família e as ações do movimento negro tiveram papel importante”, contou a professora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar da mudança na maneira em que são apresentados, os negros continuam sendo menos frequentes nas páginas dos livros. “É senso comum de que ainda somos minoria. Foram 1.360 ilustrações de brancos contra 151 de negros. Percebo que não é intencional por parte dos ilustradores. É um desafio a ser vencido”, afirmou a pesquisadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para a autora, a transformação mais significativa foi a desconstrução do estigma da incompetência. Em uma ilustração do livro Porta de Papel, a professora elogia o aluno Fábio depois de um trabalho. “Tirar a questão de incapacidade do negro é muito importante”, disse Ana Célia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A análise completa pode ser conferida na obra “A representação social do negro no livro didático: o que mudou? Por que mudou?”.</p>
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		<title>Projeto Kalunga Sustentável</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 17:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>angelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Será lançado na próxima semana o Projeto Kalunga Sustentável, desenvolvido pela Associação Quilombo Kalunga (AQK), com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento &#38; Cidadania. O evento ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/kalunga-sustentavel.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3759" title="kalunga-sustentavel" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/kalunga-sustentavel-300x152.jpg" alt="" width="300" height="152" /></a>Será lançado na próxima semana o Projeto Kalunga Sustentável, desenvolvido pela Associação Quilombo Kalunga (AQK), com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento &amp; Cidadania. O evento acontecerá entre os dias 22 e 25 de agosto, em Cavalcante, município goiano a 320 quilômetros de Brasília. O projeto leva desenvolvimento sustentável às comunidades Kalungas com o objetivo de melhorar a capacidade profissional e gerar novas e melhores oportunidades de trabalho para esses quilombos.</p>
<p>Durante a semana, os participantes serão apresentados à realidade das comunidades quilombolas do Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga e aos temas dos treinamentos oferecidos. Também serão promovidos debates sobre o mercado de frutos do cerrado e do turismo de natureza e cultural, bem como as políticas públicas prioritárias para os quilombolas. Haverá também o lançamento do site Quilombo Kalunga (<a href="http://www.quilombokalunga.com.br/" target="_blank">www.quilombokalunga.com.br</a>), que servirá como meio de comunicação para divulgar a cultura do povo Kalunga, seus produtos e, principalmente, os atributos naturais da região onde vivem.</p>
<p>Foram convidadas para a cerimônia de abertura a ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, e a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social. Representantes da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (<em>Conaq</em>), do Instituto Palmares, do <em>Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária</em><em> </em>(Incra), da Petrobras e da AQK também estão entre os convidados. No dia de encerramento, estarão presentes os prefeitos das cidades de Cavalcante, Teresina de Goiás e Monte Alegre, e representante do Ministério Público.</p>
<p>Na oportunidade, será apresentada a primeira série de treinamentos oferecidos aos Kalungas nas áreas de formação de lideranças, elaboração de projetos, turismo, beneficiamento dos frutos do cerrado e técnicas de cozinha e construção, buscando o resgate de práticas culturais e a criação de uma fonte de renda com práticas de baixo impacto.</p>
<p>O Projeto Kalunga Sustentável</p>
<p>O projeto atua na promoção, incentivo e fomento do desenvolvimento econômico e social das comunidades Kalungas. Além de organizar e orientar, as ações buscam a preservação e fortalecimento da cultura kalunga e a coleta dos recursos naturais de forma sustentável. O projeto pretende também oferecer subsídios na área do ecoturismo.</p>
<p>A meta é capacitar 290 quilombolas Kalungas, em dois anos, nas áreas do ecoturismo, beneficiamento e processamento dos frutos do cerrado e em gestão de projetos. De forma indireta, será alcançado um número ainda maior de pessoas, considerando que a família toda é envolvida na coleta e beneficiamento dos frutos do cerrado.</p>
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		<title>Roberto Carlos contra o racismo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 17:29:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/roberto-carlos-racismo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3740" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/08/roberto-carlos-racismo-300x291.jpg" alt="" width="300" height="291" /></a>Vítima de ofensas racistas na Rússia, o lateral-esquerdo mais admirado do Brasil, Roberto Carlos quer usar seu prestígio no futebol para lutar contra o preconceito nos estádios. O atual capitão do Anzhi vai procurar a Fifa nas próximas semanas para propor atuar como embaixador mundial da entidade na luta contra o racismo.</p>
