Cabelo ruim ?

Lançado em 2007, o livro “Cabelo ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar”, foi escrito pela jornalista Neusa Baptista Pinto, e em pouco tempo, se tornou item obrigatório para as crianças que sofrem com preconceito ou que apenas não entendem porque são discriminadas por ter um cabelo mais crespo do que as coleguinhas.

O livro, segundo a autora, integra o projeto “Pixaim: nem bom e nem ruim”, cujo objetivo é estimular a valorização dos cabelos crespos. O sucesso foi tanto que a obra já teve uma segunda edição, lançada no ano seguinte pela editora Tinta Tinta, além de adaptações para o teatro. O projeto é hoje um dos braços da Cufa – Central Única das Favelas.

A descoberta da beleza própria e a auto-aceitação são o assunto central da trama, que mostra a história da amizade entre três meninas negras e pobres, que enfrentam as manifestações preconceituosas com relação ao seu cabelo crespo e vão, aos poucos, aprendendo a aceitá-lo, a brincar com ele e amá-lo do jeito que é. Surgem novos penteados e com eles também novas formas de ver a si e ao outro, coragem e ousadia para fazer e ser diferente.

A obra hoje atingiu status de clássico é indicado para as crianças que enfrentam problemas de aceitação ou bullying, uma realidade muito viva no Brasil atual.

E você? Já sofreu preconceito por causa do cabelo? Comente!

8 Comentários

  • Déh Responder

    04/07/2012 at 14:16

    Meu filho tem apenas 1 ano e 4 meses e já sofre preconceito de uma de suas professoras na creche, que vive perguntando quando vou cortar o cabelo do meu filho. Os cachinhos dele são lindos e não vou cortar! Amo o cabelo dele e ela não tem que opinar quanto a isso, foi muito inconveniente da parte dela. Vamos ver como será daqui pra frente.

    • juju Responder

      04/07/2014 at 2:32

      Vc está mais que certa

  • Ana Angelica Responder

    13/10/2011 at 14:47

    INFELIZMENTE O PRECONCEITO EXISTE E INFELIZMENTE EXISTIRÁ POR MUITO TEMPO OU ATÉ   ALGUEM QUESTIONAR E IR EM FRENTE EM RELAÇÃO A LIVROS DIDATICOS ENTREGUES NAS ESCOLAS, LIVROS DE HISTORIA NOS QUAIS A ESCRAVIDAO É MOSTRADA E AS VEZES EXPLICADA PELO PROFESSOR MAS E EM CASA QUANDO OS PAIS FALAM COM OS SEUS FILHOS SOBRE ISSO, ACREDITO EU QUE SE UMA CRIANÇA VÊ NO SEU LIVRO QUE UM COLEGA DE COR SEMELHANTE AO DO LIVRO APANHA E É HUMILHADO CONSEQUENTEMENTE ELE VAI FAZER OU ATÉ TENTAR É DADO UMA IMPORTANCIA A ESCRAVIDAO TALVEZ DE UMA FORMA NEGATIVA E ESTIMULADORA QUE TENHA AS FOTOS MAS QUE LOGO ABAIXO DIGA-SE A VERDADE E QUE SEJA MOSTRADO NOS LIVROS FOTOS RECENTES DO LADO DAS DO PASSADO, E QUE SEJA LEMBRADO DA HISTORIA DE RESISTENCIA E GARRA QUE TIVERAM NOSSOS GUERREIROS

  • Elaine Responder

    25/08/2011 at 12:29

    EU USAVA TRANCINHAS NOS CABELOS ATÉ QUE NA ESCOLA COMEÇARAM A RIR DE MIM EU Ñ ENTENDIA O MOTIVO E Ñ LIGAVA ATÉ QUE UM DIA UM MENINO QUE TODOS TINHAM MEDO GRITOU NA SALA DE AULA QUE TODO NEGRO ERA SUJO E TINHA SANGUE DE CAZUZA EU QUE SEMPRE FUI QUIETA FALEI QUE NA SAÍDA ELE IA VER, AI PENSEI O QUE ELE MAIS GOSTA O RELÓGIO E ARRANQUEI  DELE E JOGUEI NO MEIO DA RUA, BOM  NUNCA MAIS ELE IMPLICOU E EU ME TORNEI A HEROÍNA DA ESCOLA E MEU RESPONSÁVEL FOI CHAMADO AO INVÉS DE BRONCA MINHA AVÓ ME PARABENIZOU E ME DEFENDEU RSRSRS

  • EU Responder

    12/08/2011 at 19:37

    EU SOFRIA MUITO NA ESCOLA .COLOCAVA A BLUSA DE JOGAR FUTEBOL DO MEU PAI Q ERA DE UM TECIDO LISO NA CABEÇA E FALAVA Q ERA MEU CABELO NA FRENTE DO ESPELHO.ADORAVA SENTAR NA MESA ATRAS DAS MENINAS DE CABELOS LISOS SÓ P MEXER NO DELAS.HOJE AOS 27 DECIDI TRIAR A QUÍMICA POR TOTAL! TO SOFRENDO POIS USO DESDE OS 9. MEUS PAIS NÃO ME ENSINARAM A ME ACEITAR COMO SOU.MAS HOJE TEM REFERÊNCIAS NA MÍDIA E NA INTERNET. UM BJ

  • Agatha Responder

    10/08/2011 at 16:59

    Bom eu sofri sim preconceitos. Na escola me chamavam de cabelo de vassora e enfim ficava muito triste com isso e não contava á ninguem . Achava que alisando o meu cabelo isso mudaria , ate mudou mas aconteceu que, no meio do procedimento deu corte quimico e agora meu cabelo não aguenta nenhuma quimica . Me arrependo tanto por fazer isso . Hoje sofro pra trazer meus cachinhos de volta , mas só o que eu tenho é um cabelo quebrado 🙁

  • Cida Responder

    29/07/2011 at 20:32

    Eu passei sim,perto da minha casa eu tinha uma amiga, e a gente brigava ele me chamava de cabelo pixaim,eu entrava chorando pra dentro de casa.E minha mãe falava deixa de ser boba isso não é motivo de vc chorar,a vida ainda vai ter muitos motivos pra vc sorrir e chorar e vc vai ver q isso não é nada.E na escola,mais na escola eu brigava com a meninas q me chamavam de neguinha e cabelo pixaim,por fim lá ninguem mexia comigo mais.Mais até q foi uma época gostosa sinto falta da minha infância,graças a Deus fui muito feliz na minha infância!!!

  • Wiara Responder

    25/07/2011 at 13:03

    Apesar de meu cabelo ser um pouco fácil, na infância passei por piadinhas, pegação no pé… Até que aos meus 12 anos resolvi alisá-lo, mesmo que contra a vontade de minha mãe, e me arrependi profundamente! Acabei com meu cabelo e fiquei “artificial”. Hà 7 anos assumi meu cabelo ruim… Hoje apenas relaxo e deixo o crespo natural e hoje sou muito feliz, além de prática!

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