Três gerações! A prova viva de que beleza não tem idade

Otimistas e de bem com a vida, as nossas garotas representam três gerações de sonhos, conquistas e poder das mulheres negras.

“Só mesmo a REVISTA AFRICA BAHIA para realizar o meu sonho de ser modelo. E aos 81 anos. É mole?”, sorri a sempre bem-humorada Mercedes Monteiro Vieira, minutos antes de fotografar, de olho no corpo magro e esguio de Stella Lopes, 19 anos. “A cabeça dela é carequinha como a minha”, sorri a top model abraçando a animada senhorinha, que devolve. “Eu também estou na moda.” Enquanto isso, dona Judith Salvador, a mais idosa, 90 anos, observa Taís Pires, a mais novinha, de 5 anos, brincar de frente para o espelho. “Aprendi a gostar da minha cor.” É o reflexo de 3 gerações.

Mulheres guerreiras, sonhadoras e símbolos de uma geração que registra o passado, o presente e o futuro da nossa história. “A mulher negra está a cada dia buscando o próprio espaço, e mais do que nunca a igualdade”, comenta Fabíola Reis, de 17 anos. Apesar da pouca idade Luara Galvão, 6 anos, concorda. Ela conta que adora se olhar no espelho, ama o cabelo cacheado e já está aprendendo a ler e a escrever para ser uma grande profissional no futuro. Enquanto isso, arrisca alguns passos nas passarelas, inspirada na top model Naomi Campbell.

Experiência
Elas são o máximo! Mercedes vive assim: sempre sorrindo para a vida. Acorda cedo, faz caminhada, se alimenta e corre para frente da TV. “Estou casada com as novelas!”, brinca a engraçada paulista que não resiste a uma roda de samba. “Se deixar fico sambando até o dia amanhecer.” Judith se orgulha dos 90 anos. “É a melhor fase da minha vida”, revela a simpática senhorinha que vive sendo paparicada pelos familiares. “Tenho o privilégio de estar presente na quinta geração da minha família.” Já Iracema faz sucesso com o cabelo branco e o sorriso encantador. “Meu sonho mesmo é entrar no BBB para mostrar as maravilhas da melhor idade.”

“Minha mãe ensinou a andar sempre de cabeça erguida e nunca me sentir ‘diferente’ pela cor da minha pele. O caráter sim é fundamental.”STELLA LOPES

EDUCAÇÃO, RESPEITO, DIGNIDADE“A minha mãe me ensinou a ser educada e respeitar os mais velhos.” Pelo visto a garota aprendeu os ensinamentos da mãe. “Eu levantei da cadeira para aquela vó sentar.” Dona Iracema da Silva Carvalho, 85 anos, sorri e agradece a gentileza de Luara. “Estou cheia de saúde. Já falei com Deus para ele me deixar pra semente”, brinca a senhorinha vaidosa que vive colecionando títulos em concursos de beleza, por isso, adora se exercitar para estar sempre em forma e de bem com a vida. “Jogo bola, faço caminhadas e gosto de dançar.” A modelo Grazielli Nery, 22 anos, atenta-se aos segredos para uma vida longa da Miss de cabelos brancos e sorriso iluminado. “Espero chegar a esta idade bonita e com tanta disposição como ela. Tanto na infância quanto hoje sempre me aceitei do jeito que eu sou. Nasci negra e me orgulho muito disso.

Adoro ser chocolate!” A pequena Alexia Ndidi Gomes Obi também tem orgulho da cor. Ela conta com entusiasmo que esteve recentemente na África e conheceu pessoas, coisas e lugares incríveis. “Conheci parte das minhas origens. Voltei orgulhosa da minha cor e do meu cabelo enroladinho.” E lá estão as estrelas desta edição brilhantes, prontas para mostrar que de sexo frágil elas não têm nada!

Inocência Meninas de ouro: Luara já aprendeu a ler e escrever e se orgulha do cabelo cacheado. “Todo mundo fala que sou bonita! Agora então, depois de posar para REVISTA AFRO BAHIA… Vou fazer sucesso”. A graciosa Taís também vai à escola. Nas horas vagas gosta de assistir desenhos animados. A mãe da garotinha teve que estudar psicologia para entender melhor a inteligência da filha. Alexia, 6 anos, acaba de conhecer a África do Sul, terra do pai, e a Nigéria. “A raça negra é muito linda”, frisa. Ela faz questão de revelar que voltou para o Brasil mais feliz e orgulhosa por ser negra. “É o máximo!”

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