<p>Roberto chegou ao Anzhi neste ano como maior contratação da história do futebol russo, respaldado pelo currículo repleto de títulos. Apesar do respeito e carinho da maioria dos fãs, o veterano sofreu com dois atos de racismo: torcedores do Zenit e do Krylya Sovetov jogaram e exibiram bananas na direção do lateral, de 38 anos, durante partidas contra o Anzhi.</p>
<p>- A agressão não foi só contra mim. O insulto foi comigo e com todos os meus colegas de profissão. Também foi contra todos aqueles que amam e praticam o futebol. Por isso, minha preocupação vai além do campo. Começa como pai de oito filhos. Quero que meus filhos cresçam vendo a pureza do futebol, vendo o verdadeiro poder de unificação do esporte. Isso independe dos títulos que conquistei na vida. Meu maior título é que meus filhos, e também os filhos de todos que amam o futebol, um dia possam ver a verdadeira pureza e poder de união do esporte &#8211; disse Roberto.</p>
<p>Consciente que é um dos atletas em atividade com grande poder de mobilização, o lateral espera usar seu nome para diminuir os casos de ofensas racistas nos estádios. A Rússia, que será sede da Copa do Mundo de 2018, tem um largo histórico de problemas envolvendo torcedores e jogadores negros.</p>
<p>O Zenit, atual campeão nacional, evita ter sul-americanos e africanos no time pois uma parte radical da torcida não aceitaria ver negros com a camisa do clube. Com a chegada de Roberto Carlos ao país, a repercussão dos casos de preconceito tem sido maior na imprensa internacional e o assunto passou a ser discutido com mais frequência.</p>
<p>- Vou procurar a Fifa nas próximas semanas para sinalizar o interesse do Roberto em liderar, como embaixador da entidade, um movimento contra o racismo no futebol. Vamos aproveitar o seu prestígio. O próprio futebol é a maior força de mobilização para combater o preconceito. A linguagem universal hoje não é o inglês, é o futebol. O esporte é praticado em mais de 200 países filiados à Fifa &#8211; disse Farah, empresário de Roberto Carlos.</p>
<p>Ele cita ainda o espírito democrático do futebol para aumentar a luta contra o racismo nos estádios:</p>
<p>- Um time pode ter judeu, muçulmano, católico, rico, pobre, negro, branco, amarelo&#8230; É um esporte politicamente correto, sem preconceito com sexo, etnia, religião e classe social. É o esporte com maior poder de mobilização para combater o que o próprio esporte vem vivenciando &#8211; finalizou.</p>
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		<title>Cabelo ruim ?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 10:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/cabelo-ruim.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3588" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/cabelo-ruim.jpg" alt="" width="284" height="400" /></a>Lançado em 2007, o livro “Cabelo ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar”, foi escrito pela jornalista <strong>Neusa Baptista Pinto</strong>, e em pouco tempo, se tornou item obrigatório para as crianças que sofrem com preconceito ou que apenas não entendem porque são discriminadas por ter um cabelo mais crespo do que as coleguinhas.</p>
<p>O livro, segundo a autora, integra o projeto “Pixaim: nem bom e nem ruim”, cujo objetivo é estimular a valorização dos cabelos crespos. O sucesso foi tanto que a obra já teve uma segunda edição, lançada no ano seguinte pela editora Tinta Tinta, além de adaptações para o teatro. O projeto é hoje um dos braços da Cufa &#8211; Central Única das Favelas.</p>
<p>A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central da trama, que mostra a história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceitá-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é. Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.</p>
<p>A obra hoje atingiu status de clássico é indicado para as crianças que enfrentam problemas de aceitação ou bullying, uma realidade muito viva no Brasil atual.</p>
<p>E você? Já sofreu preconceito por causa do cabelo? Comente!</p>
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		<title>As muitas ações da CUFA – Central Única das Favelas</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 14:35:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/cufa.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3528" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/07/cufa.jpg" alt="" width="352" height="264" /></a>A CUFA – Central Única das Favelas – é uma ONG, criada há mais de 10 anos, e que tem como um dos seus fundadores o rapper MV Bill, e que foi criada com o intuito de oferecer novas opções de cursos, cultura, esporte e capacitação para os jovens de comunidades. Foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressar suas atitudes e questionamentos.</p>
<p>Em 2004, a Unesco premiou MV Bill como uma das dez pessoas mais militantes no mundo na última década, e um dos trunfos para esta conquista foi a criação da CUFA. Além dele, a ONG conta com Nega Gizza, uma forte referência feminina no mundo do rap, conhecida e respeitada por seu empenho e dedicação às causas sociais. Gizza é também diretora do HUTÚZ, o maior festival de rap da América Latina, produzido pela CUFA.</p>
<p>O Hip Hop é a principal forma de expressão dos jovens da ONG e serve como ferramenta de integração e inclusão social. Atuando principalmente no Rio de Janeiro, a CUFA está presente em diversas comunidades e bairros da cidade maravilhosa, como a Cidade de Deus (onde fica sua sede), Madureira, e por aí vai.</p>
<p>Mesmo sendo um movimento que sobrevive se delineando nos guetos, cresce e se fortalece a cada dia, arrebatando admiradores de todas as camadas sócio-econômicas e deixando para trás o rótulo de “cultura do excluído”. Ao longo de sua existência, o Hip Hop vem criando um movimento forte, atraente, com grande potencial, e segue abrindo portas para novos nichos comerciais ainda não explorados.</p>
<p>A CUFA se assimila em muitos quesitos com o Afro Reggae, de José Júnior, pois é uma grande organização social, que pretende dar aos jovens munição para eles se capacitarem e guiarem suas vidas, sem o estigma de “ser da comunidade”.</p>
<p>Agindo como um pólo de produção cultural desde 1999, por meio de parcerias, apoios e patrocínios, a CUFA também atua em outros 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Entre as atividades desenvolvidas, há cursos e oficinas de DJ, break, grafite, escolinha de basquete de rua, skate, informática, gastronomia, audiovisual e muitas outras. São diversas ações promovidas nos campos da educação, esporte, cultura e cidadania, com mão-de-obra própria.</p>
<p>Entre as ações criadas pela CUFA, vale a pena lembrar do já citado HUTÚZ – único evento de grande porte e expressão focado exclusivamente no Hip Hop, sendo um marco, para esta cultura. Além dele, existe a LIIBRA – Liga Internacional de Basquete de Rua, que surgiu dentro do HUTÚZ 2003, quando jovens improvisaram jogadas de basquete com uma cesta de lixo, o que fez com que esta modalidade esportiva ganhasse espaço no HUTÚZ 2004 e um campeonato nacional em 2005.</p>
<p>A CUFA também possui a TV CUFA, um dos braços dos cursos de audiovisual para os jovens. Saiba mais detalhes em: <a href="http://www.cufa.org.br/" target="_blank">www.cufa.org.br</a>.</p>
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		<title>Isabel Filardis e a luta por um mundo melhor</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 16:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/isabel-filardis.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3337" src="http://www.revistaafro.com.br/portal/wp-content/uploads/2011/06/isabel-filardis.jpg" alt="" width="333" height="255" /></a>A bela atriz e modelo Isabel Fillardis tornou-se conhecida do grande público em 1993, quando assumiu o papel de Ritinha na novela “Renascer”. Começou a carreira como modelo, e aos poucos, enveredou para a TV. Seu último papel foi em 2008, no folhetim “Malhação”. Mas, além da carreira artística, Isabel sempre teve uma grande preocupação com as causas sociais. Consciente da força de influência que um ator exerce sobre a população, procurou aliar sua imagem a eventos que beneficiem os menos favorecidos.</p>
<p>A preocupação com a condição de miséria e degradação do meio ambiente levaram a atriz a fundar, em 2003, a ONG “Doe Seu Lixo” &lt;<a href="http://www.doeseulixo.org.br/" target="_blank">www.doeseulixo.org.br</a>&gt;, uma instituição atuante na área socioambiental e que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, ao proporcionar a redução dos impactos ambientais e gerar emprego e renda através da coleta seletiva de resíduos sólidos, doados por empresas e residências.</p>
<p>Após a criação da ONG, Isabel ficou grávida do segundo filho, Jamal Anuar, da união com o empresário Júlio César. Jamal nasceu em maio de 2003, e marcou sua vida de forma definitiva. O pequeno nasceu com síndrome de West &#8211; uma doença rara que compromete o desenvolvimento da criança e que exige um tratamento intensivo e caro. O drama teve início logo nos primeiros meses do nascimento. A luta que se seguiu depois, a atriz decidiu compartilhar numa entrevista concedida a uma revista em fevereiro de 2006.</p>
<p>A partir deste fato a história de Isabel e Jamal começa a tomar um novo rumo. Desde a publicação da revista, que inspirou novas matérias, a família não parou de receber correspondências de mães de todo o Brasil que vivem situação semelhante.</p>
<p>Sensibilizados com os diversos relatos recebidos, a atriz e o marido, Júlio César, decidiram criar a “A Força do Bem” &lt; <a href="http://www.aforcadobem.org.br/" target="_blank">www.aforcadobem.org.br</a>&gt; &#8211; um projeto que pretende beneficiar crianças que, como Jamal, necessitam de cuidados especiais e não têm condições para isso.</p>
<p>Aproveitando a estrutura já existente da “Doe seu Lixo”, decidiram criar uma coordenação denominada “A Força do Bem &#8211; Pelas Pessoas com Deficiência”, um projeto dedicado exclusivamente a promover auxílio a pessoas que necessitam de cuidados especiais, devido às deficiências: visuais, mentais, auditivas e/ou motoras, e não tenham condições para isso.</p>
<p>Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, são 16 milhões de pessoas com deficiência no Brasil; entretanto, segundo estimativas do IBGE, este número já atinge 24 milhões, não existindo dados confiáveis dessa realidade porque nunca foi realizado tal cadastro.</p>
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